Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

quinta-feira, 31 de julho de 2014

OPERAÇÃO UNIÃO

Com  a impunidade reinante no Brasil o crime compensa.


Sábia a decisão para uma  época em que a comunicação era difícil e a disponibilidade de dados e informações também. Fica assim registrado que a Operação União de hoje, foi também, um anseio de 39 anos atrás.

Artigo de minha autoria publicado no jornal Diário da Região de hoje.


Início este texto comemorando minha formatura na  APMBB – Academia de Polícia Militar do Barro Branco,  em 26 de julho de 1975. O júbilo do êxito acadêmico foi coroado pelo  noivado com a Ivanir, numa reunião de nossas famílias em almoço de  integração por residirem distantes, regado a muita emoção. Reverencio a todos  os formandos, especialmente àqueles que dentre os 160, residem e atuaram na nossa  região:  Bélem e Rui Barbosa em Catanduva; Antonio, Alfonso, Emiliano e Mazza em SJRio Preto  e Dolipe em Fernandópolis.
Após formado, com mais  8 Aspirantes nos apresentamos no 4BPM/M, na Lapa. Responsável  por vasta área, desde o Pacaembu até Perus, onde atuamos na Ronda Oficial e Tático Comando. No primeiro mês sozinho, o batismo de fogo foi um parto cuja criança, uma menina, nasceu em meus  braços e na sexta-feira seguinte, uma perseguição, capotamento e tiros. Assim era o trabalho em São Paulo.
Em nome da união e eficiência, ambas polícias PM e PC mantinham uma equipe à noite com um Major ou Tenente Coronel e um Delegado de 1ª. Classe ou Especial para intervir em toda ocorrência onde houvesse divergência entre o Delegado de Plantão e o Oficial PM. Esta guarnição, com sua experiência harmonizava o trabalho entre as equipes. Sábia a decisão para uma  época em que a comunicação era difícil e a disponibilidade de dados e informações também. Fica assim registrado que a Operação União de hoje, foi também, um anseio de 39 anos atrás.
Estava em Batatais no dia 12 último e ao chegar li com surpresa sobre a Megaoperação “Liga de Delos”. Vibrei ao ver a fotografia da tropa e viaturas na Teodoro Rosa Filho. O  resultado: 13 pessoas presas; 87 autos de infração; 10 carros apreendidos; 14 motos apreendidas e porções de crack e cocaína também, em varredura pelas áreas de maior incidência criminal.
Fiquei  mais entusiasmado ainda com a Operação União que conseguiu reunir 60 Policiais Civis e Policiais Militares de Catanduva, no dia 24 e o resultado foi mais prisões, apreensões de droga e dinheiro do tráfico.
Estou convencido de que há de acontecer uma urgente alteração na estrutura estatal quanto a segurança pública no combate aos marginais e  judiciária, na dinâmica da atuação processual penal. A sensibilidade das autoridades atuais de se unirem para uma ação mais efetiva é louvável. Sabemos também do empenho do judiciário,  porém depois do pleito eleitoral é hora de repensar as estruturas, competências e “modus operandi”, pois a agressividade e quantidade de pessoas que vivem do crime, apesar da baixa taxa de desemprego, é descomunal. Uma só conclusão: com  a impunidade reinante no Brasil o crime compensa.
Por enquanto que deem continuidade nas operações -  parabéns pela iniciativa. Houve leis que mostraram boa vontade do governante estadual com os segmentos da segurança pública neste último quadriênio. Falaremos delas na próxima semana.
José Carlos Xavier


Coronel PM, Advogado e Professor de Catanduva

quarta-feira, 30 de julho de 2014

ALHEIO A VIDA

Notícias dão conta de que os acidentes de moto matam 5 vezes mais do que os  de carros.


Não tenho dúvida de que no Brasil, haveremos de revolver  conceitos e posturas brevemente  para recobrar um modo de viver mais consciente, coletivo e consigo mesmo.


Nasci em 1947, uma loteria: qual o sexo, cor, tamanho, com saúde ou não, chorão, dorminhoco. Além da incerteza geral, também tinha as preferências,  entre chorão  ao dorminhoco, o  arteiro ao songamonga e ia por aí afora a discussão. Aos 4,  menos ou mais, varia  de indivíduo para indivíduo, a identificação na lembrança da ambiência vivida: os pais, os irmãos, a casa, o quintal e os animais. Prosa ou calado, mais claro ou mais escuro, alto ou baixo, segue a vida.
Ela não era tão longa, alguns furavam o bloqueio e como Matusalém  iam longe, outros padeciam de doenças e ficavam pelo caminho. As guerras sempre abreviaram muitas vidas. A média no Brasil se  aproximava dos 50 anos. Está nas pesquisas que em 60 anos,  ganhamos 30, sendo  hoje  de 74.
Notícias dão conta de que os acidentes de moto matam 5 vezes mais do que os  de carro e a proporção sobe em relação às sequelas,  são aleijados de todo quanto é jeito. No Brasil o número de motos saltou de 4 para 20 milhões em cinco anos. A situação mais grave é  no nordeste, onde as autoridades tem dificuldade de impor condutas de prevenção, como o simples uso do capacete.
Ontem, assisti reportagem mostrando a imprudência no trânsito e vários acidentes de consequência, sempre grave. O aumento do número de veículos, a impunidade  - ora  a irreverência , ora o desleixo, ora a condição das vias leva mais   de 50.000 brasileiros e deixa outros 450.000 feridos, a um custo elevadíssimo.
Deixando o custo de lado, vemos mesmo um fator de infelicidade generalizada, pois tanto as drogas como os acidentados inválidos afetam a família toda. Mesmo quem não está por perto vê a desilusão de  entes queridos, ante a incapacidade de reverter   situações gravíssimas. Vidas findas e vidas inválidas. A modernidade há que chegar de forma homogênea, a contemplar o indivíduo como um todo.
Não tenho dúvida de que no Brasil, haveremos de revolver  conceitos e posturas brevemente  para recobrar um modo de viver mais consciente, coletivo e consigo mesmo. Hoje todo interesse individual momentâneo, está acima do coletivo e mesmo do racional. Então é uma loucura só. Há modos de viver diferente, muito diferente, melhor e mais feliz.  A propósito, a Alemanha tenta ter zero morte por ano. Como? Não sei, li. Perguntemos  a eles. Vou pesquisar melhor e depois lhes digo. A vida é esplendorosa, merece nossa atenção. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

INVOLUÇÃO DO COMPORTAMENTO

Casa cheia, sobrando torcedor pelo ladrão, sem divisão de torcida e tudo na maior ordem.

No equilíbrio sentimos e intuímos, está a sabedoria. Ignorância tem limite. As mais diversas culturas se fizeram presente na Copa. Ainda não houve grave invasão nas  arenas, entretanto  houve depredação mesmo durante o torneio internacional e neste Timão x Verdão, 27/7/14, idem.


Narrava pai e tios que meus avós paternos cavalgavam légua para ir aos bailes em outras fazendas.  Um deles muito espirituoso,  de altura apenas 1m50, jogou muita bola diziam; foi o motorista do Ford 32 da família; conduziu moças furtivamente para vários casamentos a moda da época e de quebra por alguns anos foi capataz em cavalgadas sertão afora, conduzindo gado  da região para alguns frigoríficos longínquos em jornada de até 90 dias.
De tudo se ouvia nestas histórias e selecionei neste escrito as relativas ao futebol. O time da casa dava uma garantia em dinheiro e quanto melhor a condição técnica, maior  era o valor. Tem também o caso dos valentões que iam armados de faca e revolver e lá pelas tantas acabavam com o jogo.
Confesso que a minha geração viu na várzea algumas contendas a tapa, poucos jogos não terminados um ou outro, mas tiro e facada nenhum que me lembre. Quanto ao esporte profissional, assistimos, eu e colegas, a vários jogos envolvendo Corinthians e Santos contra o Botafogo e Comercial de Ribeirão Preto, entre 62  e 1965. Casa cheia, sobrando torcedor pelo ladrão, sem divisão de torcida e tudo na maior ordem.
Em São Paulo idem, saíamos do Anhangabaú de ônibus, estamos em 1970 e nada de divisão de torcidas, estávamos no limiar, ia começar a partir daí o recrudescimento de hábitos e costumes dos torcedores.
As arenas vieram. Ontem,  cenas   de um batalhão de Policiais Militares a conduzir os  visitantes. Há pouco tempo, um jovem boliviano morto, em Santa Catarina um jovem inconsciente, descendo só de cueca arquibancada abaixo, mais parecendo Nosso Senhor crucificado. Crise de autoridade, crise cultural, costumes depauperados. Ideologia de incrédulos a tudo; do culto do eu; da agressividade e irreverência ilimitada. Temos direitos, as obrigações que vão às favas.
No equilíbrio sentimos e intuímos, está a sabedoria. Ignorância tem limites. As mais diversas culturas se fizeram presente na Copa. Ainda não houve grave invasão nas  arenas, entretanto  houve depredação mesmo durante o torneio internacional e neste Timão x Verdão, 27/7/14, idem. Ao otimista, a boa nova de que não houve invasão, mesmo sem alambrado, um bom sinal. Somos racionais; deixemos as atitudes animalescas aos animais. Nós humanos não precisamos de drogas; não precisamos de sucesso; não precisamos de emoção incontida e sim do amor verdadeiro e de tudo que decorra dele para ser feliz. Esta é a fórmula, diverso disso consiste na deformação da própria essência da espécie.

A cultura destes  últimos 30 anos deve ser revista  para a felicidade das novas gerações e para que isso aconteça há que se rever conceitos que afrontam a própria índole do brasileiro. Avante Brasil!  

sábado, 26 de julho de 2014

A MALDIÇÃO DA REELEIÇÃO!


Trincheira do Poeta veio para isso mesmo, contemplar  a razão e o coração. Esta é a vida! 


Quanto a reeleição, posso entendê-la sob o prisma do hediondo conceito que não conheci nos bancos acadêmicos e sim nos primeiros contatos  com militantes políticos: aos indiferentes a lei; aos amigos as benesses da lei e aos inimigos o rigor da lei. Nas benesses cabe a ação corrupta e no rigor todas as guerras.


Hoje é um dia especial para muitas pessoas do meu convívio, mesmo que temporário, a começar pela minha família, pois fui declarado Aspirante a Oficial, por concluir a formação na APMBB.  À família de minha esposa Ivanir  que  viu formar um dos seus  filhos mais queridos. Aos estimados colegas de turma. Quanto a mim, além de me formar, em almoço, todos reunidos celebramos o nosso noivado. São dois filhos queridos, nora,  genro e uma netinha que nos encanta. Agradeço a Deus o que a mim foi reservado até este tempo e acredito honrar os meus ascendentes: imigrantes italianos; afros e indígenas; os ensinamentos   dos mestres e por não  ter deixado me escravizar,  exercitando os dons  a mim  atribuídos com as graças do Senhor. Trincheira do Poeta veio para isso mesmo, contemplar  a razão e o coração. Esta é a vida! 
Quanto a reeleição, posso entendê-la sob o prisma do hediondo conceito que não conheci nos bancos acadêmicos e sim nos primeiros contatos  com militantes políticos: aos indiferentes a lei; aos amigos as benesses da lei e aos inimigos o rigor da lei. Nas benesses cabe a ação corrupta e no rigor todas as guerras.
Decorrente disso todo líder quando alcança êxito quer proteger seus amigos e aí se forma a corrente do vale tudo. FHC ao estabilizar a moeda, extirpou o câncer da inflação de mais de 30 anos e ganhou nível de aprovação imbatível. Entretanto estamos num país continental, com vícios e ranços político-administrativo,  desde Cabral. Para conseguir seu intento, negociou ,,, negociou, se reelegeu,  mas deixou uma herança mal avaliada.  Curioso foi assistir entrevista na qual   confessou as dificuldades encontradas com o Governador Mário Covas, candidato natural a sucessão dele em 1996 e contrário a reeleição. Covas  não resistiu ao segundo mandato de FHC e na falta de quadro a  altura de seu cacife político, o Sindicalista-Grevista- Metalúrgico, entrou no vácuo.
Pior do que isso foi a Síndrome do II Impeachment, quando houve imperdoável  tibieza ao não propô-lo o que completou o equívoco da reeleição. Relegaram  à pátria uma burguesa, travestida de revolucionária que cacifou o sucesso sindicalista e esperneia para se  manter no poder.  Se isso acontecer, teremos o que de pior  existe na política brasileira,  com todos os seus vícios centenários por mais 4 anos.
Não cacifou na Copa, agora reúne jogadores de ponta e presidentes de clubes para propor o que não fez em 12 anos. Oh! comunista de plantão Aldo Rebelo, assim já é demais! Os vícios da democracia a América,  já nos ensinou: dinastia; Bush pai e filho; efeito mídia Ronald Reagan,  Arnold Alois Schwarzenegger  e tantos outros. A considerar que nada é perfeito!
Em 3 de outubro, o refrão é: vote no novo, varrição dos velhos. Mais de 2 mandatos lixo nele. No segundo turno, vote mesmo que no velho que renove os mandatários de plantão. Fazer o que!  Reflexões cidadãs. Bom domingo.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

LEI DO TRÂNSITO

Precisamos  combater o crime e as infrações com todas as nossas forças.


Advogo a causa da efetividade da ação de todos os segmentos da administração pública, em plena sintonia. O que faz o particular bem sucedido, no âmbito empresarial. Diverso disso,  são imbróglios entre segmentos que não indicam  um futuro promissor. As comunidades sempre merecerão mais!

A história da Lei Federal n. 9.503 de 23 de setembro de 1997, nos remete a sua  discussão por uma década, em audiências públicas e simpósios país afora, dada a sua abrangência  e inovações.  Ela alterou a competência quanto à autuação das infrações, criando a figura do Agente Fiscal de Trânsito e também inúmeros procedimentos e conceitos, inclusive o capítulo dos crimes de trânsito, onde houve maior severidade, impingida também às infrações. Os agentes passaram a agir em nossa cidade apenas em 2006, mesmo assim, inicialmente  a ação foi objeto de impugnação por ilegalidade ao empregar guardas  municipais, igualmente ilegal foi a implantação da Jari pela nomeação indevida de um de seus  membros.
Esta  lei teve um resultado esplendoroso nos dois primeiros anos. Em nossa cidade a estatística acusava 13 mortes em 1997, nos dois anos seguintes caiu para 4, mesmo inexistindo a adequação a ela de pronto quanto aos novos procedimentos. Passados dois anos, arrefeceu a divulgação dela, voltando os índices  ao patamar de antes, que dá ao país destaque negativo pelos 50.000 mortos por ano.
Adequada à lei,  quase dois anos após, deu-se  a habilitação legal dos Agentes. Eles  passaram a agir normalmente, mesmo ante às reações  populares contra a admissibilidade do novo. Quanto aos AFT e  às Guardas Municipais tenho opinião formada de que  são segmentos que vieram para suprir lacunas, complementando os da segurança pública e assim devem ser entendidos  e que lhes sejam dadas  competências as mais amplas possíveis,  com preparação  e cobrança plena de direito e de fato, sobre suas incumbências.
Desconheço empresário que imponha ao empregado fazer menos se pode fazer mais. Precisamos  combater o crime e infrações com todas as nossas forças, fazer com que a população confie e estime o servidor público por ser merecedor. 
No caso dos AFT,  seria oportuno que alcançassem sua destinação legal quanto ao número do efetivo e da competência, atuando na periferia; nas escolas em horários alternados, ensinando mães e crianças o direito e o dever do cidadão em relação a faixa de pedestre e outros procedimentos;  estar no horário de pico comercial de segunda a sexta e aos sábados de manhã no centro da cidade, observando, fiscalizando e orientando a ação de condutores e pedestres. Aos Guardas estarem  em frente às escolas municipais e outros prédios públicos municipais, o que em parte sempre fizeram. Este proceder consiste num reforço substancial, a ação da polícia estadual.
Vemos periodicamente crimes de estelionato com condutas antigas contra incautos idosos   no centro de Catanduva;   furtos de motos e carros por toda parte e assaltos, também. Em conclusão, quanto mais agentes públicos da segurança na cidade, melhor para a população. Esta é a finalidade da lei, óbvio.
Advogo a causa da efetividade da ação de todos os segmentos da administração pública, em plena sintonia. O que faz o particular bem sucedido, no âmbito empresarial. Diverso disso,  são imbróglios entre segmentos que não indicam  um futuro promissor. As comunidades sempre merecerão mais.

terça-feira, 22 de julho de 2014

DIQUES DE NÓS MESMOS

A base do pensamento era por para quebrar mesmo, inclusive a iniciativa de queimar a Assembleia  Legislativa, durante os protestos.

Passadas algumas décadas, vemos uma interferência estatal a catalisar os anseios individuais e interpretá-los como verdades acima de qualquer divergência possível.


Soube detalhes da ação da liderança dos Black Blocs, sendo que cinco estão presos no Rio de Janeiro e outros foragidos e que a base do pensamento era por para quebrar mesmo, inclusive a iniciativa de queimar a Assembleia  Legislativa, durante os protestos.
Então uma manifestação que iniciou pacífica e ganhou abrangência nacional, em demonstração de que há esta via do protesto ordeiro, foi desvirtuada, impedindo que eles prosseguissem porque ninguém está aí para conviver com tresloucados facínoras, a contrariar a lógica de quem quer corrigir erros pacificamente.
Até hoje resta dúvida de onde surgiu o foco dos black bolcs. É certo que o país está infestado de comunas e anarquistas. Estes céticos em relação à vida sob o prisma da religiosidade e ordem,  são capazes de tudo e exemplos de desordeiros; facínoras e assassinos,  travestidos de revolucionários, a literatura está cheia.
Temos que ver a índole de nosso povo. As imigrações trouxeram a nós referências as mais diversas. As pessoas chegavam neste imenso território e viam o desnudar de seus anseios. Trabalho a vontade, liberdade, terra fértil igual, jamais vista. Morei em fazenda e conhecia japoneses, interagi na escola rural com seus filhos, muito respeito entre nós e curiosidade mesmo do modo diferente de vida.
Auxiliar num clube,   arrisquei-me  dizer que as comissões de festas das fazendas Macaúbas e Lage as faziam  mais animadas do que as nossas, tal era o entusiasmo que familiares falavam delas. Além disso,  nas colônias as pessoas aprendiam música e passavam animar ambientes, vida afora.
Esta foi a vida de meu avô. Imigrante italiano após os 12 anos viveu e constituiu família na colônia; meus avós afrodescendentes da mesma forma e não demonstravam qualquer trauma da vida simples que tiveram.
Passadas algumas décadas, vemos uma interferência estatal a catalisar os anseios individuais e interpretá-los como verdades acima de qualquer divergência possível. Os arautos da sabedoria inatingível aos mortais sobre os valores individuais, a impor forma de viver que passam pela cabeça deles, mas longe da mediana interpretação do modo de ser de tantos outros povos, em melhores condições quanto aos índices de vida..
A desenfreada criminalidade; corrupção e desproporção entre os impostos cobrados e padrão de serviços prestados,  o alheamento aos valores intrínsecos do homem que vimos  aflorar numa plêiade de revolucionários que ascenderam ao poder, reflete a certeza de que não são bons de usos e costumes  e por isso mesmo não servem de referência. Alguns deles eles já estão presos, e aqueles  que estão soltos devem deixar o poder e fazer o “sábato” da reflexão cidadã.
A mente das pessoas   as levam onde seus valores vão e precisamos nos reciclar urgentemente. Estes últimos 12 anos nos fez muito mal. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

MOMENTO ESPECIAL

Restou a nós o rescaldo da cultura comunista disfarçada de democracia.


Não bastasse isso, os intelectuais líderes se renderam a fleuma beligerante do sindicalismo e aí foi tudo por água abaixo, ao eleger um Senhor sem eira e nem beira que transformou as relações formais da estrutura político-administrativa num balcão de negócios para não falar, numa agência de corruptos e corruptores.


Temos família: filhos, netos, irmãos,  enfim uma sociedade. Ela historicamente guarda traços de uma miscigenação, a constituir um povo versátil e de  enorme potencial que bem explorado  tem um futuro promissor   para ser referencial  a humanidade. É demorado mas precisamos começar, riquezas naturais não  faltam.
Nas idas e vindas da história, entre um embate e outro de ideias universais, restou a nós o rescaldo da cultura comunista disfarçada de democracia, onde o engessamento do sistema político interno, sofreu forte influência externa, por representar o último suspiro do socialismo, no pós queda do Muro de Berlim.
O Santo Papa João Paulo II, em vida; profundo conhecedor dos valores que embalam o Regime Comunista, detonou na América Latina a Teoria da Libertação. Não o fez pelos canhões e sim pela sua sabedoria, convencendo um a um de seus clérigos de que deveriam se dedicar a fé e deixar a política aos políticos.
Unindo-se  a  Mikhail Gorbachev com  a sua Perestroika, aos pouco  e passo a passo derrubaram o último reduto à época do danoso regime. A queda daquele símbolo da idiotice humana, como há outros em terras de extremistas, significou  a  libertação dos alemães de uma mentalidade tacanha que dividia irmãos. 
O Muro foi simbolicamente destruído em 3 de outubro de 1990, com efusiva alegria da Berlim reunificada.  Na contramão de direção, no Brasil emergia a liderança recalcada por não ter implantado o comunismo nos idos de 60. Ela a partir da Constituição Cidadã, foi minando as estruturas até que caciques de então, assumiram postos chaves que permitiram a radicais de esquerda, travestidos de democratas imporem medidas de forma ditatorial, sem qualquer contestação.
Uma delas, a promoção continuada dos alunos nas escolas. Indago a professores da época qual a consulta a eles ou a sociedade foi realizada? A resposta:  nenhuma! Implantada em São Paulo foi copiada Brasil afora e hoje resulta num dos mais graves equívocos da educação neste país, mote de campanha atual, a sua abolição.
Não bastasse isso, os intelectuais líderes se renderam a fleuma beligerante do sindicalismo e aí foi tudo por água abaixo, ao eleger um Senhor sem eira e nem beira que transformou as relações formais da estrutura político-administrativa num balcão de negócios para não falar, numa agência de corruptos e corruptores.
Temos registrados 32 partidos políticos. Uma salada de lideranças, num país continental, onde sobra dinheiro e falta de tudo um pouco nas relações políticas e administrativas. Para piorar o quadro sobra manipulação popular e das minorias pelos gestores de plantão, via ideologia comunista. 
Fico com o “um milhão de pessoas nas ruas em junho de 2013” elas rejeitaram a todos os políticos,  sindicatos e instânciaias formais. Sinal dos tempos. A chance de mudarmos é 3 de outubro. Depois uma nova Constituinte. As estruturas estão viciadas e doentes!

sábado, 19 de julho de 2014

EFEITO CATARSE

Uma dentre várias  razões para dizermos: "esporte é saúde".


 encontro de seleções se foi, agora retorno àquela  imagem das abóbodas do Congresso tomadas por jovens em protesto no “junho de 2013”.



Nos diversos cursos  aprende-se de todas as formas, sendo os novos conceitos o diferencial. No de Educação Física da Polícia Militar o aprendizado prático era um tabu. Fazíamos à  exaustão as repetições dos exercícios na pista; academia, sala de halterofilismo, piscina e mesmo na raia olímpica da USP, as aulas de remo. Já citei colega que adentrou ao curso com 110 e o deixou com 80 kg.
Registro a propósito, o passamento do  nosso querido  Osmar de Oliveira, Professor de Fisioterapia que aos 35 anos, já fora responsável pelo Corinthians e Seleção Brasileira de Basquete como fisioterapeuta. Espirituoso, suas aulas eram um atração a parte, gostava de falar sobre as manhas dos atletas e de tudo que era particularidade no exercício da profissão, um privilégio,  sempre lembrar dele como nosso mestre.
Sobre a catarse, o termo provém do grego “kátharsis” e era utilizado por Aristóteles para designar o efeito causado no público durante e após a representação de uma tragédia grega. 
Então no esporte, a competição que exige do praticante uma mínima concentração e quando coletiva muita coordenação e espírito de equipe e doação máxima; estes requisitos levam ao indivíduo a mesma sensação. Exsurge, que  toda química advinda dos efeitos psicossomáticos caminham num sentido positivo de forma a fazer bem ao organismo. É quando dizemos que são liberadas as toxinas e os maus fluidos do pensamento, uma dentre várias  razões para dizermos: "esporte é saúde".
As massas nas arquibancadas também se beneficiam. O ambiente coletivo, mesmo não entrando em campo, as pessoas saem de suas casas, caminham em diversão. Na copa deixam  seus países para irem de encontro àquele ambiente,  onde anseios comuns, mesmo que frívolos serão vivenciados intensamente. A alegria somada ao aspecto da descontração e interação entre os diversos povos. A tristeza, essa uma possibilidade a ser compartilhada entre torcedores no desconforto da derrota.
Copa, olimpíada, competições entre  povos ou mesmo cidades um momento especial, onde o efeito catarse opera positivamente e até mesmo naquele mais simples racha entre amigos que ali vão para competir na mais elementar disputa. Nele a liberação das toxinas se faz presente porque ninguém quer perder; como se diz e é verdade, até no par ou ímpar para ver quem joga primeiro.
O  encontro de seleções se foi, agora retorno àquela  imagem das abóbodas do Congresso tomadas por jovens em protesto no “junho de 2013”. Ela foi bem mais significativa do que o palanque das “Diretas Já”. Aquele foi articulado e a massa atraída por atletas de ponta e artistas. As abóbodas foram ocupadas espontaneamente e  as  ruas também, nelas todos pediram por mudanças urgentes e os líderes que aí estão não são capazes de fazê-las pelos vícios de uma sociedade que perdeu as referências fundamentais. Elas serão reconquistadas pela reformulação dos conceitos, principalmente destes últimos 12 no plano federal.
Que nas eleições não façamos o mesmo fiasco da seleção na Copa. Sem chororô, pra cima deles que é a hora da virada. Até 3 de outubro com  muito ardor cívico. Não será preciso goleada, meio a zero está bom, desde que saiam!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

PLACAR INUSITADO

A pressão veio de todos os lados, a começar dos xingamentos...

A confirmar que  esta derrota foi única  na história da seleção canarinha. Ela foi o ápice de uma cultura leviana que nos assola, onde os deveres foram substituídos por direitos e o senso crítico posto como uma impertinência desprezível.

Artigo de minha autoria  publicado nesta data: "O Diário da Região".

Tenho escrito sobre minha formação em Educação Física e quanto a ela afirmo às pessoas de meu relacionamento que ante a possibilidade de frequentar o curso técnico de futebol, natação e handebol, optei pelo de natação e não ao de futebol, pelo sentimento de  que poderia ser tentado a deixar a carreira que abraçara e não queria isto para mim.
Ao chegar em  São José do Rio Preto, me envolvi com o time da ADPM, quando fiz várias viagens pelas cidades da região aos domingos, no intervalo do campeonato amador disputado acirradamente por 16 clubes. Também na condição de Regimental de Educação Física coordenei uma equipe de oficiais e campeonatos internos, em que sempre havia futebol, cujo time orientava;  assim como, em Catanduva nos dez  anos que presidi a ADPM local. Acompanho programas esportivos gerais e de futebol.
Tenho lembrança das copas desde 1962 sendo que  a resenha esportiva,  coloca a todos  os dados delas bem esmiuçados, a confirmar que  esta derrota foi única  na história da seleção canarinha. Ela foi o ápice de uma cultura leviana que nos assola, onde os deveres foram substituídos por direitos e o senso crítico posto como uma impertinência desprezível.
Certo que o nosso escrete era jovem, entretanto promissor. Todos os atletas estão em clubes de ponta. Ocorreu pressão psicológica e não suportaram o peso da competição, sob a responsabilidade e o dever de honrar nossas cores. Ganhar a Copa!
A pressão veio de todos os lados, a começar dos xingamentos da torcida a autoridade representada pela Presidente da Republica que foi ofendida na abertura do evento. Uma vergonha internacional. Nenhum atleta, pode  crer o leitor, ficou insensível àquela conduta e tampouco a comissão técnica. O compromisso aumentou.
Houve o ufanismo do auxiliar técnico ao dizer que a seleção era excelente e que ganharíamos a Copa. Não ganhamos. O chororô antes da cobrança de pênalti contra o Chile deu o tom do desequilíbrio emocional do time. Só faltou a comissão técnica chorar. A concentração das atenções sobre Neymar,  foram injustificáveis.
A sua jovialidade, capacidade  e irreverência no futebol, incontestável, deveria ser preservada de forma que as apresentasse no campo de jogo. A polarização das atenções sobre ele foram  prejudiciais. Uma equipe é o todo.
 Um técnico que deu mostra estar em decadência, pois foi responsável pela derrocada da Sociedade Esportiva Palmeiras, onde dava as cartas e jogava de mão e outro que estava à sombra das atividades em seu merecido  descanso, foram liderar jovens com uma responsabilidade além do momento vivido e deu no que deu.  Louvem-se as glórias conquistadas. Só isso!
A minha lembrança não registra derrota em campeonato ou torneio de 7x1 e no racha que ainda jogo, quando a diferença de placar chega a esse número, ele acaba por desmotivação dos envolvidos.  Infelizmente,  o vexame é sinal dos tempos e de que muito há de mudar em nossa cultura que se deteriora dia a dia. Muita droga, corrupção e devassidão.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

QUAIS OS ÍNDICES?



Há quem diga que um terço é a favor da manutenção do estado de coisas atual, um terço é contra e um terceiro está indeciso...


Quando nos vimos ricos e no poder, passamos a corromper as duas pontas: a dos conchavos nas altas cúpulas e ao necessitado de mão estendida a colher as migalhas sem nenhuma contrapartida, num círculo vicioso que avilta o ser humano pela sua condição da eterna dependência estatal


A expectativa é grande, como serão os próximos índices da pesquisa eleitoral para o  pleito  de 3 de outubro, então vou vivendo  a pensar com a opinião dos outros. Há quem diga que um terço é a favor da manutenção do estado de coisas atual, um terço é contra e um terceiro está indeciso, com uma margem daqueles indiferentes que não comparecem ou anulam seu voto.
A busca deste terço  é que motiva as equipes a  dispararem em todas as direções do rincão brasileiro, a partir das alianças aqui e acolá, em debates a escancarar as mazelas do poder, sendo esta com certeza: uma das maiores virtudes da democracia, depois da oportunidade da participação popular.  Um dia, ao falar sobre o lema integridade, amor e paz a alunos em uma faculdade, fui enfático ao dizer a platéia  que tinha perdido a minha identidade, carcomida pela inflação: não sabia quanto custaria o lanche dos meus filhos no final de semana; não sabia se meus vencimentos de Capitão PM seriam suficientes para honrar os compromissos com o estudos dos filhos e que estava um tanto quanto desanimado, apesar do otimismo que sempre envolveu o meu viver.
Hoje o clamor é outro, além de rondar a inflação que  há 20 anos foi dominada,  a bandidagem corre solta. Ver bandidos comandando o crime dos presídios e a alta cúpula do poder presa por corrupção, reveste-se no outro lado da moeda. Quando nos vimos ricos e no poder, passamos a corromper as duas pontas: a dos conchavos nas altas cúpulas e ao necessitado de mão estendida a colher as migalhas sem nenhuma contrapartida, num círculo vicioso que avilta o ser humano pela sua condição da eterna dependência estatal. Os benefícios da estabilidade econômica fizeram surfar em ondas perigosas os detentores do poder, nestes últimos 12 anos. Inexistiu um aprofundamento nas propostas de reestruturação da sociedade brasileira, a partir dos valores intrínsecos do homem e vemos o que não queríamos ver. Grandes projetos parados; a educação a patinar retrocedendo ante a avaliação internacional. Inclusive as nossas tradicioanais universidades; assim como,  o índice de desenvolvimento humano. A nos balizar temos o “um milhão de pessoas nas ruas”  em junho de 2013, cuja sequência dos protestos foi contaminada pela infiltração dos Black Blocs. Mesmo assim, foram votados assuntos importantes que estavam sendo conduzidos contra o interesse popular, como a PEC-037: o cala boca no Ministério Público.
Depois dos protestos, a contra gosto muita coisa foi votada e de última hora, sendo que  a candidata a continuação - num ato de desespero,   encaminhou via decreto recentemente uma proposta de instalação dos Conselhos Comunitários, a mais contundente prova de que se pudesse teria implantado o comunismo no Brasil no dia que assumiu, o que se faz aos poucos para  tristeza daqueles que a 50 anos se expuseram ao risco da própria vida para que isso não acontecesse.
Não há que ter expectativa nenhuma e sim a convicção de que desta vez venceremos. A vergonha dos xingamentos de um povo mal educado na abertura da Copa, refletiu nos jovens atletas em confusão a chorar num momento de decisão e a  pane ante adversário  superior, dá o norte de onde estamos. A deriva Senhora é que estamos. Sem dúvida à vitória pela mudança do que aí está. Meu voto é pelo novo. No segundo turno pelo velho que renova. Sempre contra quem está! Chega, cansei, mas ainda tenho um votinho para exercitar a cidadania. Salvemos a democracia enquanto é tempo!

terça-feira, 15 de julho de 2014

CAMINHOS DE PORTINARI

O combatente do Vale do Ribeira padeceu de condições precárias e lutou pela preservação da ordem constituída, o que une a ambos e  os anseios também.


A represa continua lá, intacta, bem ali no caminho de Portinari! Com certeza ele com 50 anos nesta minha época  de criança a brincar, pintava os lindos quadros dos Apóstolos, o Menino Jesus, entre Maria e José, com aqueles olhos  a nos acompanhar  por onde formos e a Via Sacra e seus 14 quadros, ao todo são 23 obras. 


O  nome deste blog derivou do título da poesia de Guilherme de Almeida em homenagem ao Soldado Constitucionalista com o título “Oração Ante A Última Trincheira”. Ela foi oferecida aos pais de Alberto Mendes Júnior que a guardaram com muito carinho. Ao tomar conhecimento e ver seu conteúdo, não  se faz necessário dizer que me vi em seus versos. Aprendi ao prestar exame para  a Academia da Polícia Militar, o sentido da Luneta Mágica de Joaquim M.  de Macedo, por indicação de colega de estudo.
O combatente do Vale do Ribeira padeceu de condições precárias e lutou pela preservação da ordem constituída, o que une a ambos e  nos anseios também.
E o que tem com isso os Caminhos de  Portinari?
Afirmo que ele foi um soldado a registrar os valores do povo brasileiro ao mundo, ao incluir em seus quadros  as características do povo simples dos cafezais, explorando nossos traços e nos identificando mundo afora.  Os caminhos de Portinari tem a ver com uma chácara no Km 348 da Rodovia Cândido Portinari que liga a Anhanguera a divisa de Minas Gerais, passando por Brodoswki, Batatais e Franca. 
Chácara esta  que sou capaz de descrever com os olhos vendados e ver o que vi: os primeiros raios do sol, as primeiras imagens dos pais, dos animais domésticos, do primeiro atropelamento do cachorro preto, naquela estrada ali, ainda com as leras de cascalho que o impoluto obreiro descarregava para que fosse espalhada regularmente.
Não era só isso, da irmã Maria que veio ao mundo naquela casinha a beira da represa e do irmão Antonio que me  fazia companhia. As aves em abundância; patos, gansos, marrecos  e toda sorte de animais que ao caboclo completa seu viver, havia ali. A interação era muito peculiar, teve a primeira queda do equino, a picada na orelho do bravo ganso, a presa rola pela gatinha três cores, a tratar da ninhada; as frutas vendidas na feirinha perto do Banco Scatena. A descrição da área aos visitantes a  quem acompanhava prosa.
A represa continua lá, intacta, bem ali no caminho de Portinari! Com certeza ele com 50 anos nesta minha época  de criança a brincar, pintava os lindos quadros dos Apóstolos, o Menino Jesus, entre Maria e José, com aqueles olhos  a nos acompanhar  por onde formos e a Via Sacra e seus 14 quadros, ao todo são 23 obras. 
A Igreja de Batatais é muito visitada, pois além dos quadros é uma réplica em miniatura do Vaticano e os jardins  a sua volta, são muito bem cuidados com desenhos especiais no cedrinho! De Catanduva a Batatais é o caminho que faço para visitar familiares e amigos de infância. Inevitável passar pela represa e o casebre quase tombado pelo tempo. Recordações infindas. Neste pós Copa de um revés em campo, a uma vitória para a mudança na disputa cívica-cidadã! Aos leitores amenidades que fazem bem para alma e o coração!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

CICLO DA ILUSÃO

Ao  custo de  milhões e mais milhões do que temos conhecimento.


Como diz ele, "nunca antes  neste país": o escrete canarinho tomou de 7...um goleiro tomou tantos gols numa só edição...nenhuma outra seleção tomou 5 gols em 30 minutos.


Ao  custo de  milhões e mais milhões do que temos conhecimento. Há quem diga que somente nas arenas foram mais de 30. Mestre em tratar da "ilusão"  traço do nativo em solo tupiniquim, para o líder maior, lá atrás, quando  o país se  candidatou para a Copa, sabia ele do cronograma eleitoral, sendo que este seria um evento ideal para completar o ciclo de poder do “país dos discursos vazios da assessoria marqueteira”.
As notícias da necessidade de apronto de 8   e não de 12 arenas pelas quais pugnou; a vida de cigano dos cabeça de chave que nunca houve, tudo de encomenda para que a abrangência dos locais desse uma maior consistência em votos, enfim estaríamos em ano eleitoral.
Só não imaginou que haveria “um junho de 2013” pela frente; que as redes sociais se desenvolveriam tanto; que a inflação estivesse a bater às portas e que tantos outros índices negativos assolassem o país, ao ponto da nossa representante oficial ser hostilizada na abertura e encerramento dos jogos.
Adepto do “nunca antes neste país”: viu a seleção do “nunca” e foram muitos. Ele, não,  pelos despropósitos na condução da vida política que transformou as hostes do poder num nicho da mais deslavada corrupção,  mas os atletas, sim: todos expoentes em seus times merecem consideração. Desta vez dirigidos por uma comissão técnica bizarra que se perdeu  e conseguiu que  proporcionassem o maior fiasco de todas as seleções de futebol de nosso país.
Como diz ele, "nunca antes  neste país":  o escrete canarinho tomou de 7...um goleiro tomou tantos gols numa só edição...nenhuma outra seleção tomou 5 gols em 30 minutos. Tem vários “nunca” a denunciar e apesar da grandeza do Brasil, o brasileiro tem que recobrar alguns valores, urgentemente.
Que nossos atletas recuperem as suas expressividades em seus times; que nossa comissão técnica se aposente de vez com as glórias do passado, porque o vexame nesta edição, ninguém esquecerá. Ficou bem documentado, se alguns esquecerem a imprensa esportiva daqui a 50 anos os lembrará.  Como faz com tantos outros, para seus infortúnios e glórias também de outras que felizmente existem. Segue a vida! 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

UFANISMO

Várias foram as entrevistas dele sobre a excelência da equipe canarinha.

Pior do que perder a Copa é o baixo nível do rendimento escolar, a disseminação da droga e os números de mortos por ano no país e sem que haja reformulação das estruturas,  tende a piorar.



Nutro por Parreira simpatia pelo seu êxito na carreira esportiva. Professor de Educação Física comprovou que para ser um bom técnico não precisa ter sido jogador de futebol. Os atletas em sua maioria querem fazer da prática do futebol condição sem a qual ninguém seria um bom profissional nesta área. É evidente que os dons naturais são um trunfo, mas superáveis por outras habilidades que um professor pode adquirir, nos bons cursos.
Várias foram as entrevistas dele sobre a excelência da equipe canarinha. Vejo que queria dar confiança a um grupo de expoentes jogadores, porém jovens todos eles e sem cancha, “estrada” no caminho das copas. Ganhou a das Confederações, mas foi a uma única.
Então o “ vamos ganhar a copa”                que sempre disse  não condizia com a realidade e não assessorou bem o Felipão. Sair para cima da Alemanha desfalcado dos dois  melhores jogadores, foi suicídio.
Reconheço que deram azar em perder os dois jogadores, eles fizeram muitíssima falta. Lamento pela tristeza de tantos que vi chorar: crianças, jovens, adultos, enfim mesmo aqueles que tem objetivos políticos quanto ao resultado do jogo, certamente: o lado torcedor de um Brasil melhor de todos, também lamentaram pela forma com o escrete nacional sucumbiu.
A copa se foi para o Brasil, entretanto todos os objetivos imediatos, mediatos e permanentes estão aí. Pior do que perder a Copa é o baixo nível do rendimento escolar, a disseminação da droga e os números de mortos ano no país e sem que haja reformulação das estruturas,  tende a piorar. Para o grupo detentor do poder há 12 anos é como se estivéssemos às mil maravilhas. Há que se revolver as estruturas e buscar um novo patamar a partir de uma revolução pelo amor. Não às práticas deste período da vida nacional.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

PAZ NA COLOMBIA


A Colômbia, todos sabem, vive uma guerra interna há mais  de 40 anos.



As FARCs, é sabido, vivem envoltas ao narcotráfico, uma praga para o mundo pela disseminação do uso das drogas, constituindo-se em fator de aumento da criminalidade em parceria com a corrupção não só pelo vil metal, mas também dos usos e costumes por via de consequência que nos aturde, estonteia e desmoraliza.



Escrevi ainda pela manhã, sem saber o resultado do jogo Brasil x Alemanha, e em caso de vitória de nossa Seleção (que espero), comungo com sentimento de todos aqueles que comemoraram; alegria nunca é demais. A propósito do incidente com o Neymar, isto era esperado. A maior virtude do líder é intuir o que decorrerá de sua decisão e capacidade de induzir os liderados a cumpri-la, e no caso da Comissão de Arbitragem da FIFA, disseram os locutores que os árbitros estavam orientados a dar o mínimo de cartões amarelos. Assisti a várias partidas e constatei a orientação pelo jogo violento incontido, então deu no que deu. Um atleta por um triz não ficou aleijado e outro condenado pelo público por toda vida.
A ressaltar o bom jogo de nossos atletas, Brasil X Colômbia, o golaço do Davi Luís e sua carinhosa atitude de consolar James em seu choro pela eliminação. Uma bela atitude dele e uma horrorosa da Fifa - fiquemos com a primeira.
Vamos ao assunto: a Colômbia, todos sabem, vive uma guerra interna há mais  de 40 anos. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) não deram trégua a nenhum governo neste período, matando e aprisionando líderes políticos e jornalistas com severo e longo regime de cativeiro.
Agora acenaram com uma trégua, o que fez o Presidente convocar uma reunião de líderes mundiais: Felipe Gonzales, da Espanha; Ricardo Lagos, do Chile; Toni Blair, da Inglaterra; Bill Clinton, dos EUA; eeFernando Henrique Cardoso, nosso Acadêmico e ex-presidente.. Relata este; em síntese, que lá os antagonistas já chegaram ao consenso da reparação das vítimas e punição dos culpados.
Cita também FHC que a reparação das vítimas foi ponto crucial para o desenvolvimento das negociações e ressalta que a punição dos culpados é o item mais difícil de resolver - e sobre isto cada líder expôs seu pensamento, e em conclusão, que a justiça possível é a melhor saída, contempladas as intenções democráticas e generosas pelo arrependimento, reconciliação e à boa vontade.
A conclusão foi positiva, e apesar da guerra entre as FARCs e as Forças Armadas, aquele país manteve a democracia, vem crescendo 4% ao ano e com inflação baixa. A esperança é de que a reconciliação permita a melhora das condições políticas com o fortalecimento da democracia, com benefício não só internamente, mas para toda a América Latina.
As FARCs, é sabido, vivem envoltas ao narcotráfico, uma praga para o mundo pela disseminação do uso das drogas, constituindo-se em fator de aumento da criminalidade em parceria com a corrupção não só pelo vil metal, mas também dos usos e costumes por via de consequência que nos aturde, estonteia e desmoraliza, no caso do Brasil. Rumo à vitória!

ERA PREVISÍVEL

  Passados  20 anos sem título, em  94 era hora de ganhar outra.

Era previsível a pane do time, mas perder de 7 e tomar 5 em 30 minutos, nem na várzea me lembro, nos vários campeonatos que dirigi times de futebol de campo e de salão.

Depois do tricampeonato  a Copa virou carne de vaca,  a supremacia do Brasil tirava um pouco o estímulo,  entretanto passados  20 anos sem título, em  94, era hora de ganhar outra. Comandei o policiamento em Catanduva e foi muito vibrante, assistíamos aos jogos no Batalhão até 25 minutos do segundo tempo e depois rua. O ânimo dos torcedores era tanto que  a comemoração se concentrou numa avenida e com o título foi liberada uma das ruas centrais e estabelecido um longo circuito. Mesmo com todas estas cautelas, houve uma vítima fatal por atropelamento. Em 2002 estava na reserva e pude assistir confortavelmente a Copa e foi vibrante nossa seleção.
Em 1962  assisti a todos os jogos, com dois  irmãos  um de 13 anos e o outro de 8, isto no dia seguinte, pois a fita vinha de avião. Como vamos estar reunidos em  casamento de sobrinho, falei ao que reside distante  que a final ficaria em Batatais para repetirmos 62, um saudosismos bom, uma vez que ele reside a 800Km da gente,  porém depois de hoje, o enlace   é ao meio dia, vamos assistir é a disputa do 3º. Lugar.
Em que pese a  eleição a frente, foi muito triste ver as crianças chorando. A torcida se comportou bem não vaiando nosso time, apenas o Fred que estava marcado.  O grupo é jovem e por isso havia a possibilidade desse estresse momentâneo, comentamos entre  colegas de "racha", pode dar pane e deu. Os  dois desfalques teve influência, mas o esquema foi de uma ousadia, suicida mesmo e deu zebra das bravas.  Da glória, em caso de vitória ao inferno de uma derrota que vai marcar negativamente o futebol brasileiro para sempre.
Segue a vida, aos jovens que choraram, a possibilidade de sorrir daqui a 4 anos, ainda bem que passa rápido. Era previsível a pane do time, mas perder de 7 e tomar 5 em 30 minutos, nem na várzea me lembro, nos vários campeonatos que dirigi times de futebol de campo e de salão. Olha que  puxei pela memória e até agora nada...! Fim de carreira na seleção para o Scolari, a todos nós chega o dia!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

PROFETA OU VISIONÁRIO

Sim ao profeta!


Em que pese a aceleração das mudanças  dos tempos atuais, guarda o humano características intrínsecas  a sua constituição psicossomática que vão além de conceitos induzidos que as contrariam. 


Sim ao profeta! Aquele que a partir de sua intuição pessoal  derivada de seus valores não se conforma com o que vê e impedido pela forte repressão do  rei, projeta para o futuro o que se pudesse faria de momento. Assim, conquista seguidores de suas ideias   que frutificam e em futuro próximo ou distante, fruto do  convencimento dos povos  que as impõem a corte ou também pela própria decisão daquela pela  dedução dela mesma de que deveria adotá-las.
Após séculos, somos mais felizes uma vez que  pela liberdade dos tempos atuais, podemos ser os profetas dos acontecimentos de momento e não só isso,  participar aos milhares da onda  que convence que o tempo é de mudança.
A profusão de meios  nos permite  o acesso aos mais distantes recantos de onde ensinamentos diversos  há, a nos mostrar caminhos de outros povos que impossível permanecer no erro. Há povos de hábitos de vida  a nos ensinar como fazer diferente e na Copa vemos ao vivo.  O Japonês limpando a própria sujeira, o Técnico da equipe da  Holanda numa atitude impessoal, mas técnica substitui o goleiro titular que jogou a copa inteira  e o reserva pega dois pênaltis, a própria atitude de Davi Luís, um autêntico líder que após uma vitória suada, reconheceu os méritos de James que às lágrimas ao final do jogo curtia a dor da derrota, o abraçou e consolou, próprio da sua atuação em campo, exuberante.

Ao visionário sonhador, o conforto de seus próprios devaneios. Em que pese a aceleração das mudanças  dos tempos atuais, guarda o humano características intrínsecas  a sua constituição psicossomática que vão além de conceitos induzidos que as contrariam. Deixemos à  evolução vagarosa do tempo as mudanças de nós mesmos e vamos sim mudar aquelas atitudes  equivocadas de quem nos administra pela sua substituição  através do voto. Muda Brasil!

domingo, 6 de julho de 2014

CADÊ O FULECO

O mascote da Fifa para a Copa de 2014!


Acontece que o símbolo  foi alvo de depreciação por  confundir com  fuleiro e furreca que são termos negativos e  fulecar que popularmente é perder  dinheiro em jogatina.


O “Fuleco” nome com o qual foi batizado o mascote da Fifa para a Copa de 2014 não pegou. Resultado de FUteboL e ECOlogia – (FULECO) , tem como símbolo o tatu-bola, existente na caatinga sertaneja e  está ameçado  de extinção. Também referente ao tema temos as expressões – AMIJUBI (amizade e júbilo) e ZUZECO  (azul e ecologia) que concorreram pelo site da Fifa, sendo vencedor o primeiro.
Acontece que o símbolo  foi alvo de depreciação por  confundir com  fuleiro e furreca que são termos negativos e  fulecar que popularmente é perder  dinheiro em jogatina. Daí que não adiantou todo empenho inicial do craque  Ronaldo,  enquanto estava de bem com a organização que a imagem do simpático tatuzinho foi depreciada por parte da imprensa internacional.
Sem discriminação  de qualquer de espécie, sinto que  o tatu tradicionalmente não é  um animal  da graça popular, sendo que  no repertório musical encontramos vários hinos exaltando aves  e animais  como a Siriema:
Oh! Siriema do Mato Grosso; Teu cato triste me faz lembrar;  Daqueles tempos que eu viajava;Tenho saudade do teu cantar. Siriema de   Tonico e Tinoco.  
Inté mesmo a asa branca; Bateu asas do sertão "Intonce" eu disse adeus Rosinha Guarda contigo meu coração "Intonce" eu disse adeus Rosinha Guarda contigo meu coração. Asa Branca de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
Depois de tudo feito é fácil falar, então apenas registro que o FULECO não pegou e como garoto de vida campesina paulista, afirmo que  nada tenho contra os tatus, porém se o símbolo fosse ligado ao repertório musical, certamente  todos estariam cantando a canção representativa dele e quer mais ecológica do que  a questão das aves e do sertão nordestino..

Deixo a você leitor amigo os versos destas duas músicas, de sucesso nacional,  fazendo jus ao título do blog  e em homenagem  a todos os poetas que acalentam nossas almas com a mais enlevada inspiração. Bom domingo a todos.

sábado, 5 de julho de 2014

CADEIRAS QUEBRADAS X VAGÃO ROSA

Argentina x Suíça, 282 cadeiras foram quebradas na Arena Corinthians. O Vagão Rosa é pior ainda.

Temos que nos adequar ao momento, às mudanças já assimiladas e deixar de produzir lixo legislativo. Esta postura, decorre do excesso de parlamentares, excesso de assessores, excesso de verba para todo tipo de ação

No jogo da última terça-feira   envolvendo Argentina x Suíça, 282 cadeiras foram quebradas na Arena Corinthians. Neste mesmo estádio no dia 12 de junho a Presidente Dilma foi ofendida com palavrões.  Se as cadeiras foram quebradas somente por conterrâneos não dá para afirmar, porém “ los hermanos”, não tinham motivo para fazê-lo, pois sua seleção venceu.
Sobre as cadeiras, assisti muitos jogos nos 9 anos que residi em São Paulo, as vezes que consegui usar as cadeiras das arquibancadas cobertas do Pacaembu e Morumbi, me senti um privilegiado. Estes dois  casos da Copa, demonstram bem o estágio da educação no Brasil uma vez que a depredação não se justifica e nem as ofensas com palavrões a Senhora Presidente do Brasil. Regredimos!
Pobre geração, estamos em 2014, acesso a todos os meios de informações “online”, mas  o comportamento é de  cabeça oca  e sem noção do que se reserva ao humano e seu privilegiado lugar na escala animal. O menino caipira que se integrou totalmente a natureza até os 11 anos, recomendaria a estes desordeiros que tirassem um período de contemplação àqueles e certamente concluirão que estão perdendo de goleada. Existe muito documentário sobre a Natureza Animal.
O vagão Rosa é pior ainda. Já disse aqui que o processo legislativo é contaminado  pelo  marketing  político e se torna desastroso. Ele desencadeia uma série de leis abaixo da crítica, gastos públicos e pior, muitas das vezes retrocesso cultural.
Com 3 milhões dos GLT na Avenida Paulista por  ano; hoje  o assédio não tem mais sexo, melhor é que todos se protejam. Diante de tanta modernidade não dá para pensar num sensor que limite o número de viajantes? Esta é a solução.
Esta lei, consta do histórico: já foi editada duas vezes, uma no Rio e outra em São Paulo e caiu em desuso. É uma ideia pusilânime, ante os usos e costumes do momento.  Vagão Rosa coisa do passado.
Temos que nos adequar ao momento, às mudanças já assimiladas e deixar de produzir lixo legislativo. Esta postura, decorre do excesso de parlamentares, excesso de assessores, excesso de verba para todo tipo de ação. Aí, o voto tem que ser pela liderança porque ninguém consegue discutir amplamente os inúmeros projetos apresentados. Dá-lhe 3 meses de recesso, semana reduzida, campanha no período eleitoral, além do que voto entre  brasileiros com valor desproporcional, há décadas.  Muda Brasil urgente

sexta-feira, 4 de julho de 2014

SALVAR A PELE

O difícil mesmo é saber até onde vai e quais os valores a cultuar.

Os conselhos populares irão para o espaço, ela  também irá ou não, vai depender dos duzentos milhões de brasileiros! Que haja um pleito que contemple   o espírito daqueles  que derrubaram o Muro de Berlim; e por aqui,  a todos que derramaram seu sangue pela democracia em nosso país, por exemplo: O Soldado Constitucionalista.


Na verdade  a liderança eflui do interior do indivíduo como um dom natural e o faz participar do que puder enquanto suas forças assim permitir. O difícil mesmo é saber até onde vai e quais os valores a cultuar.
Na política, as máximas que norteiam as decisões são indecifráveis ao leigo. Uma delas a da perpetuação no poder, mesmo no nível inferior isso se dá. Veja as alterações de estatutos de clubes e entidades,até nas socias e beneficentes, descuidou aparece um monarca que se possível fica até a morte; há exceções, felizmente.
O espírito de liderança é positivo para  o humano, leva-o a ascensão social, entretanto a saga da perpetuação no poder contraria fundamentalmente a essência da democracia. Aí, a turma do momento nega a origem dos valores da pátria e se agarra na primeira iniciativa viável. Boa mesmo é a  dos marqueteiros que são pagos para isso e não irão cobrar depois pela sugestão, recebem o nosso dinheiro ao vivo  na boca do caixa.
Assim, após o susto de ver as abóbodas das casas de lei tomadas por populares, várias iniciativas se deram e até foram concluídas: voto aberto no parlamento em caso de julgamentos dos pares, aprovado;   a famigerada Proposta de Emenda Constitucional, PEC-37,  que inibia a ação do Ministério Público foi votada às pressas, derrubada. Projetos de interesse do povo que teriam fins diversos. Pasmem, queriam  de toda forma e a toque de caixa propor  uma reforma política que o TSE, entendeu inviável pela exiguidade de tempo.
Objetivavam na verdade é salvar a própria pele! O chororô dos jogadores ícones no mundo, não é normal. Eles estão sob  pressão, ganhar ou ganhar. Acorda Alice!
Ora o que fazer para me manter? Aquela ideia dos conselhos populares, as bases vão gostar, não? Dará voto! É assim que funciona. Leis e mais leis, uma mudança atrás da outra.  Toda iniciativa de afogadilho tende a consequências desastrosas, mas  a dos conselhos populares é velha nos países comunistas. Então em 1879 , muitos derramaram seu sangue para que  prevalecessem os conceitos democráticos propostos pelos iluministas, eles Doutores e com juízo no lugar. De lá para cá outras lutas, inclusive a de 31 de março de 1964 e passados 50 anos, vem as mesmas catilinárias de quem ergue obstáculos para separar irmãos. Os radicais.
A líder maior deste país dá a entender que vai além de seu “Mentor”. Ele onipresente, onipotente, onisciente   e de sapiência magnânima. Ela parece como diria o caipira: tomou muito chá de “comigo ninguém pode”. Veremos. Os conselhos populares irão para o espaço, ela  também irá ou não, vai depender dos duzentos milhões de brasileiros! Que haja um pleito que contemple   o espírito daqueles  que derrubaram o Muro de Berlim; e por aqui,  a todos que derramaram seu sangue pela democracia em nosso país, por exemplo: O Soldado Constitucionalista. Até 3 de outubro, ganhando ou perdendo a Copa. Viva a democracia, abaixo os radicais, corruptos e corruptores!
Plagiando, em parte  o escritor Lusitano, em conhecidíssimo  verso: cessem tudo que a “atual Musa”   canta que valores mais alto se alevantam. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

TRÉGUA MILENAR




Fui pelas bordas do assunto Copa porque tudo que é demais cansa... 

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Ele imaginou que fosse alguma coisa leve e foi contraditado - não,  tem que competir, porque vai ser a concentração na hora da disputa que aliviará sua psique. Ele pratica tênis até hoje e  está lá firme e forte, acreditou e se curou.

Artigo publicado hoje no Jornal Diário da Região de minha autoria.


Na antiguidade, cujos jogos nem tinham futebol, já havia o armistício quando as guerras eram interrompidas para que houvesse  as competições de Atenas.  Assim, peço a compreensão do leitor para enveredar por meandros outros que não a análise técnica e tática dos jogos, para dizer coisas do coração.
Estava em um churrasquinho entre irmãos  e o que é santista,  argumentou que eu nem sabia por que era corintiano. Disse-lhe que na esquina das ruas Amador de Barros com Ana Luiza, em 1954 colocaram num poste um pequeno alto falante e nos intervalos da música de Mario Zan , o Quarto Centenário, já àquela época ouvia-se a chamada – segura Gilmar, Corinthians campeão do quarto centenário e assim aos 7 anos, fui contaminado por uma paixão sem explicação. Ser corintiano.
Em 1957, a família retornou de Barrinha para o local dos fatos Batatais; e, mesmo não dispondo de rádio, soube que na vitória de 3 a 1 do São Paulo sobre o Timão, Maurinho tinha arrasado o goleiro Gilmar que saiu em carreira patética ao seu alcance, após provocação. Aí todos sabem, ele foi para o Santos, reforçou o adversário  e lá se foram 23 anos até ser campeão, quando completei 30. Algumas vezes, perdi a esperança de que o time  fosse vencer  um dia.
Continuando o trivial, alguns conhecidos sabem que ainda entro em campo. Aos 67 anos tenho o privilégio da tolerância de dois grupos – ADPM e C-50 que me permite ainda jogar futebol.  Não atuo mais na defesa,  pela idade pedi e fico pelos flancos, quando um menino bondoso toca de primeira, encosto o pé e ela entra, aí comemoro. Ainda digo: um para quem sabe, dois para quem precisa pensar,  três está no banco e quatro na galera. Todos riem e vamos em frente!
É indescritível gostar e praticar esportes, pois seus efeitos são maravilhosos.  Um tenista no CTC  narrou um fato vivenciado em média idade de que sentia uma forte dor de cabeça, quando o médico lhe indicou a prática esportiva. Ele imaginou que fosse alguma coisa leve e foi contraditado - não  tem que competir, porque vai ser a concentração na hora da disputa que aliviará sua psique. Ele pratica tênis até hoje e  está lá firme e forte, acreditou e se curou.
Fui pelas bordas do assunto Copa porque tudo que é demais cansa e temos que tomar cuidado com a alienação. O jogador Suárez; o chororô da seleção e o agasalho com calor do Felipão, por superstição foram os destaques, além-campo. A competição vai muito bem sob o ponto de vista  técnico e os bandidos deram uma trégua na criminalidade.
 Que a conduta deles seja prorrogada; sem crime, com muito  esporte e plena conduta cidadã. Assim viveremos bem melhor. A trégua é milenar, as trapaças também, sou otimista, mas se preparem...quem sabe teremos uma chance de mudar no pós eleição.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A IRA DE UM PATRULHEIIRO



  • Este problema é mundial.

  • Na última eleição no Estado da Califórnia foi votado sim ou não a liberação da maconha e o não venceu.



  • Sargento que prendeu traficante com vários quilos de crack e pasta de cocaína, soltou os cachorros. Esbravejou sobre os direitos deles e a facilidade como vão para ruas e o fato de viverem às custas da sociedade, entre outras benesses legais devidas a bandidos. Então postei no face o texto reproduzido.
  • Este problema é mundial. Fosse fácil nos EUA não haveria  drogas, gastam milhões. Na última eleição no Estado da Califórnia foi votado sim ou não a liberação da maconha e o não venceu. Entendo a ira do profissional. Sou contra a liberação; a favor da mudança da lei penal para imputação de crime em qualquer idade e gravame das penas, vinculando ao grau de entendimento daqueles com menos de 16 e instalação de presídios especializados para estes detentos. Os problemas da sociedade são do Estado que tem que investir e ter estrutura técnica para cumprir sua missão. Vamos diminuir o número de ministérios, políticos e salários, além de outras mordomias. Aposentadoria de político jamais. Não é profissão. Trata-se tão somente do exercício dos dons e que não seja eterno em seguidos mandatos de mesmo nível.