Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

segunda-feira, 31 de março de 2014

31 DE MARÇO DE 1964 – AÇÃO EVITA COMUNISMO NO BRASIL!





                                            
 “O sol nos aquece toda manhã, trazendo consigo a esperança do renovar. Que esta energia seja catalisada e surjam futuramente sociedades, onde parte do desvirtuamento da natural existência humana, hoje tão afrontada, simplesmente inexista”.


Minha geração teve mais sorte, pois a cultura comunista/anarquista foi adiada pela ação militar desenvolvida naquele dia, por vinte e cinco anos. O que se viu na Europa com a instalação do Muro de Berlim dividindo irmãos; na própria União Soviética pelos registros das atrocidades e em Cuba com 50 anos de Ditadura, onde centenas de pessoas morreram afogadas para chegar aos Estados Unidos em travessia marítima em pequenas embarcações, tal o desespero de uma vida sem liberdade, comprova que aqui viveu-se melhor. Infelizmente, a transição  apesar de se dar  sob a égide da anistia ampla, os revoltosos se arvoram em vencedores e  bilhões de reais foram consumidos em indenizações e pensões;  e pior do que isso, a desfaçatez tomou conta dos líderes de forma que a corrupção desenfreada  nas hostes do poder, nestes últimos anos contaminou  toda sociedade em total inversão de valores,  resultando em  anomia.  Não bastasse isso, alguns líderes contaminados pelo veio ditatorial de esquerda, agiram ao arrepio  de qualquer consulta  popular, como é o caso da implantação da “progressão continuada” inciada por São Paulo, que colocou  o estado   nas piores colocações   em avaliações nacionais. Este é só um exemplo.

Artigo – Texto inédito escrito a propósito do 31 de  março de 2013.

Emoção Incontida

                                             A propósito do 31 de março de 1964, estava me esquecendo de registrar, neste 31 último, tão importante data na história da nação que o futuro há de resgatar, passado o domínio de terroristas no poder.


                                             Estamos vivendo um momento atípico de  diversas demonstrações de exasperação das emoções por entes governamentais a propósito do coroar de um objetivo dos mais radicais, anunciado de longa data que  muitos aspiraram que seria a justificação dos atos perpetrados por agentes do estado, durante o período de exceção.

                                             O ápice deste recôndito sentimento foi representado pelas lágrimas palacianas da mais Alta Autoridade, na presença dos últimos cinco Presidentes da República na solenidade de posse da Comissão da Verdade, no onze de maio  de 2012, uma sexta-feira.

                                             Compreensíveis  sob o ponto de vista pessoal, uma vez que ela esteve no olho do furacão em tenaz ação revolucionária. Em pronunciamento disse que não se tratava de revanchismo, e sim no aprofundamento dos esclarecimentos dos fatos em memória das vítimas e do  conforto aos seus familiares e  pares. Lágrimas representam muito; quem não as teve? Historicamente,  narra a biografia da matriarca dos Kennedy, que apesar  dos desatinos com a família, jamais chorou em público.

                                              Pessoalmente, confesso que em mais de uma vez, sintetizada por uma só gotícula em público ou em particular a forte emoção após o arrepiar do corpo é inevitável. Estes momentos são tão marcantes que não os esquecemos jamais. Também teve lágrimas copiosas privativas, é a vida, entende-se.

                                              Pela expressão do gesto e seu significado histórico, pois não são lágrimas de crocodilo e sim  da mais expressiva e significativa  personalidade de nossa pátria(hoje) que daqui a pouco terá um filme também...não podemos nos omitir em dizer às novas gerações que certamente no mesmo momento, lágrimas eram derramadas por alguém que teve um descendente ou um companheiro vitimado por terroristas, à época dos fatos a serem  elucidados.

                                             Certamente aconteceu  e acontecerá (lágrimas) toda vez que se falar deste assunto porque  não foram somente os agentes do estado os algozes a vitimar terroristas, estes estavam no cumprimento do dever na defesa das instituições; porém os terroristas  também vitimaram, inclusive  civis desvinculados de qualquer ação formal, nos tresloucados atentados armados e com explosivos.

                                              Sob outro prisma, vertentes sintetizam emoções fortes que  dão azo a reflexão profunda de quem não está somente para o pão e  circo: a  de que  em 31 de março de 1964 o Brasil se livrou da pior ditadura conhecida pela humanidade que é a marxista-leninista e seguiu seu destino magnânimo sem o espírito sanguinário que quase dizimou a Europa pela anexação de vários países, cuja imagem emblemática da queda do muro, pôs fim.


                                                Não há dúvida nas narrativas da época que  o desembocar da ação governista seria a implantação do regime comunista no Brasil. O que se deu entre  1964 e 1985 foi fruto disso e o resultado para ambos os lados que se opuseram foi conseqüência da defesa da sociedade quanto ao que lhe seria melhor.  

                                               A índole pelas soluções pacíficas das controvérsias ratificadas no preâmbulo da carta magna em 05 de outubro de 1988, corroboram os argumentos de que nosso povo abomina terroristas, mesmo assim muitos ocupam expressivos cargos públicos , anistiados que foram.

                                                 A relevância das ações políticas é permanente e envolve todo espectro social, assim passados vinte e cinco  anos da constituinte, os fatos estão a comprovar que um mandatário maior renunciou, ante a iminente deposição por impeachment e outro não o foi porque duas ações de impedimento por corrupção, em quinze anos para uma nação, não seria suportável.


                                             “O sol nos aquece toda manhã, trazendo consigo a esperança do renovar. Que esta energia seja catalisada e surjam futuramente sociedades, onde parte do desvirtuamento da natural existência humana, hoje tão afrontada, simplesmente inexista”.

JOSÉ CARLOS XAVIER - AUTOR

domingo, 30 de março de 2014

DESCALABROS INFINDOS

CONSTATAÇÃO DE ILUSTRES JURISTAS

Às vésperas do dia do estanque às ações de aventureiro no poder (31 de março de 1964) que estimulava  de forma inquestionável a luta de classes, inclusive a insubordinação de militares subalternos o (Sr. João Goulart), registros de crimes já punidos, e escândalos que se sucedem, mostram que a oxigenação positiva do cenário nacional carece  de uma profunda meditação desta geração, sob pena dela deixar um rastro de sofreguidão pelo domínio permanente de inescrupulosos no poder político, resultando que o homem comum chegue a mesma conclusão do Mestre Rui Barbosa:
De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto”

A afronta maior está ao conceder a uma minoria de brasileiros benefícios e privilégios que os distingue dos demais, constatados pelo também Mestre Ives Gandra Martins em precisa e minuciosa identificação  e discriminação dos atos e aberrações, principalmente a lei de cotas, entre outras concessões arbitrárias de terras, contrariando o Art. 3º. Inciso IV da CF, somada  e a devassa dos mensaleiros, dinheiro na cueca e aloprados.
Consta daquele dispositivo constitucional em seu “caput”:  -Constituem-se objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
IV-promover o bem de todos, sem preconceitos de origem raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

sábado, 29 de março de 2014

EFERVESCÊNCIA DO 31 DE MARÇO


1064 já era! Viva 2064! Folha de hoje - Reinaldo Azevedo 

Li e em síntese incentiva esquecer o passado. Quem esteve longe do olho do furacão sente os fatos a luz de sua percepção desapaixonada. Entretanto quando o couro come, sente o envolvido a refrega no couro e na alma. A propósito, conhecimentos e fatos milenares são referência a grandes autores  e líderes a influenciar lhes  as decisões atuais. Quando encerrar as articulações da Comissão da Verdade tudo arrefecerá. Tenha calma. Hoje, as décadas fluem como séculos pela intensidade das atividades humanas. 50 anos a frente muita coisa do passado ainda se repetirá, a começar da guerra fria instalada no momento pela polarização das atenções no Eixo  EUA  e Europa x Rússia, repetindo 1960, filme que quase apaguei da memória. Enquanto isso temos que comemorar 1964. Instalada naquela época a Ditadura do Proletariado, a vida teria sido outra. Prefiro a que tive, mesmo após a refrega da Campanha do Vale do Ribeira que conto no livro “Tributo a um Herói” quando fomos atrevidamente atacado pelos terroristas da época.

sexta-feira, 28 de março de 2014

ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA

Revolução Constitucionalista – 9 de julho de 1932

Momento histórico da vida nacional, quando os paulistas lideraram a luta por valores nobres, ante ao prenúncio do desordenamento constitucional, sendo que o Poeta Guilherme de Almeida, natural de Campinas  se engajou no movimento, deixando este significativo texto para reflexão das futuras gerações.
Ela foi inserida no livro Tributo A Um Herói, porque consta dos documentos com que a família foi agraciada, quando da morte do Tenente PM Alberto Mendes Junior.   O livro está a venda em todo Brasil nas livrarias: Asabesa;  Cultura e Martins Fontes

Oração ante a última trincheira *
(Poesia de Guilherme de Almeida)

Agora é o silêncio...
É o silêncio que faz a última chamada...
É o silêncio que responde:
— "Presente!"
Depois será a grande asa tutelar de São Paulo,
asa que é dia, e noite, e sangue, e estrela, e mapa
descendo petrificada sobre um sono que é vigília.

E aqui ficareis Heróis-Mártires, plantados,
firmes para sempre neste santificado torrão de
chão paulista.

Para receber-vos feriu-se ele da máxima
de entre as únicas feridas na terra,
que nunca se cicatrizam,
porque delas uma imensa coisa emerge
e se impõe que as eterniza.

Só para o alicerce, a lavra, a sepultura e a trincheira
se tem o direito de ferir a terra.

E mais legítima que a ferida do alicerce,
que se eterniza na casa
a dar teto para o amor, a família, a honra, a paz.

Mais legítima que a ferida da lavra,
que se eterniza na árvore
a dar lenho para o leito, a mesa, o cabo da enxada,
a coronha do fuzil.

Mais legítima que a ferida da sepultura,
que se eterniza no mármore
a dar imagem para a saudade, o consolo, a benção,
a inspiração.

Mais legítima que essas feridas
é a ferida da trincheira,
que se eterniza na Pátria
a dar a pura razão de ser da casa, da árvore
e do mármore.

Este cavado trapo de terra,
corpo místico de São Paulo,
em que ora existis consubstanciados,
mais que corte de alicerce, sulco de lavra,
cova de sepultura,
é rasgão de trincheira.

E esta perene que povoais é a nossa última trincheira.

Esta é a trincheira que não se rendeu:
a que deu à terra o seu suor,
a que deu à terra a sua lágrima,
a que deu à terra o seu sangue!

Esta é a trincheira que não se rendeu:
a que é nossa bandeira gravada no chão,
pelo branco do nosso Ideal,
pelo negro do nosso Luto,
pelo vermelho do nosso Coração.

Esta é a trincheira que não se rendeu:
a que atenta nos vigia,
a que invicta nos defende,
a que eterna nos glorifica!

Esta é a trincheira que não se rendeu:
a que não transigiu,
a que não esqueceu,
a que não perdoou!

Esta é a trincheira que não se rendeu:
aqui a vossa presença, que é relíquia,
transfigura e consagra num altar
para o vôo até Deus da nossa fé!

E pois, ante este altar,
alma de joelho à vós rogamos:

— Soldados santos de 32,
sem armas em vossos ombros, velai por nós!;
sem balas na cartucheira, velai por nós!;
sem pão em vosso bornal, velai por nós!;
sem água em vosso cantil, velai por nós!;
sem galões de ouro no braço, velai por nós!;
sem medalhas sobre o cáqui, velai por nós!;
sem mancha no pensamento, velai por nós!;
sem medo no coração, velai por nós!;
sem sangue já pelas veias, velai por nós!;
sem lágrimas ainda nos olhos, velai por nós!;
sem sopro mais entre os lábios, velai por nós!;
sem nada a não ser vós mesmos, velai por nós!;
sem nada senão São Paulo, velai por nós!

LIBERAÇÃO DAS DROGAS

Salve a alternância no poder!

A propósito do 31 de março faltam 2 dias!  

Tenho pessoas próximas  que passaram uma semana em Cuba. Nas conversas com cubanos tudo ia bem, até que citavam: mas não temos liberdade.  Que tal 50 anos com os  irmãos  Castro? Isso sim que é ditadura.

Catanduva: uma administração imbatível, quem sabe?


Dez anos atrás assumiu uma administração a altura dos anseios do povo catanduvense.  Desnecessário qualquer citação; é só fazer um rebate fotográfico e mental de 8 anos antes  e ver uma outra cidade. Foi oportuno e necessário registrar atitudes inconvenientes da anterior. Hoje, temos uma outra administração que se inicia. Ao final poderemos comparar, é dar tempo ao tempo e participar de alguma forma da vida comunitária. Que ela seja melhor ainda para  o bem da comunidade.

Artigo escrito em O Regional
 01 de Junho de 2012
Liberação das Drogas!

A comissão responsável pela reforma da lei penal anuncia liberação das drogas com ares de que está consciente e certíssima do que está fazendo. Fiquei surpreso porque nas últimas eleições na Califórnia nos Estados Unidos, a população teve o privilégio de votar sim ou não a este assunto, e o “não” saiu vencedor.
O sentimento particular é de profunda tristeza, ante a depauperação dos costumes. Com uma vida campesina até os onze anos, cavalgando, pescando, caminhando distância longa até a escola e trabalhando todo santo dia, nem ao menos se ouvia falar em drogas, alguns poucos fumavam seu palheiro.
Após isso, vivi em ambiente coletivo, seminário em São Sebastião do Paraíso, dos doze aos quatorze anos,  de onde não tenho uma só lembrança negativa; não vi pederastia, pouquíssimos fumavam.
Dos quiautorze aos dezenove, trabalhei em vários ambientes com muitas pessoas; o que não fiz foi ficar parado uma só semana; daí, até sair do interior paulista, jamais tive contato com drogas. Pederasta, a turma da rua falava de um; conhecê-lo mesmo não.
Em Brasília a coisa mudou, o assunto se tornou corriqueiro; mesmo assim, nos ambientes dos quartéis não tive contato com drogas, a não ser na polícia a título de instrução.
Tínhamos à época o conhecimento do movimento hippie que assistíamos curiosos. Muitos de nós adotaram a cabeleira, o andar vagaroso de quem está desligado e diz: “Não estou nem aí”. Também a rebeldia individual, principalmente ante aos costumes familiares, escolar e da sociedade  de um modo geral.
Artistas daquela época que incorporaram parte da cultura “hippie” estão fazendo sucesso até hoje. A citação deste movimento, dentre outros que surgiram na sociedade, vem atrelada à idéia anarquista que pegou garupa na ascensão comunista. Mote político da geração dos anos sessenta, resta na mente da elite, intelectuais jovens à época que se aproveitaram dela para a ascensão pessoal: conceitos que julgam incontestáveis de que esta é a melhor forma de se viver.
Assim foi que a vertente anarquista como técnica de contestação do sistema formal (família, pátria e tradição) passou a ser renegada em todas as instâncias informais e até na igreja, principalmente daqueles que aderiram à Teoria da Libertação. Felizmente combatida à exaustão por Karol Wojtyla, a Teoria da Libertação deixou apenas seus resquícios, foi detonada e posta ao chão também o muro de Berlim, tendo como ator no fronte Mikael Gorbachev, que ao completar vinte anos da histórica derrubada disse: "A República da Rússia foi liderada por pessoas que agiram contra os princípios da Perestroika contra uma nova forma de união em que todas as repúblicas são iguais. Essas pessoas eram como animais, sedentos de poder, arruinaram o país (...). Como político talvez tenha perdido, mas as políticas que defendi permitiram realizar todas as transformações necessárias até 1991", reconhece. "Perdi, mas a Perestroika ganhou", realça.
Nos últimos anos, religiosos catanduvenses insinuaram imiscuírem-se na política partidária, porém não conseguiram sem a renúncia do exercício de suas funções de clérigos, então recuaram para regozijo do rebanho; com certeza ganhou a igreja, obra do Santo Papa.
Tomo a liberdade de recomendar aos que não assistiram aos dois filmes sobre a vida de Karol Wojtyla que o façam, principalmente os católicos.
Voltando à notícia da liberação de drogas via lei penal, vejo uma temeridade. Enquanto sociedades de primeiro mundo submetem ao voto a questão, em nossa terra nos impõe via congresso: para não me alongar fico com Gorbachev.
A minha experiência profissional de ver jovens bonitos, sadios, cheios de vida se definhando pelo vício, envolvendo-se em crimes de toda ordem e morrendo drasticamente em conseqüência do uso de drogas, é dolorosa.
Infelizmente, resta a dúvida: se as medidas tomadas pelos políticos brasileiros consideram o indivíduo na plenitude de sua potencialidade, com os seus atributos da natureza humana e dons, envolvidos num projeto de futuro de longo prazo, ou se contemplam o anseio político: o voto nas urnas a qualquer preço decorrente do que decidem, na próxima eleição. Quem não gosta de liberalidade e libertinagem? Voto certo esta decisão.
É constrangedor dizer, porém: a minha mais profunda análise induz a pensar como o líder russo a respeito de nossos mandatários. (Vide   o mensalão), uma afronta à sociedade brasileira. Até quando???


quinta-feira, 27 de março de 2014

Contando História


Efeito motivacional

Blogueiros bom dia:
a interação é algo fundamental no exercício da cidadania, façamos ótima utilização dela. Critiquem, elogiem e acrescentem!

        
Complemento a biografia    

Ao aprofundar conhecimentos pela lide advocatícia, em amplo espectro de causas, poderia aqui desfilar um número sem fim de princípios e conceitos de vida, mas o antigo e popular bom senso, traduzido judicialmente pela razoabilidade é que me encanta.
Ao desenvolver o Blog, nada mais interferiu a favor dele em mim do que o desejo de dar continuidade a   integração comunitária que as profissões desenvolvidas sempre me proporcionaram, aliadas as muitas  associações e grupos a que pertenço.

Evento no 30BPMI

Sexta-feira fui agraciado com convite para participar do ato mensal  de valorização do Policial Militar no BPMI. Em singela reunião senti a força e reflexo daquele ato pelo intenso  trabalho e dedicação que se traduz na matéria publicada em O Regional de 23/03/14, sob o título: Mediação Comunitária da PM.
Foram 19  flagrantes; 47 pessoas presas; entre 01 e 20/03, apreensão de 7 armas de fogo; 7 armas brancas, 447 gramas de cocaína; 501 de  crak e 1.632 kg de maconha e 40 atendimentos pelas equipes de Mdediação.

Contando História

Registro que em 1981, o Chefe de Gabinete da Prefeitura de José Bonifácio, pediu-me a chave do prédio do Subdistrito de Ubarana, quando respondi-lhe que oficiasse dizendo que lá não tinha necessidade de policiamento.
Ante a inexistência do documento, desenvolvi um horário propício a dois PM que retornavam com os escolares às 7h e entravam às 15h, em revezamento.
No Natal daquele ano, o PM atendeu a cinco ocorrências de desinte- ligência, fatos envolvendo familiares e frequentadores de bares, todas resolvidas no local, assim; ao final do ano comemoramos: “zero” homicídio, o que fazia tempo não acontecia.
Fico sempre com a impressão de que a presença do PM trabalhando enquanto todos comemoravam, intervindo a tempo e aconselhando familiares, fez aquele natal melhor na, hoje, cidade da mais antiga prainha fluvial regional.
Também na periferia da Capital, lembro-me de estar em Perus no interior de uma residência aconselhando familiares, assim como Sargentos e PM antigos, faziam isso: ocorrência resolvida no local chefe, anotavam os dados e seguiam o turno. Este é um pendor que o PM desenvolve pelos ensinamentos recebidos e na ação diária.
A Mediação, no mínimo fará que o PM fique atento aos conflitos pessoais em casos de injúria; calunia, difamação, danos de menor monta; e exercício arbitrário das próprias razões, familiares e de vizinhança.
Certo que quebrará também a inércia de quem gosta de dizer: não é comigo, motivando os PM a estarem atentos ao que acontece ao seu derredor.

Parabéns ao trabalho desenvolvido no  30BPMI e iniciativa do Comando Policial Militar   Regional

quarta-feira, 26 de março de 2014

Escudo Salvador

Escudo Salvador

Em 1992, segundo semestre, assistia com os colegas capitães ao Jornal Nacional, no curso para major, quando estarrecidos assistimos a bandeira do “Comando Vermelho” ser içada num balão, num dos morros do Rio de  Janeiro. Governador Leonel Brizola. Triste de  ver. A situação descambou tanto que somente com tanques e reforço do efetivo das Forças Armadas, às polícias foi possível recobrar os espaços das mãos dos bandidos. Elas saíram, os bandidos deram um tempo e começaram matar policiais militares. Como vai ter copa e houve promessa de utilização das Forças Armadas , elas voltam ao cenário. Registro para que os seguidores vejam  que os militares brasileiros ao longo da história sempre foram o colo caloroso e  recôndito, onde a sociedade  buscou refúgio e depois de confortada, retornou a vida normal. Duque de Caxias, o Pacificador foi o maior exemplo disso, deixava os revoltosos reconciliados nas diversas regiões em conflito que atuou. “Um milhão de pessoas de branco e em paz, foram às ruas e pediram mudanças. Que elas sejam pelo voto e em ordem, como sempre sonhamos. DE 1988 a 2014, 26 anos,fim de um ciclo. Basta. Que  assim seja. O povo nas ruas pediu.

terça-feira, 25 de março de 2014

Recontar... 10 anos depois. Temática atualíssima! Vide Comissão da Verdade.


Artigo publicado no jornal "O Regional", de minha autoria.


Ainda os ossos, porque não as sacolas

Com a chamada “Regime Militar – Soldados indicam localização de corpos”, tem-se como manchete da página Brasil, A6, edição de 1º. de março de 2004 do jornal a Folha de São Paulo: - Especialistas darão início à busca por ossada de guerrilheiros do Araguaia.
Para reavivar a memória, com a revolução democrática deflagrada em 31 de março de 1964 para alguns, e golpe para outros, seguem-se atos anti-regime, com conseqüente exílio de muitos e recrudescimento dos movimentos de esquerda, tendo como ápice o estudantil em 1968.
As frentes que organizaram a resistência, após diversas incursões que resultaram em seqüestros de dignatários e assaltos a bancos para auto-sustentação das ações, com o sacrifício de sentinelas às portas dos quartéis e também com o sacrifício de civis indefesos às portas de bancos vitimados em ações terroristas, decidiram homiziar-se no campo com o firme propósito de, através da guerrilha rural, desestabilizar o governo. Dos campos se destacaram: Registro e Araguaia.
O vale do Ribeira do Iguape, tendo como cidades Registro, Sete Barras, São Miguel Arcanjo e Jacupiranga, dentre outras, era e ainda é uma região muito carente, onde os terroristas encontraram terreno fértil para jogar suas catilinárias anti-poder.
Certo é que por volta das 21h de 08 de maio de 1970, uma sexta-feira, antevéspera do Dia das Mães, Carlos Lamarca, o mais temido dentre os terroristas, ao lado de uma sacola de dinheiro, conclamava, em extremo delírio de vitória, os rendidos policiais militares “a subir a montanha com ele”.
Dois dias depois, de forma vil, sem complacência, sacrificava um deles, indefeso e desarmado. Dois anos mais tarde ele mesmo era morto em solo baiano.
Do que se passou no Araguaia, a imprensa, ao longo do tempo, já esmiuçou, com versões de ambas as partes.
Como participante do embate de Registro e componente de guarnição de repressão a assaltos a bancos praticados pelos terroristas pela região bancária dos bairros do Bom Retiro, Lapa e Pinheiros, na capital, tudo que se escreve sobre o tema aqui ou acolá, desperta meu sentimento de defensor das instituições com o alto risco da própria vida.
Após tantos anos, arrefecidos os ânimos, houve a anistia, com o regresso dos exilados, porém a refrega parece não ter fim. Fomenta as injustas indenizações, pensões concedidas a militantes e a obstinada procura dos ossos, cujo objetivo maior é posar de vítimas daqueles que, poupados, hoje ostentam cargos de mando.
Não era apenas simbólica a sacola de dinheiro ao lado do terrorista; decorria de sangue de inocentes. Não foi por acaso que escolheu áreas pobres de população sofrida, nelas as sacolas de dinheiro rendem mais, alicia-se mais numerosamente “companheiros”.
Há que saber, por meio de CPIs, a quantidade de sacolas de dinheiro que rendeu o “Esquema do Bingo”, conhecido também como o “Caso Waldomiro”.
Necessário avisar aos “sagrados” membros dos organismos defensores dos Direitos Humanos, de todos os espectros sociais deste país, que os valores maiores de uma nação e suas lideranças positivas não se dizimam só pelas armas; também o faz e muito mais facilmente pelo aliciamento vil dos desvalidos e fracos de caráter com sacolas de dinheiro; com a derrocada dos valores morais e do civismo; pela liberalidade desenfreada dos usos e costumes; pela libertinagem institucionalizada; e outras mazelas consentidas nestes últimos vinte anos.
Meu profundo respeito àqueles que se foram em nome da causa, muitos inocentemente, levados pelo engodo de quem detinha a sacola, já àquela época.
Se é para ir atrás dos ossos, que se vá também atrás daqueles que, indefesos, tombaram pela ação dos terroristas.
A propósito, a matéria da Folha registra o repúdio dos familiares à iniciativa do governo quanto à criação da comissão responsável pela procura dos corpos.
De minha parte estou consciente que à verdadeira e enigmática montanha sobem: os puros de coração; os que praticam a bondade; os que honram a pátria e seus valores maiores; os que honram pai e mãe; os que não matam; os que amam verdadeiramente.


Catanduva, 10 de março de 2004

José Carlos Xavier

segunda-feira, 24 de março de 2014

Uma realidade em verso e prosa


Fazendo jus ao nome do blog, um poeta excepcional!

Não daria uma sentença em verso, mesmo porque não tenho esta facilidade, entretanto há pessoas que vão além, são sensíveis, por isso se arriscam. Leia o último verso. É triste, mas é a realidade.  


Sentença inusitada de um juiz, poeta e realista.

* Esta aconteceu em Minas Gerais (Carmo da Cachoeira). O juiz Ronaldo Tovani, 31 anos, substituto da comarca de Varginha, ex-promotor de justiça, concedeu liberdade provisória a um sujeito preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado:

"Desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos? "

O magistrado lavrou então sua sentença em versos:

No dia cinco de outubro
Do ano ainda fluente
Em Carmo da Cachoeira
Terra de boa gente
Ocorreu um fato inédito
Que me deixou descontente.

O jovem Alceu da Costa
Conhecido por "Rolinha"
Aproveitando a madrugada
Resolveu sair da linha
Subtraindo de outrem
Duas saborosas galinhas.

Apanhando um saco plástico
Que ali mesmo encontrou
O agente muito esperto
Escondeu o que furtou
Deixando o local do crime
Da maneira como entrou.

O senhor Gabriel Osório
Homem de muito tato
Notando que havia sido
A vítima do grave ato
Procurou a autoridade
Para relatar-lhe o fato.

Ante a notícia do crime
A polícia diligente
Tomou as dores de Osório
E formou seu contingente
Um cabo e dois soldados
E quem sabe até um tenente.

Assim é que o aparato
Da Polícia Militar
Atendendo a ordem expressa
Do Delegado titular
Não pensou em outra coisa
Senão em capturar.

E depois de algum trabalho
O larápio foi encontrado
Num bar foi capturado
Não esboçou reação
Sendo conduzido então
À frente do Delegado.

Perguntado pelo furto
Que havia cometido
Respondeu Alceu da Costa
Bastante extrovertido
Desde quando furto é crime
Neste Brasil de bandidos?

Ante tão forte argumento
Calou-se o delegado
Mas por dever do seu cargo
O flagrante foi lavrado
Recolhendo à cadeia
Aquele pobre coitado.

E hoje passado um mês
De ocorrida a prisão
Chega-me às mãos o inquérito
Que me parte o coração
Solto ou deixo preso
Esse mísero ladrão?

Soltá-lo é decisão
Que a nossa lei refuta
Pois todos sabem que a lei
É prá pobre, preto e puta...
Por isso peço a Deus
Que norteie minha conduta.

É muito justa a lição
Do pai destas Alterosas.
Não deve ficar na prisão
Quem furtou duas penosas,
Se lá também não estão presos
Pessoas bem mais charmosas.

Afinal não é tão grave
Aquilo que Alceu fez
Pois nunca foi do governo
Nem seqüestrou o Martinez
E muito menos do gás
Participou alguma vez.

Desta forma é que concedo
A esse homem da simplória
Com base no CPP
Liberdade provisória
Para que volte para casa
E passe a viver na glória.

Se virar homem honesto
E sair dessa sua trilha
Permaneça em Cachoeira
Ao lado de sua família
Devendo, se ao contrário,
Mudar-se para Brasília!!!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Recontar


Nos tempos que não vão longe os fatos passavam de boca em boca. Nas vilas campesinas boa parte dos colonos contavam histórias, cada qual com seus dotes tinha um causo a narrar. A concentração urbana e a evolução social disponibiliza o radio, revistas, tv, mídias, jornais, assim se faz a transmissão dos acontecimentos, hoje.
Ao registrar fatos elogiosos e passíveis de severas críticas, plagiei os contadores de histórias que animavam os compadres e comadres. Tinha de tudo: fatos elogiosos e de crítica. 'Crepúsculo Fatal' e 'Contemplando o Irrazoável' registram o preço do álcool mais caro do estado por um ano e desproporcional aumento dos salários dos vereadores, tudo em Catanduva. Faz tempo, mas recentemente aumentaram o número de assessores. "Um povo sem memória está fadado aos mesmos erros." Certo estavam os contadores de histórias.

terça-feira, 4 de março de 2014

Crepúsculo Fatal

Como anunciado, ficamos da trincheira observando os desmandos, como no caso do denunciado no artigo neste último ano aconteceu a mesma coisa. Então, sindicalistas, políticos que aprecem em painéis de propaganda sorridentes, não é expressão de alegria para nós e sim estão felizes é com a mamata e querem continuar se possível para sempre, até a quinta geração.

Veja como denunciado:

Aumento descabido do próprio salário na calada da noite; aumento de assessores sem nenhuma necessidade; aumento de taxas de lixo descabida. Excesso,  excesso de tempo no poder de vereadores...viva a dinastia!

Crepúsculo fatal

A gestão 1996/2000 da Câmara Municipal de Catanduva, através de seus vereadores, já se expusera ao ridículo ao conceder aumento de 100% para a legislatura seguinte, sob o único argumento da legalidade, desprezando os princípios constitucionais da razoabilidade e da moralidade pública, insertos nas Cartas Magnas Federal e Estadual, artigos 37 e 111, respectivamente.
Agora, o fecho trágico de um período negro na história de Catanduva pela falta de uma liderança voltada aos anseios de seus habitantes. Querem dar bis...
Primeiro vimos a cidade ser invadida por profissionais da política, forasteiros sem nenhum vínculo com a comunidade passaram a desfilar em Catanduva, e não foram poucos. Preocupados com o partido; quanto mais dinheiro levasse daqui para si ou para a agremiação política, melhor. Assim, num período recessivo, onde o funcionalismo, em todas as esferas, pouco teve, os vereadores arbitraram para si 100% de reajuste salarial.
Hoje, a prevalecer a tão cobiçada verba de R$ 3.800,00, vejam, leitores, para onde foram os R$ 1.200,00 de outrora. É um descalabro.
Às vésperas das eleições, o assunto foi votado em segunda sessão. Naquele dia, galhardamente compareceram à Câmara os vereadores Marcos Crippa, Eder Bocchini, Marcílio Dias, Mara Gabas e Cambuy. A sessão foi encerrada por falta de “quorum”. Portanto, muitos se omitiram naquela oportunidade para retornar, agora, no período de festas de fim de ano com este malfadado presente.
Mobilizados, representantes de várias entidades e populares, na ocasião, emocionados entoaram o Hino Nacional Brasileiro.
Que a força do vil metal que impulsiona o traficante a escravizar o viciado, o corrupto a subverter toda gama de valores sociais em busca de vantagem fácil, o abastado a desprezar o pobre, não seja o referencial maior daqueles que cuidarão dos destinos de nossa gente. As articulações políticas envolvem a todos os políticos, no caso com maior responsabilidade àqueles que ascenderam aos mandatos, pois quem sai, conta os dias e o prejuízo.
A exasperação de ânimos noticiada, expressa por si mesma a conclusão aos cidadãos leitores! Muda Catanduva! Muda Brasil! Que prevaleça o bom senso de quem entoou o Hino.

Catanduva, 28 de dezembro de 2004