Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

quarta-feira, 30 de abril de 2014

COMENDO BANANA

RACISMO

A EVOLUÇÃO NATURAL  RELATIVA ÀS DIFERENÇAS RACIAS DARIA MELHOR RESULTADO


 IRONIA ANTIRRACISMO 



          Daniel Alves, baiano, atleta da seleção brasileira de futebol, teve uma atitude que representou muito bem, a ironia  baiana de ser. Atirada a banana, não titubeou se abaixou, descascou a fruta e mandou para o papo.
         Mal sabia que seu gesto seria imitado por políticos italianos e reprisado no mundo todo, insistentemente.
          Acompanhamos de perto o evoluir dos direitos no Brasil, por militarmos na advocacia, invocando por diversas vezes com sucesso estes direitos na defesa de nossos clientes, mormente o dano moral pelo abusivo ato contra terceiro, mormente do poder público e grandes empresas em relação ao indivíduo.
         Entretanto alguma deformação  existe pela exagerada exposição midiática hodierna que provoca comportamentos repetitivos em busca do minuto de exposição que faz a pessoa sair do anonimato.
         Minha geração convivia  mais naturalmente com as diversidades de características de raça, quer seja da cor   ou outras, até mesmo de linguagem. Sendo recentes as imigrações ou contemporâneas mesmo, a compreensão do estrangeiro, contagiava os nativos e tudo acontecia em paz.
         Tenho uma foto, aos dezessete anos em que o time é meio a meio, branco e preto. Na cidade tinha clube dos brancos e dos pretos, sendo que havia respeito as normas e tudo era visto com naturalidade. Esta postura não era determinante para o relacionamento entre negros e branco, no dia a dia.
         Comento que no trabalho em turma nas fazendas, todo tipo de brincadeira acontecia, desde os traços marcantes da cor até as  características físicas e ao: oi negro beiçola era respondido de pronto e aí branco descascado e tudo prosseguia. Ao fim do dia um queria saber se tinha produzido mais que o outro e isto sim representava mais dinheiro no fim de semana.

         A ênfase  dada pelas lideranças políticas à segmentação da sociedade, fazendo-se padrinhos da evolução pela lei do que aconteceria espontaneamente, colocou zanga onde não tinha e a exposição na mídia um modismo, com a prática de  atitudes que não se via há 30 anos atrás.


BARBÁRIE

LEI MARIA DA PENHA

NO BRASIL 140 MULHERES SÃO AGREDIDAS  DIARIAMENTE, 51.100 AO ANO E 15 SÃO MORTAS  5475 AO ANO.

Não tenho procuração das mulheres para defendê-las, porém ante ao morticídio, registrei neste espaço democrático a manifestação.

Artigo escrito em 19/11/2013 em "O Regional" de Catanduva.




A lei Maria da Penha se aplica ao homem?

O cotidiano policial vivenciado no comando de mais de trinta viaturas na zona oeste de São Paulo, bairros do Pacaembu a Perus, área do 4º.BPM/M, uma experiência enriquecedora.
Desta época (1975) e de Perus principalmente, algumas lembranças: os moradores saíam às 4h da manhã para trabalhar - é muito longe do centro de São Paulo, por isso mesmo poucos recursos, sendo a Polícia Militar muito solicitada.
De volta àqueles tempos, vejo-me no interior de uma residência a aconselhar uma família sobre desinteligência. Também, soldados e graduados antigos de serviço faziam este trabalho de aconselhamento e reconciliação das partes. Alcançada, comunicávamos com a central: ocorrência resolvida no local, e seguíamos o turno. Nas inúmeras ocorrências atendidas, não faltou agressão de homem por mulher.
Desta forma, a argumentação de inconstitucionalidade da lei Maria da Penha, principalmente por não atender o princípio constitucional da igualdade expresso no artigo 5º. da Constituição Federal, em seu inciso I:
“Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta constituição”.
 Conceito inserto no artigo 226, §5: “os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher”.
O teor exposto dá ao homem a expectativa da reciprocidade de tratamento pelo julgador, entretanto o histórico da elaboração desta lei se insere em seara ampla.
A farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, alvejada por seu marido, esteve à beira da morte. Não satisfeito, passados dez anos, entabulou arranjo em chuveiro, sendo ela, ao tomar banho, eletrocutada com sequelas gravíssimas.
Vinte anos depois da instauração do feito, ante a desídia judicial, o caso foi levado a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Houve em consequência punição e manifestação daquela corte:
         “A República Federativa do Brasil foi responsabilizada por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Houve recomendação (relatório nº 54/2001) para que o país realizasse profunda reforma legislativa com o fim de combater, efetivamente, a violência doméstica praticada contra a mulher”.
Quanto à exclusividade da aplicação da lei à mulher, há reiteradas manifestações do STF sobre sua constitucionalidade. Ela deve ser aplicada somente às mulheres, e os julgadores, em sua maioria, remetem os homens à lei penal que é suficiente à demanda infinitamente menor, se comparada à incidência da violência contra a mulher.
Na edição nº 388, de outubro de 2013, do Jornal do Advogado, o professor de Direito da USP e Juiz de Direito Marcos Zilli, da 15ª Vara Criminal, estabelece interessante defesa da aplicação desta lei ao homem, contraposto pela eminente Procuradora de Justiça aposentada e advogada criminalista Luiza Nagib Eluf.
Quando se fala de Brasil, este gigante em área e números, é estarrecedor saber que 140 mulheres são agredidas diariamente - delas 15 são assassinadas por seus pares masculinos. Fala-se até em femicídio, os defensores da lei, afirma a advogada.
Ela ainda traz dados complementares estatísticos, registrados pelo Instituto Sangari, que acusam: nos últimos 30 anos, 92 mil mulheres foram assassinadas em nosso país.
Resta a este autor, pela experiência profissional e pelos dados estatísticos acima, concluir que a lei Maria da Penha deve ser de aplicação exclusiva às mulheres.
A melhor opção para a sociedade seria inibir o desajuste social pela elevação do padrão educacional e diminuição das dificuldades de subsistência da população.
A edição da lei decorreu de forma peremptória do prescrito no artigo 226 §8, da CF:
“O Estado assegurará assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações”.
Caso o governo brasileiro não tomasse a iniciativa da edição da lei estaria sujeito à reincidência da pena que dobraria o seu valor.


Louva-se, para concluir, na esteira da defesa do direito das mulheres: a edição do decreto nº 23.769, de 06 de agosto de 1985, que criou em São Paulo a Delegacia da Mulher, pelo saudoso governador André Franco Montoro, iniciativa pioneira no país.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

INSERÇÃO NA VEJA

Coluna Leitor:

Página 46 da edição de novembro de 2013 - Catanduva- JOSÉ CARLOS XAVIER


Os brasileiros demonstraram em junho que não estão dormindo em berço esplêndido. Haveremos de conquistar um novo tempo! Fé.

domingo, 27 de abril de 2014

MOBILIDADE URBANA

Considerações Atuais.

Na semana seguinte a este artigo, ocorreu acidente gravíssimo às margens da ferrovia em dascarrilamento de trem com sérias consequências. De bom foi anunciada a tirade dos trilhos do centro de várias cidades. Sobre os de Catanduva há pedido em apreciação.

Assisti a duas sessões sobre Mobilidade Urbana em  que a empresa contratada pela prefeitura falou sobre mobilidade urbana. Sob o ponto de vista didático tudo bem, porém quanto ao conteudo estranhei porque não foi citado os transtornos dos trilhos. Esta conduta se comapar ao ditado: "ir a Roma e não ver o Papa". 
Vejo  que este assunto, poderia ter sido discutido sem despesas para os cofres públicos, mesmo porque o candidato sempre apresenta um plano de governo. A própria equipe atual, apresentou em outra eleição o ligue-ligue, salvo engano.

Segue: Artigo escrito em "O Regional" em 16/10/2013

Mobilidade Urbana

Após algum tempo destinado mais à reflexão, retorno a este espaço, se é que ainda o mereço, entretanto como tive a cautela de expor os propósitos à editoria, creio que estas linhas chegarão aos caríssimos leitores.
A propósito do tema, quando fincamos raízes em alguma cidade, perdemos em termos de mobilidade e diversificação de relacionamentos, entretanto outros aspectos são compensados, pois temos a oportunidade de conhecer e nos dar a conhecer às pessoas.
Natural de Batatais, após viver em São Sebastião do Paraíso, Brasília, São Paulo e São José do Rio Preto, classificado pela promoção a capitão, no recém criado 30BPMI, aportei em Catanduva.
Esta terra que não é minha, mas da esposa Ivanir, cujos pais Pedro e Mabília, (in memorian) residiram em sítio na então Vila Elisiário, de onde seguiram para a Capital, como tantos interioranos na década de sessenta.
 Catanduva e região, propiciou-me a oportunidade de exercitar os conhecimentos profissionais e experiência pessoal, criar e educar meus filhos, estando próximo de minha cidade que não comporta Batalhão.
A volta a vida interiorana, deu-se nas dezessete cidades da Companhia Militar da região de José Bonifácio, que comandei por três anos ininterruptos, na condição de tenente, no exercício do posto de capitão, interinamente. Um período maravilhoso em minha vida: sentir o cheiro da terra, o frescor da mata, a simplicidade e sensibilidade cabocla, especial mesmo.
Voltando ao tema mobilidade urbana, lembro-me que no início de 1989, no preciso dia em que em reunião comemos um dourado assado em jantar, ali pelas bandas da Vila Guzzo, houve um acidente por atropelamento na travessia da linha férrea na cancela da rua São Paulo.
Ficou bem marcada a coincidência pela morte e principalmente porque relatei a precariedade da sinalização e atuação dos vigias ao Prefeito Municipal, na condição de Comandante da Companhia de policiamento da cidade.
Agora, ao acessar a internet para escrever estas linhas, verifiquei o registro de notícias recentes de problemas nas cancelas das ruas São Paulo, Quinze de Novembro e Florianópolis, e ao longo destes anos, outros acidentes fatais ocorreram nestes locais.
Então o que dizer?
Mesmo com os maravilhosos avanços no trânsito de Catanduva com a identificação dos nomes das vias; da indicação dos locais de destino, tão carente em algumas outras cidades do mesmo porte; da abertura de inúmeras avenidas que transformou o tráfego em vários bairros, inclusive no Jardim do Bosque, Glória e adjacências, não houve a possibilidade de resolver este assunto.
Lembro-me que em Batatais tinha pleito parecido há muito tempo: retirar a rodovia que atravessava a cidade. Faz uns quinze anos, a duplicação da rodovia Cândido Portinari possibilitou isso. Aqui o presídio não vem, mas a ferrovia fica. Assunto difícil mesmo de se resolver este.
Em Catanduva, como ficou o trânsito tão bem distribuído por avenidas, rotatórias e moderna sinalização. Vejo que o tema da construção dos três viadutos seria um bom início de conversa sobre o assunto mobilidade urbana, pois muitas pessoas não utilizam estas vias pela demorada travessia dos trens, além dos problemas nas cancelas que aumentam os riscos de acidente.
                           
José Carlos Xavier

Coronel PM, Advogado, Professor

sexta-feira, 25 de abril de 2014

DO INSTITUTO DA GREVE

A  greve como instrumento político

 A greve política, ouvimos isto milhares de vezes e o pior que é verdade, Nos tempos dos bate-panelas do PT, a fúria dos grevistas era difícil de ser contida. É esta greve que deve ser combatida. A deflagração de uma greve passa por um ritual que deve ser observado. O essencial é que não seja somente para chamar a atenção.

Artigo escrito no Diário da Região de Catanduva em 24/04/14


   "Estamos com inflação relativamente baixa desde 1994"


Do Instituto da Greve

Intrigante este assunto na evolução dos direitos da sociedade na busca do equilíbrio entre o capital e o trabalho. Expresso ao leitor a minha reverência à legalidade, à razoabilidade em todas as relações humanas e sociais. Trago a este espaço, o mesmo sentido do equilíbrio, da imparcialidade de estar equidistante de correntes antagônicas, a registrar fatos e deixar que o leitor conclua por si, com a máxima transparência.
Felizmente minha vida se fez assim, imperfeito - mas me esforçando para ser socialmente responsável.
Em respeito ao conjunto de direitos que envolvem o que de mais legitimo e nobre há quanto a expressão do pensamento, permeado por embasamento legal e senso comum,  me conduzirei neste espaço.
No contexto deste assunto, aceno a todos trabalhadores que abrangem  o  universo do exercício da atividade produtiva humana quer seja braçal ou intelectual.
A  concluir que em amplo entendimento temos que refletir que toda riqueza a nossa volta provem do trabalho. A ociosidade nada produz, hoje  em dia está produzindo muito criminoso que não é trabalho, parece haver uma confusão neste sentido pelos direitos a eles concedidos e precariedade na contenção da ação delituosa.
Se o trabalho é tão importante assim, e o é; o direito à greve haveria de ser invocado com o sublime pensar da não vulgarização dele por mero anseio de ascensão política das lideranças, a qualquer tempo. E pior ainda, o atendimento delas levianamente por liderança que quer se perpetuar no poder, igualmente.
No Brasil, a Constituição de 1937 repudiava a greve e o lockout, por prejudicar o desenvolvimento social e produtivo. Houve evolução mundial, sendo editada a  Lei Federal  nº 4.330/64, que reconheceu o direito de greve  as quais  não acarretassem a suspensão do contrato de trabalho, desde que deferidas as reivindicações dos trabalhadores pela Justiça.
O propósito aqui é interpretar o equilíbrio na relação das partes; principalmente quanto aos serviços essenciais como as recentes greves deflagradas por servidores públicos.
Sempre entendi que o serviço público é apenas mais uma opção disposta ao indivíduo. A ninguém é impingido o acesso a ele, que  é uma opção como outra qualquer e com o direito de “aposentadoria integral”.
Inexiste greve que não traga desconforto.  Hoje estamos com inflação relativamente baixa desde 1994, a concluir que os governantes sejam mais hábeis, contemplando os servidores com índices compatíveis e de sua sorte que estes reflitam que ninguém é obrigado trabalhar, onde não esteja contente.
Façam os leitores suas reflexões, discutam seriamente a sociedade, pois fazemos parte dela e vejo que a verdadeira mudança se dá individualmente.
Se queremos um país melhor temos que mudar, a nós mesmos e muito do que está a nossa volta, sem desordem, que não leva a nada.
Antes os militares, depois os revolucionários, agora é hora de buscar algo novo no poder, a partir da mudança em cada um de nós, também.


ORQUESTRA DA POLÍCIA MILITAR EM CATANDUVA

A ORQUESTRA SINFÔNICA DO CORPO MUSICAL DA POLÍCIA MILITAR ESTARÁ EM CATANDUVA-TEATRO MUNICIPAL, NO DIA 27 DE ABRIL, AMANHÃ - ÁS 20H.


Com uma coleção musical que permeia entre o clássico e o popular, a orquestra faz sucesso  onde se apresenta. O evento faz parte do calendário comemorativo do aniversário de Catanduva. Prestigie você vai gostar

AULA DE CIVILIDADE



O TEXTO DIZ POR SI!

Pensamento de hoje: 

"Acredito por que tenho fé e esperança porque luto". anônimo.

        Tive a grata surpresa de participar de uma verdadeira aula de civilidade, no dia de ontem, pois ao som da banda musical do Comando de Policiamento do Interior – 5, não pela presença dela, mas sim pelo calor humano que  envolveu a solenidades do começo ao fim.
Após formação da mesa e execução do Hino Nacional Brasileiro, seguiu a homenagem a quatro policiais por serviço operacional de destaque.  Em sequência: vários policias foram citados e receberam comenda por bons serviços nas mais diversas atividades ao longo do ano; vários  civis que foram distinguidos como amigos do 30BPMI e por fim os Coronéis, Audi, Rui, Vandelerlei  e Colucci, receberam um adorno de mesa no qual estava escrito: Comandante. Os demais foram convidados, entretanto por problemas pessoais diversos não compareceram.
        Às homenagens, seguiu a fala dos componentes da mesa e ao final a leitura do boletim alusivo a data pelo Comandante  da Unidade, havendo recepção com almoço em seguida, no espaço Gê-Vera.
         A noite, o coroar na Câmara Municipal de Catanduva, sendo distinguidos vários policiais por relevantes serviços, enquanto  o Major PM  Marcos Aparecido Simões Lima, Comandante Interino do 30BPMI e o Coronel  PM Azor Lopes da Silva Júnior Comandante do CPI-5, foram agraciados com o Título de Cidadão Catanduvense.
         As homenagens foram entremeadas com músicas especiais que marcaram época, executadas pela Banda, sendo visível na plateia o acalento sentido no momento de suas execuções.
Como de praxe, foram lidas as motivações dos títulos pelos Vereadores  Ari ao Major Marcos e Vado ao Coronel Azor. Após as outorgas várias pessoas usaram a tribuna, chamando a atenção as falas dos Juizes de Direito da 1ª. Vara Criminal de Catanduva Antonio Carlos Pinheiro de Freitas;  e do Juiz de Direito  da 2ª. Vara Criminial Alceu Corrêa Júnior.
O primeiro além de falar da integração do trabalho da Justiça e da Polícia Militar, ainda citou nominalmente mais de dez policiais na platéia, em menções elogiosas. O  Dr Alceu ressaltou o valor dos Núcleos de Mediação  de Conflitos e constatou que entre os juízes, somente a juíza que estava de licença maternidade não compareceu às solenidades, somando seis os presentes, de manhã e a tarde, destacando-o Dr JOSÉ ROBERTO LOPES FERNANDES, Juiz da 2a. Vara Cível que fez parte da mesa e o Promotor  Titular da 2a. Promotoria de justiça de Novo Horizonte Dr André Gândagara Orlando.
 Entre os militares, além dos homenageados, chamou a atenção ao falar o Ten Cel Lamin que descontraído, brincou com as pessoas e disse coisa séria, ao citar mandamento bíblico e confesssar que pede a proteção divina a sua tropa, registrando que durante todo estes últimos tempos sombrios de ataques a Policiais Militares, inexistiu uma só ameaça em toda área ao efetivo e seus familiares na nossa região.
Digo depois do que vi no dia 11 último, no Congresso Internacional –  Repensando o Direito a Segurança Pública, ainda, haver um forte sentimento que desta vez a discussão sobre ciclo completo de polícia ou polícia única será para valer.
Espero que profundas reformas sejam feitas na política a partir de 3 de outubro; e que  por outros agentes se dê esta discussão, uma vez que os atuais não a fizeram.



quinta-feira, 24 de abril de 2014

CONFIDÊNCIAS CIDADÃS

CONSTATAÇÕES ATUAIS

Ha que se ter a consciência de que o pleno exercício da cidadania se dá pela ação de campo, alimentado ambientes com comportamentos éticos no limite da exigência da função, iniciativa e atividade laboral ou empresarial que se esteja envolvidos. De forma que a passividade pouco representa no contexto da evolução das sociedades. Aja, interaja faça alguma coisa propositiva no ambiente em que vive. Podemos mudar para melhorar. O que aí está decorre de anos de lutas, carecendo de energia renovadora.


 Este artigo foi escrito no jornal o Regional em 14/03/2005


Democracia: Confidências cidadãs II

         A foto estampada no artigo do dia 13 é peculiar da época. Eles insultavam, jogavam bolinha de gude para derrubar cavalaria; na menor oportunidade os líderes corriam ao lado do agressor contido pela polícia e “click”. Capa de jornal. Intelectual apoiando a causa do trabalhador. Que cena mais comovente.
         Uns tiveram mais sorte, chegaram a presidente, outros a governador, outros a vice-governador, prefeitos, presidentes de Câmara, vereadores, assessores. Alguns em governos desastrados, mas continuam no poder etc. Outros ainda tiveram indenizações vultosas. Esta é a senha para o sucesso político dessa turma: fui exilado, fui preso pela ditadura. Dá direito à palestra, matéria em jornal. Dá até para ressuscitar a lei que beneficia parente, como fizeram os petistas na liderança da Câmara Municipal de Catanduva, ao aprova o nepotismo.
         Ah! Estava esquecendo também do capítulo dos Direitos Humanos, incentivando bandidos, fazendo deles os heróis martirizados da pátria pelos mesmos segmentos. Agora todos somos martirizados: Luís Mir, em seu livro “Guerra Civil – Estado e trauma”, comprova que a cada ano 150 mil   pessoas que morrem violentamente no país; 56 mil delas são por arma de fogo, outras tantas no trânsito, entre elas centenas de policiais. Os lobbies daqueles que olham para o próprio umbigo continuam a dar as cartas. É só verificar os balancetes das grandes empresas, dos grandes bancos, das concessionárias públicas e do próprio serviço público, cujos anseios de trinta anos continuam inatingíveis pelo óbice de quem não quer mudança. Luís Mir ainda adverte: É só olhar a inalteração da distribuição de renda há 40 anos, a concentração dela, o desemprego.
         Esta é uma constatação de quem esteve no olho do furacão. A história revelará as contradições do que fez os encantados pelo Comunismo nestes 20 anos; pena que na ilha de Cuba não cabia todos eles. De minha parte, já que sobrevivi a Lamarca, estarei no próximo sábado na cidade de Franca, comemorando com os amigos reservistas, o encontro do Batalhão da Saudade. Paulistas da região, inclusive de Catanduva, que em Brasília defenderam a ordem democrática, regime institucional vigente em 31 de março de 1964. “Viva a Revolução Democrática”, escrevi com meu próprio corpo em demonstração na Esplanada dos Ministérios, em comemoração ao feito épico.
         Do contrário poder-se-ia ter um ditador há 40 anos por aqui também; se há na ilha, porque não no continente. Muito em voga, mesmo entre os jovens, o dito apropriado à causa democrática como praticada, hoje: “Me engane que eu gosto”.







quarta-feira, 23 de abril de 2014

REGISTROS MEMORÁVEIS!

CONSTATAÇÕES ATUAIS

Registrei e continuarei registrando os absurdos praticados por políticos que assumem o poder com ar  absolutos de déspotas e através de poderes legislativos fracos e comprometidos com o continuísmo e o alcance de lances mais altos se deixam levar por conchavos em prejuízo da legitima e autêntica democracia. Onde está a razoabilidade do aumento do número de vereadores para 13, se ninguém sentiu a diferença da diminuição de 17 para 11, assim como, o aumento de assessores se o último governo deu um show a parte de como governar uma cidade? É sobre isso que temos que refletir. Cada tostão que sai do cofre é dinheiro que deixa de ser empregado em: saúde, segurança e educação. Dinheiro não dá em árvore ele é resultado do suor do trabalhador. Acorda Brasil!


Democracia: 

Confidências cidadãs I



Luís Mir, médico, pesquisador e historiador que defende a tese de que o país vive numa Guerra Civil, em atualíssima obra, desnuda as entranhas do poder, revelando dados atordoantes e cotejando conceitos, a revelar o cinismo do poder estatal em relação à realidade pátria.
Relevante a afirmação ao falar do equilíbrio de gabinete: “consultas e acordos entre lobbies, associações profissionais, interesses econômicos e, em geral, o entendimento cordial do que se chama a classe política geram um equilíbrio de gabinete, cuja base é desconhecida ou mesmo secreta (Roseneau, 1992); de índole mais ou menos corporativistas, impulsos legiferantes difusos (Conotilho, 1986), que os grupos parlamentares não ousam pôr em causa; ‘O compromisso toma lugar da razão’ (Habermas, 1984) e já ninguém é responsável pelo interesse coletivo, tornando largamente fictício o conceito de representação parlamentar, um dos pilares do princípio da legalidade”. A propósito de todo o entendimento resultante dos conceitos acima, temos a assunção de José Sarney ao poder, primeiro presidente civil após 1964.
Entretanto, pelo simbolismo do dia do palanque das “Diretas Já”, ficou esta como símbolo marco de resistência. Assim vejo oportuno aprofundar a discussão porque ninguém pode dizer tudo o que pensa, até mesmo porque deve pensar sobre o que diz, senão perdem-se a lógica e o fundamento. Porém, uns podem mais, outros menos; é circunstancial.
De minha parte posso dizer que me lembro de Sampaio, nos idos de 1963, um camponês ativo a difundir entre os lavradores conceitos jamais vistos de insurgência no campo. Do alto do caminhão do “pau de arara”, jovens ficavam atônitos com as notícias das indenizações e de proprietários rurais se desfazendo de seus empregados, às pressas, para se livrarem de pendengas tais. Logo mais, já em Brasília (1966), na rampa do Planalto, orgulhosamente prestava honras militares ao Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco; foram muitas vezes. Sua figura, impoluta a passar um sentimento de esperança, reflexo de um passado recente que foi a brilhante atuação das Forças Armadas, em campos de Itália.
Ao mesmo tempo que periódicos e rádios anunciavam a moralização do serviço público pelo ingresso somente por concurso, antinepotismo, a relação daqueles encantados pelos assovios da sereia, mentores do incauto camponês, a aterrorizar a todos, a partir da máxima de que os fins justificam os meios, mesmo que seja pela violência e sacrifícios de vidas, era divulgada com a decretação de seus exílios.
Já em São Paulo, 1970, os efeitos do terror; os Sampaios já não bastavam, sentinelas assassinadas friamente, ordens para não andar fardado, colegas a paisana identificados por documentos e sacrificados, não se sabe se por homens comuns ou politizados terroristas, recaindo sobre estes as suspeitas, por não ser comum à época tal deslinde.
A ronda bancária, no itinerário Bom Retiro, Lapa, Pinheiros, era específica a antiterror; no banco de trás do lado direito (de metralhadora em punho) sempre o mesmo sentinela de Castelo Branco, a campear aqueles que matavam inocentes em assaltos a bancos para angariar fundos para a guerrilha urbana e rural que espalhava medo em toda sociedade brasileira. Na cidade de Registro, nova contenda, esta para valer, frente a frente com Carlos Lamarca. Emboscada, tiros, feridos, reféns e o sacrifício de mais uma vida, tudo em nome de “O Capital”. Os fins justificam os meios, mesmo que violentos.
Diretas Já: a grande mentira – No dia representativo da democracia, o tenente, não mais soldado, desceu as escadas do metrô em sentido contrário ao da massa. Os líderes, rodeados pela sua claque de artistas renomados. Empresas fechadas, Estado parado, o município parado, o metrô de graça e os artistas, expoentes, todos a cantar, e o povo subia as escadas com os olhos esbugalhados de esperança. Falsidade, bastava ler os jornais mais sérios para saber que já estava tudo delineado, agendado mesmo: haveria  eleições  indiretas, e os militares garantiriam a posse do eleito. Mas os fins justificam os meios. Mentir e iludir a massa, até que é meio sem dor física. Pão e circo, já diziam os romanos. Insurgir contra o poder constituído representado pela polícia que se chama militar, tirar foto ao lado de operário sob a mira de cassetete, ser preso, comer a boia do DEOPS, pode me render muitos frutos políticos.

 Catanduva, 14 de março de 2005

SEGUE EM BREVE

RENASCER DO SESI


 ADEUS AO SESI E AO ANTIGO FÓRUM

Entre tantos descalabros que aconteceram de 1996 a 2004 em Catanduva, está a quase perda do SESI e do antigo Fórum, onde hoje é a Secretaria Municipal de Educação. Se não houvesse a renovação política, estes dois  espaços maravilhosos não existiriam mais em nossa cidade. É o que eu digo democracia rima mas não combina com dinastia. Isto era no tempo dos faraós.

DOMÍNIO PÚBLICO



Todo catanduvense deve se lembrar da luta para reverter a situação e foi revertida, felizmente. Amanhã a cidade está em festa com a inauguração da quadra poliesportiva que receberá o nome de Moacir Bernardes Brecha, um dos mais destacados jogadores de futebol nascido em Catanduva, entre tantos outros que brilharam nos gramados brasileiros. Além da inauguração haverá o lançamento por Paulo Skaf do programa Atleta do Futuro. Ele tem se destacado como uma das novas lideranças do Estado de São Paulo, demonstrando pertinácia e visão de futuro. Entre tantas benfeitorias apresentadas, na segunda-feira pelo Governador Geraldo Alkmin,  que inaugurou o Poupatempo, as principais foram: o  viaduto de acesso ao IMES – Catanduva; substancial auxílio em verba direta a Fundação Padre Albino e distribuição de ônibus para transporte de pessoas Especiais para toda região. É o Brasil para frente  e se possível com renovação política. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

SUPLÍCIO EM FERIADO



DIFÍCIL SUPORTAR O ESFORÇO


          O  retorno a São Paulo de quem saiu de Catanduva pela hora do almoço foi de 10 horas. Notícias dão conta de que para  o litoral, a demora em ocasiões assim, dura até 6 horas.
         Corta o coração paterno saber que nossos filhos que passam duas horas em média por dia em automóvel, tem que suportar mais este  mais este suplício.
         Tempos modernos ou opção em total desacordo com as perspectivas de futuro dos administradores pátrios, senão vejamos: sai  de Batatais para Brasília, em 1966 pela estrada de ferro Mogiana, bitola estreita que poderia ser facilmente transformada em larga que estava a 40km, em Ribeirão Preto.
         Em São José do Rio Preto fui em várias reuniões de trabalho a São Paulo 1983/86 em acomodação leito. Quando esperávamos que as acomodações fossem melhoradas, reduzido o temo da viagem, eis que suprimiram a viagem de trem. Agora somente carga.
         Em vinte e cinco dias na Itália hospedado em Rovigo, terra de meu avo, numa câmara de frente para a arborizada Faculdade de Direito e distante 200m da estação, não tive dúvida ante a possibilidade de deixar uma das mala ali, viajei de trem, uns 4000 km.
         A mais pitoresca das viagem foi à praia de Rosalina. Um só vagão ligava a vila da praia a cidade mais próxima, mais lá estava ele. Cena bucólica, muito diferente daqui.
         Ontem meditamos sobre a falta que os trens fazem. Erro estratégico de quem não se deu  a alternativa e dá-lhe vaga-lumes nas estradas, num cortejo vagaroso quase igual ao da carroça que utilizávamos para ir da cidade a fazenda - 18km. Éramos felizes e não sabíamos:  cheiro da terra, do marolo e  da gabiroba, emas e as seriemas, às vezes o solo molhado. Animal forte de trote ligeiro, lá íamos nós, éramos felizes e não sabíamos. Tempos modernos, muitos automóveis e eletrônico. Nada contra, mais muito cansativas estas viagens.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

EPITÁFIO DE VIVO


Apenas um registro curioso de como, a fala perpetua pensamentos a identificar e influir na transcendência das pessoas pelo registro eletrônico.


Trata-se de uma quadra simples que se faz de um vivente como se estivesse morto.  Abro aqui um parêntese para dizer que no nosso caso é diferente, pois se trata de um morto, falando como se estivesse vivo.
Antes narro trecho de uma viagem muito especial que adiantei para um meia dúzia de pessoas íntimas, por alguns anos. Se conseguir vou a Itália, na terra do meu avô e no Vaticano no aniversário de casamento, até que um dia fui mesmo. Maio de 2009.
Em Rovigo e Ponso cidades de nossos avós, ficamos 12 dias dos 25 da estadia. Nesta última cidade, visitamos uma casa onde moraram os tios paternos de minha esposa e também havia as ramificações da família materna que não visitamos. Em Rovigo  encontramos uma família Joli que nada tinha a ver com a de meu avô. Da lápide constavam muitos nomes; ela era grande, deparamos com escritório de advocacia, mas pela certeza não importunamos ninguém.
Para certificar sobre os antepassados, tinha o escritório da comuna, além das pedras frias com os escritos, uns bem resumidos, outros com algumas frases nos túmulos e um livro de registro de todos os sepultamentos.
Chamou a nossa atenção que nas lápides  muitos sobrenomes coincidiam com os de famílias da nossa região. Meu avo  e os avós de minha esposa moravam a 15Km de distância, muita gente do Veneto, norte da Itália com certeza veio para o Brasil.
Sobre o epitáfio ao vivo, o registro de que a ênfase dada nas notícias recentes  de alguns artistas que nos deixaram. Hoje, fala-se nas mais diversas redes televisivas de tudo das vidas deles.
Ocorre que os depoimentos são colhidos nas mais diversas situações e os dizeres nem sempre são os mais apropriados pela descontração do entrevistado no momento quando há tempo para se explicar, mas depois de morto...
Há que se deixar de citar nominalmente o caso pela falta de oportunidade de defesa, mas é uma situação curiosa que os editores deveriam filtrar para não quebrar o cristal da imagem de quem se foi e que deixa família.

Apenas um registro curioso de como, a fala perpetua pensamentos a identificar e influir na transcendência das pessoas pelo registro eletrônico.

PREMONIÇÃO FALHA


 Premonição, intenção ou indução certo é que a atividade policial deve ser única.

Se não foi premonição, pode ter sido intenção mesmo, ou ainda indução de que a atividade policial fosse exercida por uma só corporação, o que para muitos hoje é uma certeza de que deva ser assim. Certo é que o General indicou um só patrono.

Submetido a esse processo de construção e reconstrução, Tiradentes assumiu diferentes  faces no decorrer do século XX. Em 1946, o Presidente Eurico Gaspar Dutra sancionou o decreto-lei que o instituiu Patrono das Polícias Civis e Militares. Escolhido entre “os grandes homens da história”, segundo texto da lei, ele ganhou mais uma identidade, a de policial.
(...) considerando que entre os grandes homens da história pátria que mais se empenharam pela manutenção da ordem interna, avulta a figura heroica de Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) (...) [e] que a ação do proto-mártir da Independência, como soldado da Lei e da Ordem, deve constituir um paradigma para os que hoje exercem funções de defesa da segurança pública, (...). Fica instituído o Dia das Polícias Civis e Militaresque será comemorado todos os anos a 21 de abril (...).

BOM DIA AOS NAVEGANTES

EXALTAÇÃO A AVENTURA


Falar do Brasil é tão bom, conhecê-lo melhor ainda. Hoje, o acesso a programas temáticos sobre as mais diversas maravilhas que temos, põe a disposição de todo o público, o conhecimento dos mais diversos rincões de nossa  pátria amada. 
O período do descobrimento das Américas, primeiro com Cristóvão Colombo que aportou no norte em 1492 e depois Pedro Alvares Cabral, em Porto Seguro, Bahia, demonstra a sagacidade do homem e seu espírito de aventura, a enfrentar desafios.
Destaco no comportamento humano a intuição, este faro para o novo, o amanhã, em nossas próprias vidas; no plano coletivo mais incerto ainda. Diria o crente: o  futuro a Deus pertence. É bom viver sob este pensamento, fazer a nossa parte bem feita conforme nossas convicções e intuir que tudo dará certo porque ele,  o Senhor, está com o justo.
Quem dispensa este atributo em seu ser (intuir) terá uma vida menos, para o homem haverá sempre uma novidade. A certeza de tudo é monótona, a descrença total  alienação.
É maravilhoso ver a capacidade do homem  através dos seus grandes feitos que passaríamos horas aqui a dedilhar nesta máquina fantástica, o computador - a descoberta dos tempos modernos que integra o mundo num só segundo, sem limites ou hemisférios e muito menos preconceitos.
Neste momento, este escrito segue mundo afora e me regozijo com todos os internautas que clicam neste blog. Vamos como os navegantes fazer um mundo melhor pela revolução do Amor, sem guerra nem pobreza. Intuir é preciso, agir mais ainda. Reverenciemos a eles, os descobridores:
O espanhol Paulo Toscanelli, sábio em Geografia, e os navegantes Cristóvão Colombo, Vicente Pison e Pedro Alvares Cabral, entre outros que deixaram um rico legado que foi a mudança da história da humanidade. Sem esquecer os reis de Espanha Fernando e Isabel, de Portugal D. João II pelo espírito empreendedor.

Bom dia, cidadãos brasileiros!

domingo, 20 de abril de 2014

O ESPORTISTA



PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Em março de 1978, concluiu o Curso de Educação Física na Escola da Polícia Militar de São Paulo – PMESP (inscrição no MEC - professor nº 7.604).

É evidente que esta inscrição haveria de ser renovada para o exercício do professorado, entretanto cultuei esta formação por toda minha vida, não como um título e sim como uma missão a ser desenvolvida no dia a dia.
Além do exercício da função de Regimental de Educação Física por seis anos, três deles como Capitão a pedido do comandante da unidade, atuei como coordenador de curso de formação de soldado; professor de defesa pessoal e condicionamento físico por vários anos. Participei da construção de um clube em Catanduva (ADPM), o qual presidi de 1988 a 1994 e voltei de 2007 a 2010. A nível estadual, fui conselheiro da ADPM por seis anos.
Participei de uma diretoria no CRH, hoje extinto,  e de outros trabalhos em outro clubes de forma que me envolvi na atividade com a convicção de que deveria  retribuir à sociedade o investimento que o Estado fez naquele jovem oficial, há 36 anos atrás, enquanto tiver um mínimo de condições psicofísicas.
Começou o Campeonato Brasileiro de Futebol. Em Catanduva foi realizada uma competição internacional de tênis linda, amanhã inaugura o Poupa Tempo
Vamos diversificar e interagir. Não façamos deste espaço um muro de lamentações e sim de argumentação propositiva, no sentido da evolução individual do ser humano. Podemos fazer isso com elevado sentido participativo, postura abrangente e evolutiva. Quem anda para trás é caranguejo. 
O Brasil precisa urgentemente de mudança. Seja um agente! Identifique-se! Interaja!

Sou corintiano e você, não é? Lamento!

sábado, 19 de abril de 2014

DESCONTRAIR PENSANDO

 “PRESIDIO: REAÇÃO PARADOXAL”


Critérios cristãos.



O bom pastor está para as ovelhas desgarradas!  


Uma das razões porque escrevi o artigo. Qualquer hora falaremos sobre ele, vamos deixar o Judas em paz.



 CARTA AO DEPARTAMENTO DE CULTURA DE BATATAIS.


Prezada Alessandra boa noite!

 Guardo boas lembranças do Instituto de Menores. As primeiras, aos sete anos. Tenho um primo, 3 anos mais velho que morava com minha avó. Ele jogava no gol, "Luis Borracha", sendo que eu acompanha o time, invariavelmente nos lares daquela casa de assistência aos órfãos de todo o Estado.
Meu pai aprendeu o ofício de pedreiro quando trabalhou de servente na construção dela, assim como aprendeu depois a cozinhar por ter trabalhado de auxiliar da cozinha de um dos lares. Ele construiu uma meia duzia de casas, do alicerce a cobertura, inclusive parte elétrica, moradias simples mas não soube  que alguma delas tenha caído.
Aos onze e doze anos ia jogar bola  nos lares aos domingos, com a turma da Vila Maria, além de assistir às quinta-feiras os seriados, lembro-me bem do Zorro.   Um enteado de meu pai, Jorge motorista de ambulância  trabalhou a vida toda na Febem. Seu emprego foi muito importante para auxiliar no sustento dos irmãos, uma vez que é solteiro.
Atuei, em 2000 em processo que o reintegrou, pois sofrera grave injustiça. Detectei,  18 erros formais no procedimento de demissão. Uma aberração de um momento triste da unidade de Ribeirão Preto, onde a desídia corria solta, com vários casos de corrupção.  O Governador Mário Covas dava socos  no ar e apresentava o número dos demitidos. "Esquecera de ler a primeira lição: comandante que se preza alcança os objetivos com um mínimo de baixas e alterações disciplinares" Os cinco funcionários de Batatais que foram para lá, em  3 anos foram todos demitidos.
Fico com as lembranças boas da infância. Ia me esquecendo, quando vendi frutas e legumes por uns meses, aos 15 anos, passava por lá sempre e vendia bem para as esposas dos chefes de  lares que tinham bons salários. 
 Para terminar, prosa leve!

Eta Batatais da praça bonita
As meninas vestindo chita 
em círculo a caminhar 
Nos domingos lá íamos nós 
todos cheios de prosa e  pensar
queremos namorar! 
Rima pobre de uma poeta sem trova  que ama sua terra natal e Catanduva também. Cordialmente! Sempre grato! Xavier.

Tributo A Um Herói vai para a segunda edição, pois a  primeira esta esgotando. Valeu 17/02/2014. Uma alegria especial. Continue me convidando,  sinto me reconfortado. Qualquer hora apareço!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

DISTORÇÕES COMPROMETEDORAS


O peso da bolsa família 
                                     
Distorções que podem comprometer o futuro do pais!

Aos seguidores deste blog, com a devida autorização do autor, companheiro rotariano, pela proximidade que temos nos vinte e cinco anos de convivência e propriedade com que discorreu sobre o assunto, publico neste espaço com as considerações iniciais que seguem: não adianta esmurrarmos a mesa, esbravejarmos. Temos que unir forças e transmitir conhecimento, ânimo e manter a capacidade de indignação com o potenicial de contagiar até mesmo os beneficiados pelo programa Bolsa Família, uma vez que o PT votou contra a criação de ações de ajuda social por ser projeto eleitoreiro, sendo voto vencido, na gestão do PSDB. Hoje temos as redes sociais e as ruas, vamos fortalecer a nossa democracia, levando aos mais remotos rincões e mesmo os recantos a nossa volta, conhecimentos de pessoas que atuam nas mais diversas áreas, como  o Companheiro Buch que é tributarista. Sempre haverá uma chance para quem luta!

Artigo publicado em "O Regional" Catanduva 16/04/2014  José Carlos Buch – advogado tributário

Como explicar que a inflação, na mesa das famílias é uma, e os índices oficiais revelam números bem inferiores?


          
                Abraham Lincoln, um dos mais notáveis e célebres presidentes dos Estados Unidos, certa vez profetizou: “Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. Nada mais sábio, pois o poder está tatuado na natureza humana e se faz presente, até mesmo nos casebres, onde o caboclo, “chefe da família”, além da mulher e filhos para mandar,  tem sempre um ou dois cães para lhes dar ordens. Em nosso país, os nossos governantes não fogem à regra e,  dificilmente aquele que ingressa na política renuncia à benesses do poder, por mais ralé e pé de chinelo que seja o cargo. Imagine então se este poder for  o de presidente da república? E é de se perguntar: Como um país que convive com escândalos atrás de escândalos,  envolvendo governantes do PT, as pesquisas revelam  que a presidente pode se reeleger já no primeiro turno? Como explicar que a inflação, na mesa das famílias é uma,  e os índices oficiais revelam número bem inferior? Como entender que a balança comercial, não fossem os artifícios contábeis, apresenta cada vez mais desiquilíbrio, o PIB patina  e os índices de desempregos cada vez menores?  Como explicar o aniquilamento do setor sucroalcooleiro, um dos que mais emprega neste país que se vê obrigado a trocar seis por cinco na comercialização do álcool, que muda de nome para etanol na bomba do posto,  por conta da política suicida imposta à Petrobrás? Para algumas dessas indagações existem respostas, para outras, apenas pressupostos.
A questão da popularidade da presidente, seguramente está atrelada ao programa do bolsa família. Atendendo 45.8 milhões de pessoas (um em cada quatro brasileiro), abrigando 11.1 milhões de famílias (93% chefiadas por mulheres), o programa que custa neste ano R$20.6 bilhões,  garante mais de trinta milhões de votos para o atual governo -- qualquer coisa em torno de 23% de todo o contingente eleitoral --. Ou seja, dos mais de 143 milhões de brasileiros aptos a votar, cerca de 33 milhões de votos são favas contadas para o PT. A inflação, bem, apesar da seriedade dos nossos órgãos – leia-se IBGE --, o que conta para a dona de casa é o preço dos produtos nas prateleiras do supermercado e estes tem variações significativas, alguns, por força das intempéries: leia-se seca ou excesso de chuva, chegam a variar mais de 300%, caso específico do tomate que saltou de R$0,99 para R$3,49, o quilo,  na banca da quitanda. Quanto a balança comercial, há tempos que o nosso país depende da exportação de commodities para pagar o serviço dos produtos que importa. Por conta disso, o nosso café é exportado cru e em grãos para Itália, após processado é comercializado em toda a Europa por dez vezes o valor pago ao país produtor. Não menos diferente acontece com a soja, o milho e outros produtos agrícolas, cujos preços caíram em relação a anos anteriores, sem contar que o nosso principal mercado de manufaturados, veículo, principalmente -- a Argentina --  está em crise. Para explicar um pouco mais esse desequilíbrio tem-se o açúcar demerara que, outrora vendido na exportação a R$1.000, hoje mal chega a R$780 à tonelada. Esse fato, atrelado ao absurdo represamento político do preço do álcool,  explica as razões da insustentável  dificuldade por que passam as nossas usinas, vistas como patinho feio pelo Governo Federal(leia-se, presidente Dilma). O PIB praticamente estacionado em R$2.3 trilhões, crescendo menos que o desejado e o emprego em alta, não deixa de ser paradoxal, porém, pode ser explicado pela falta de competividade de nossos produtos no mercado externo, o que torna aquecido o consumo interno que, por sua vez,  se segura nos programas de construção da casa própria, do tipo “minha casa, minha vida”. Algumas pitonisas acreditam que essa bolha do setor imobiliário está próxima de estourar e,  até acreditam que 2015 será um ano emblemático e profético. Outros analistas mais alarmistas, preconizam que,  passada a euforia da Copa do Mundo,  de tantos atrasos nas obras e desvios de dinheiro público e, por fim, depois das costumeiras contumélias e  sorrelfas que caracterizam as eleições,  o país vai começar a cair na real.
Nesse cenário, a eleição será o  último evento marcante desse ano e, o governo, saindo na frente com 33 milhões de votos,  só perde o confortável poder que detém,  se a oposição se unir no segundo turno(se houver) e for bastante competente,  a ponto de apresentar ao povo uma proposta melhor ao país, ou convencer os eleitores, exceção é claro dos beneficiados pela bolsa família, de que a alternância no poder é o caminho mais indicado para sedimentar e  fortalecer a democracia.  Nesse caso, tomara que o ensinamento de Sêneca: “Defende-se melhor o poder por meio de benefícios do que por meio de armas”, não esteja certo.