Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

domingo, 30 de agosto de 2015

Voo do ninho


Quanto aos patos uns dois ou três papou e  lá ficou, com a mudança do caçador.

Bem possível que a despedida da aconchegante chácara do Senhor Romanin ficasse melhor em versos, porém há fatores íntimos de momento que impedem este querer. Inimaginável uma convivência infantil em meio  a tão propício  pela constante interação com animais, plantações de  frutas e legumes, a principal - o abacaxi de Brodowski. A neblina da baixada, ir à cidade com meu pai semanalmente, comercializar a colheita.
Alguns fatos ainda não contemplados em versos, não ousarei fazê-lo: duas caçadas que não se concretizaram - uma do esperto jacaré; a outra da perdiz que se aproximou tanto do caçador  que impossibilitou o disparo.
Causos para ouvir e não duvidar, pois o caçador havia dito para por água no fogão quando ouvíssemos  o disparo. Chamar a perdiz não é tão difícil assim, meu velho que vivia assobiando, imitava seu canto perfeitamente, mas dormiu na mira -  ria de si mesmo. Quanto ao jacaré foram diversas tentativas e nada, até o anzol com fígado levou. Quanto aos patos uns dois ou três, papou; e,  lá ficou, com a mudança do caçador.
Quem já viu os pássaros darem o primeiro voo do ninho? Este é um ato comum ao caboclo que divide espaço com eles nos campos, cerrados e florestas que ainda existiam naquela época: podem ter certeza que é desafiador, principalmente ao maiores.
Assim, foi sair da proximidade da cidade e ir para 18km de distância, uma diferença difícil para a época do deslocamento em carroças, porém chegou o dia  de deixar o lugar das primeiras imagens, inclusive do  almoço de Natal em família que ali passamos; da  música de sanfona ouvida no  rádio na casa do vizinho do outro lado da rodovia, que me fez - de súbito, dançar pela sala e de tantos outros fatos já consignados.
Na fazenda Santa do Estreito, fomos cultivar café na condição de meeiros, onde já trabalhavam tios e primos, voei para ninho distante. As experiências nesta, ficam para outra ocasião. Fatos simples de uma vida diária de rotina muito particular em família, com um mínimo de estímulos externos. 
A todos que tem um tempinho a dispor para assuntos de outrora, um privilégio para mim tê-los entretido um pouquinho. Que o amor fraternal seja fonte de inspiração a acalentar nossos corações.  Um bom domingo  a todos, na paz do Senhor . 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Paradoxal Alckmin protegendo a Dilma


Sob o ponto de vista da fidalguia nota dez.

A riqueza está concentrada nas mãos de poucos e vemos nos últimos anos que ela é manipulada  por assessorias políticas - um vem nós descabido e vergonhoso, na busca da perpetuação no poder.



Em conexão com a postagem -  A quem interessa a oposição dividida - segue o texto uma vez que sobre a inauguração de casas populares em Catanduva, o Governador de São Paulo aparece segurando o guarda-chuva em proteção a Presidenta.
Sob o ponto de vista da fidalguia nota dez, porém ela tinha a sua volta uma Deputada Estadual do partido dos trabalhadores, no quarto mandato, se não bastasse o Prefeito e vários outros correligionários, e segurança,  entretanto para aquele que se manifesta sempre com resguardo  à deposição dela, foi um momento apetitoso e de significativa distinção.
Não haveria chance melhor de demonstrar seu apreço e deixar uma boa impressão, tudo conforme o figurino político que  lhe  convém. Quem esteve no local disse que os beneficiados pelo recebimento das moradias estavam radiantes, mesmo sabendo que haverá contrapartida pelo pagamento das mensalidades, uns mais outros menos , mas todos pagarão.
Consignei em 17/04/2014, em artigo publicado no Diário da Região de SJRio Preto, intitulado: Das Colônias às Casas Populares constatei que a iniciativa na época dos governos militares da construção de conjuntos habitacionais, portanto este acontecimento  não deveria chamar tanta atenção assim. Os fazendeiros no início do século passado também construíam  colônias para os trabalhadores.
As pessoas não conseguem construir suas casas porque  a riqueza está concentrada nas mãos de poucos e vemos nos últimos anos que  ela é manipulada por assessorias políticas, um vem a nós descabido e vergonhoso, na busca da perpetuação no poder.
No citado escrito critiquei que os populares haviam sido chamados todos de uma só vez para o cadastro destas casas, provocando fila quilométrica. Na inauguração Governador e Presidenta, presentes uma comitiva exponencial por um ato que deveria receber atenção menor, ante ao descaminho político que assistimos.
A imagem da proteção uma deferência pessoal, mas também um recado político público de que estou contigo Senhora. Isto não corresponde ao que se vê nas ruas, inclusive no dia populares  protestaram nelas em Catanduva, contra os desmandos do governo   da Presidenta, como soe acontecer em todos os  cantos do pais.  A quem interessa a oposição dividida, somente aos projetos individuais de poder, atitude de liderança egocêntrica repudiável.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Redução de 10 ministérios

A ele será transmitida a Presidência da República em caso de renúncia

10 ministérios a menos  representaria alguma coisa, sob o condão de nova autoridade política, com essa que aí está, somente mais um engodo para salvar  o mandato.


Finalmente resolveram cortar na carne, enquanto dos eleitores o fazem desde que saiu o resultado das urnas. Tudo que às oposições foi atacado como restrições proibitivas,  aconteceu, não é preciso enumerar porque sentimos na pele. Indignado, o povo  voltou às ruas e protestou de  novo. Aí o caldo entornou, até o Vice-Presidente entrou na dança como escudeiro mor na condição de articulador político, entretanto na semana passada pegou seu boné.
A ele será transmitida a Presidência da República em caso de renúncia que é uma das hipóteses para a solução das crises econômica e política que assolam o país, principalmente a segunda, porque boa parte dos mandatários legislativos,, tem seus nomes citados na Operação Lava-Jato que em sua fase 16 alcaçou a Energia eletronuclear.
Entre os agentes públicos começa pela prisão do Tesoureiro do Partido vencedor das eleições o que custou uma denúncia ao STJ por abuso do poder econômico pela Presidenta. Tem fundamento? O tempo dirá, prenúncio há, porque é dinheiro para todo quanto é lado. O Ministro Gilmar Mendes do STF votou sim quanto a recepeção do julgamento processual.
Acuada, a liderança governista esperneia por uma agenda positiva que atenue a situação. Só agora, surge o anúncio da redução dos ministérios que representa muito pouco ante os abusos econômicos que a apuração da corrupção está a nos mostrar.
O que quer o povo nas ruas  desde 2013 que o apascente e nos  deixe em paz, indagaria o novo articulador? Ele quer mesmo é que se decrete o fim deste ciclo de governo, para que se dê origem a nova lógica de relacionamento entre o cidadão e o governante.
Revolver os valores é preciso. São várias as reivindicações: menos partidos e políticos; fim da profissionalização da atividade política com a restrição a reeleições tanto no executivo quanto no legislativo em todos os níveis de poder; fazer o que é certo no exercício dos cargos (ser ético); reestruturar várias atividades no serviço público, cortando privilégios descabidos, a exemplo dos países desenvolvidos; envidar mais esforços na educação, sem ela não há avanço, apenas contemporização dos problemas e  o que é pior, perpetuação no poder pela incapacitação do indivíduo ao pleno exercício da cidadania.
Ante aos descalabros que se apresentam, em depreciação  de quem ostenta riqueza e poder em nosso país, como as prisões de empresários e políticos a atestar esta horrível conduta - 10 ministérios a menos  representaria alguma coisa, sob o condão de nova autoridade política, com essa que aí está, somente mais um engodo para salvar  o mandato.

domingo, 23 de agosto de 2015

Méritos



O sucesso de alguns segmentos políticos e empresariais brasileiros sofrem dessa efemeridade.


Difícil escrever sob a ótica dos propósitos dominicais comprometidos com os leitores depois de uma semana atípica como esta, em que forças opostas vão às ruas e líderes  totalmente despreparados se arvoram em falar em pegar em armas, sem um mínimo  preparo, repetindo o que já aconteceu no passado - coragem, valentia intripidez são  virtudes de emprego delicado num momento com este.
Prefiro expor sobre a questão do mérito que depende de um conjunto de valores que estão vinculados às culturas. Por isso mesmo temos povos de uma educação  exemplar a humanidade e aqueles que vão capengando, como o ébrio que bate a cabeça por todos os lados.
Os valores podem ser intrínsecos ou extrínsecos e não vamos aqui expor um tratado sobre eles que estão atrelados às culturas do povos. Quando há uma valorização íntima forte aos aspectos da honestidade, da honradez, do amor, calcada na busca das razões da existência de cada um de per si e a prática das virtudes, ao invés dos vícios, a coexistência entres os indivíduos tende a melhorar.
Não é o que se vê entre nós -  ao contrário o jogo da esperteza faz dos ideais meritórios como quem  ergue a esfinge de areia: elas ficam lindas nas praias, encantam mais ainda quando edificadas por crianças, ali num momento de descontração em família, auxiliados pelos pais um deslumbramento momentâneo, porque vem a tempestade ou mesmo alguém despercebido e tudo se desfaz, vai ao chão ou a água.
O sucesso de alguns segmentos políticos e empresariais brasileiros sofrem dessa efemeridade. Sem a adoção do princípio da meritocracia e profunda reflexão quanto aos valores que devem reger a nação, estamos  fadados a destruir o lindo, esplendoroso castelo que sonhamos de um Brasil maior, valoroso e consistente.
Os sonhos na  ascendente dos anos 80 e 90 foram desfeitos por incautos e despreparados líderes. Basta ver a conduta de empresários de renome, muitos trancafiados por estarem  mancomunados na prática de crimes com líderes políticos de diversas agremiações partidárias.
Sei por participar, que a verdadeira ação religiosa passa pela busca de uma sociedade justa e solidária. Tudo que for ação criminosa está fora deste conceito e anseio. Pensemos nisso e vamos separar o joio do trigo.  Uma boa semana sempre a praticar  honradas e eficazes  ações para fortalecer seus méritos. Um feliz domingo na contemplação do Senhor. Que a paz de Cristo esteja contigo, leitor.

sábado, 22 de agosto de 2015

Semana atípica

A renúncia seria um ato de grandeza da Presidenta.

Uma desventura que rompe um ciclo que não deu certo, frustrando  a auto propaganda dos milagreiros do Brasil.

Não bastasse a crise econômica que tira o sono de muitos brasileiros, nesta semana que se finda tivemos duas manifestações pelas ruas do país. A maior no domingo, estimada em 950 mil manifestantes, com destaque para São Paulo, pelo  maior número. Elas se deram em 25 unidades da federação e em seis delas foi estendida uma enorme faixa com o pedido de impeachment da Presidente Dilma. 
Desta vez, as lideranças do primeiro escalão do PSDB participaram nas ruas, enquanto FHC pronunciou que a renúncia seria um ato de grandeza da Presidenta. Entretanto na quinta-feira outros movimentos fizeram manifestações ,em alguns lugares de manhã e a tarde. O mapeamento não foge muito do que vimos no  resultado das eleições com maior número de revoltosos nos estados norte e nordeste.
Também, tivemos a formalização da denúncia ao STF do envolvimento do Presidente da Câmara Federal Deputado Eduardo Cunha que se diz isento de qualquer conduta ilegal relacionada ao caso. Igualmente foi denunciado o Senador Collor de Mello que  se diz inocente, ambos no Petrolão.
Para completar, ontem  foi anunciado que dirigentes da empresa Camargo Correa se dispuseram devolver a soma de 700 milhões de reais por ilícitos quantos as acusações na Operação Eletrolão, onde vamos para.
Ora o que dizer em conclusão - desastroso para todos nós. Uma desventura que rompe um ciclo que não deu certo, frustrando  a auto propaganda dos milagreiros do Brasil. Ao contrário se aproveitaram do acerto feito na economia ,com a extinção da inflação e propulsão de emergentes como a China que agora também recua.
Dificil acreditar que empresas de renome se deixaram levar neste mar de lama, enquanto a inabalável confiança e honra sempre foram valores intrínsecos as suas marcas.
Por outra perspectiva, uma semana onde ficou nítida a sanha da resistência de alguns segmentos ligados ao atual governos, apesar das evidências da corrupção desenfreada que tomou conta da maior empresas do país com o fatídico Petrolão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Não é proibido proibir

Se não for assim, será desprezível ao final.

A avalanche da corrupção implantada para sustentar a perpetuação  a qualquer custo dos detentores do poder, desde 2002.


Faço uma conexão com o "Respeitar Limites", título da última postagem  para dizer que a experiência de infância com trabalho desde os seis anos e da vida adulta participativa em diversas atividades, após cursar a Academia Militar; Escola de Educação Física e Faculdade de Direito, 15 anos de comando de tropa a nível de pelotão e companhia; participação em clubes sociais diversos: e na construção de um; além de advogar por mais de 12 anos, não me deixa dúvida de que  o respeito às normas de convivência social; ao regramento legal é devido a todo cidadão e a esta atitude está vinculada a  sua evolução individual socialmente aceita que dificilmente se dará fora da concentração de esforços no caminho do bem. Se não for assim, será desprezível ao final.
Este caminho está adstrito a vinculação de atitude enlevadas que o aproxime de experiências em busca do ideal rumo ao êxito que para muitos parece utopia. Entendo a todos, desprezando prévios julgamentos por assimilar a liberdade individual de romper preconceitos, entretanto a busca de vantagens ilegais deprecia o indivíduo.
A propósito, algumas culturas nos mostram condutas tão diversas do homem brasileiro as quais nos ensinam que há um viver diverso do anárquico ao qual tenho ojeriza. Argumentar por mera contestação ao que foi estipulado, jamais imaginei, há que se ter motivos embasadores do que se antepõe ao ordenado.
Não é o que se vê no Brasil destes últimos 30 anos, por isso estamos numa encruzilhada triste - ver os humildes desorientados a partir de concepções equivocadas das elites, todos se beneficiando de forma egoísta da anarquia que propuseram e conseguiram.
Milhões vão às ruas ordeiramente, num domingo, cantam, expõe seus propósitos e a ninguém prejudicam. Ontem a turma dos sanguessugas  das  sociais invadiram as ruas para defender o indefensável: a avalanche da corrupção implantada para sustentar a perpetuação  a qualquer custo dos detentores do poder, desde 2002.
O Mensalão, implementado concomitantemente com o Petrolão, comprova uma estratégia desaforada quanto a ética no exercício dos diversos cargos do poder, impingindo a esta geração de políticos  uma fragilidade moral injustificável, ante a grandeza do país.
É constrangedor ler o noticiário e ver a indecência nas condutas de políticos e empresários, cada um cuidando de seus interesses particulares, uns a perpetuação no poder, outros o enriquecimento de suas empresas e lá na ponta a imensa multidão manipulada por sindicatos e redes sociais, nas quais também muitos parasitas da sociedade exercem lideranças sem qualquer compromisso ético. É um venha a nós geral.
Estamos a mercê de uma situação de desesperança que muito  nos entristece. Há que se respeitar limites; há que ser abolida a cultura do - é proibido proibir; há que se revolver valores. Muda Brasil!     

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Respeitar limites

O privilégio de presenciar Batatais 2 x São Paulo 2.

A exigir dos  atletas o limite extenuante, que os fez passar mal  no  inadequado horário das 11 horas, mesmo com intervalo adicional.


Vimos no domingo último que atletas em alta competitividade na partida entre Palmeiras e Flamengo pelo Campeonato Nacional de Futebol se sentirem mal, em razão do horário em que foi disputada: 11 horas. Nos dias de hoje a dinâmica deste esporte é radicalmente diversa da que conhecemos, lá pelos idos dos anos 50, 60 e 70.
Seguidor dele, lembro-me do primeiro jogo que assisti aos sete anos na Fazenda Santana do Estreito em Batatais. Chamou-me a atenção a altura que o goleiro chutava a bola. Era um tal de  três quiques no chão e lá vai a pelota para o alto.
Depois disso, aos 11, fui ao tradicional estádio Osvaldo Scatenna, onde tive o privilégio de presenciar Batatais 2 x São Paulo 2. O escrete da Capital com   o argentino Poy, De Sordi e companhia, todos campeões paulistas de 1957.
O Batatais por sua vez, disputara a decisão do acesso à 1a. divisão em 1953 com o Guarani de Campinas, portanto era uma equipe competitiva à época. De minha parte, corintiano aos 7 anos, contagiado pelo título do Quarto Centenário em 1954, fui pelas tabelas ver meu time ser campeão aos 30 anos.
Mas tudo que se refere ao torcedor fica de lado neste escrito, em essencial segue análise técnica e tática quanto a evolução do esporte que pratiquei até os 68 anos. Como lazer, terapia física e psicossocial: acompanho, senti e vejo os benefícios de quem tem o privilégio da prática dessa atividade, mesmo havendo pequenas restrições físicas, ela é compensadora, devendo ser monitorada com regulares exames, evidentemente.
Este ano, uma série de fatores complicadores de assistência a familiar e uma dengue feroz adquirida, quando iniciava um descanso para voltar mais equilibrado, restringe minha participação, então por coerência ao título, estou inativo.
Quanto a abordagem, importa falar também, sobre a evolução deste esporte, materializada nos 10x1 que o Brasil levou, somados os dois escores na última Copa do Mundo:  Alemanha 7x1 e Holanda 3x0, nos nossos  domínios. As vitórias nos esportes ao nível mundial, compõe uma referência positiva para as Nações.
Terminadas as Paraolimpíadas entres as Américas,  fomos campeões disparados e o número de medalhas, fantástico. Sob o ponto de vista esportivo um orgulho para os brasileiros, evidente que há aspectos diversos a serem considerandos.
O futebol    é um  esporte  conservador quanto às  regras, entretanto assistimos uma evolução em todos os sentidos, desde o emprego dos conhecimentos avançados das estratégias e táticas de campo e principalmente dos meios técnicos-médicos quanto a fisiologia do corpo humano de forma que o esforço físico foi dia a dia aumentando,  a exigir dos  atletas o limite extenuante, que os fez passar mal  no  inadequado horário das 11 horas, mesmo com intervalo adicional.
Respeitar limites é um conceito determinante em nossas vidas, por respeitá-lo voltarei com outras edições sobre este tema para falar de como era enfadonho o futebol praticado naqueles tempos. Aos saudosistas minhas desculpas: a discussão está aberta.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A quem interessa a oposição dividida


Já afirmei que deveria ter 3 ou 5 partidos.


Além das várias distorções na estrutura política que estudamos nos bancos escolares e não corrigidas, está o excesso de políticos, principalmente na esfera legislativa,  desde os municípios à federação.


Sobre o Brasil  que hoje está distante dos  desígnios de sua magnitude, já afirmei que deveria ter 3 ou 5 partidos. Começo assim para contestar sobre o que está errado, muitos sabem mas poucos se incomodam. Justifico os números porque a parafernália de mais 30  partidos está provado que não deu certo. Além das várias distorções na estrutura política que estudamos nos bancos escolares e não corrigidas, está o excesso de políticos, principalmente na esfera legislativa,  desde os municípios à federação.
Também, a liberdade de nomeação de assessores para tudo é outra maldição, pior ainda a transformação de cargo de carreira em de confiança para o aparelhamento do estado como aconteceu  na administração  de São Paulo quando Prefeita Marta Suplicy. Foram 600 técnicos de carreira por nomeados, vejam só, todos de uma só vez.
Hoje, meu partido é o Brasil, vejo que sempre foi, mesmo ante a minha insignificância política. Apeei da vida partidária, faz muito tempo pelas contradições que não me faziam bem.
Por isso mesmo, expresso-me com uma mínima propriedade sobre o que assino, porque a experiência advinda da participação não foi em vão e sim aprendizado vivenciado, como já escrevi, em alguns títulos, principalmente em Síndrome do Impeachment II.
Agora repetem os erros deste passado recente. Correntes internas disputam estratégias que lhes convém.  Está estampado em várias publicações  que há três correntes:  uma quer eleições já, via impeachment; outra eleições em 2018 e a terceira, via Senado corre por fora, se der está no páreo.   Que privilégio ter três nomes em condições de presidir o Brasil. O dilema é perder quatros eleições seguidas para  quem só tem um mau cacique.
O país necessita da união dos partidos, pois sua liderança maior em 1994, do PSDB, pois a Nação no prumo ao debelar nosso maior mal do momento - a inflação. Parabéns  a ela agora pela representação junto ao STF quanto a possíveis crimes eleitorais pela prática de abuso do poder econômico, nas últimas eleições pela candidata do partido vencedor.
Rogo que haja clarividência entre os líderes políticos oposicionistas  para que o nosso país seja reinventado por um Poder Constituinte, convocado para interpretar o que o povo pede nas ruas desde 2013. A relação de políticos no STF, somada aos condenados no Mensalão é o atestado para o acerto desta decisão.
Muitos aspectos justificativos  da reinvenção do país expresso neste Blog, cujo nome homenageia aqueles  que lutaram pela legalidade em 1932 e 1970, sendo referência principal, dentre eles o retratado no livro Tributo A Um Herói, publicado em fevereiro de 2014. 
A luta por ações legalistas  sempre foi o apanágio dos anseios da população brasileira que está novamente nas ruas. Em todo Brasil forças se rebelam para dar um basta aos erros do presente. Que as oposições se unam e consigam reverter o quadro, este é pedido quem protestou ontem. Revolvam-se os valores... Avante Brasil!

domingo, 16 de agosto de 2015

Nos tempos de estudante

A verdadeira purificação para ele vem da sabedoria.

Lá se vai o tempo e fica a lembrança, entretanto a memória enfraquece e tudo se transforma em dúvida. Tenho registrado em fotos de mais de 15 anos, os lugares em que vivi desde onde fui gerado que é uma pequena colônia  que está intacta. Fui com um morador antigo dos idos que meus pais ali viveram. Quatro casinhas recém pintadas em  branco, com  portas e janelas azuis,  açude donde sai o rego de uma água cristalina.
Havia uma pequena alteração -  uma varanda e a pia pelos novos hábitos de hoje. Fiquei contente de conhecer a Fazenda São José da Bela Vista em Nuporanga de famíliares dos Custódios, o homém do um milhão de pés de café, em Batatais, patrão de meus avós paternos.
Na defesa do esquecimento, tenho também apostilado dia após dia, todo o material escolar desde o 1º. Cientifico no Colégio Taguatinga Norte até o Curso de Educação Física. Hoje, como premio aos seguidores e a mim também, segue  a resposta dada na avaliação do dia  25/06/1968, aplicada pela Professora de Filosofia no 2o. ano, Marly Elena M. Ferreira. 2a. Questão:
Para Platão, em que consistia a purificação do homem? Ela se faz pela reencarnação e pela coordenação dos prazeres com inteligência. O homem vive para o intelectual e não para o material. A verdadeira purificação para ele vem da sabedoria. Apostilado pág 94-Curso Científico.
Revejo-me no dia a dia desta época de muita dedicação aos estudos, trabalho e com a inabalável esperança de que tudo daria certo em minha vida - com fé em Deus e muito amor no coração. Assim foi esta etapa de minha vida.
Pelos propósitos dominicais e fazendo jus ao título do blog, reproduzo uma das estrofes  da canção transcrita às fls 96:

Roda Viva: Chico Buaque de Holanda – 2ª. Estrofe.

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá.
Roda mundo, roda gigante.
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração


Dia do Senhor! Àqueles que acessam este blog, ele é um espaço aberto a inteiração no sentido da crítica propositiva que nos faz crescer interiormente pelo acesso ao conhecimento que a modernidade, felizmente colocou ao nosso dispor. Um bom domingo a todos na Paz de Cristo. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Lista do Petrolão no STF


 22 deputados e 12 senadores, o maior número de aliados do governo.


A repetição ampliada do Mensalão, coloca os envolvidos sob   suspeita no maior escândalo de corrupção de todos os tempos no Brasil - o Petrolão

Sigo temas interligados no  liame dos fatos e acontecimentos. Depois que indaguei, quem falta ser preso? Muitos já seguiram o caminho de Curitiba. Quanto  à  lista das  49 pessoas indiciadas nos 21 inquéritos divulgados ontem no STF pelo Ministro Teori Zavascki  -   22  deputados e 12 senadores, o maior número aliados do governo. Agora é que a onça vai beber água, pois em Triunviratos dos Acusados, constei que entre os atores das mudanças estavam os chefes das Casas Legislativas que já haviam sido anunciados pelo Procurador Geral da República. 
Quanto a Chefe do Executivo pior ainda, pois contra ela foi protocolada representação em curso, também no STF  por abuso de poder econômico no último pleito. Razoável portanto, concluir que num presidencialismo fincado numa máxima personalista do aqui mando Eu e mandou mesmo -  fez o que quiz  e deu no que deu, no primeiro mandato.
Lógico que deste baú não sairá joia rara. Ao longo destes 12 anos, as ações políticas tomaram um sentido do tudo pelo poder. É proibido, proibir. Os menos favorecidos, as minorias foram manipuladas, seja com conceitos que as encantavam e inebriavam, embasadas em princípios derivados das catilinárias anarquistas/comunistas de políticos, que disfarçam de  democratas, mas basta ver a quem apoiaram, mundo a fora, muitos ditadores com certeza: Castro,  Hugo Chaves, e companhia.
A corrupção constatada no Petrolão é uma grande mostra  porque  queriam restringir a competência investigativa dos promotores públicos. Se a imprensa brasileira não fosse politizada já estaria sob a mordaça do governo, via conselho de classe que tentaram lhes impingir.
 Querem controlar tudo, seja com benesses esdrúxulas como as cotas e excesso de proteção ao individuo, manipulando-o em nome de um regime cujo legado é o  caos econômico agora, porque sob o ponto de vista cultural faz tempo que estamos atrás do  Chile, Argentina  e outros países do nosso continente.
A repetição ampliada do Mensalão, coloca os envolvidos sob   suspeita no maior escândalo de corrupção de todos os tempos no Brasil - o Petrolão. Querem agora  vir com soluções apressadas para reverter o quadro caótico e desviar o  foco dos protestos nas ruas. Somente um novo governo será capaz de angariar credibilidade para as mudanças necessárias. Que melhores dias nos acolham e às futuras gerações, principalmente a elas, o esforço de todos.
Cidadãos exercitem a democracia no limiar  da Constituição Federal, onde está prescrito no seu Art 1º., parágrafo único  -  todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Com 34 parlamentares citados nos inquéritos e o Secretário do Partido vencedor das eleições preso, sob grave acusação de corrupção, o que concluir?  Novas eleições me parece ser: o enigmático próximo lance!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O enigmático próximo lance!

 O prenúncio de que o clima para o governo iria piorar.

Estamos  mesmo é no final de um ciclo, posto que o jogo vem se desenvolvendo com os mesmos atores, princípios e estratagemas há 12 anos, evidenciando que eles  não deram certo.

Na época estudantil participei de torneios de xadrez na condição de iniciante, pois tinha neste esporte um bom passatempo. O campeão mundial era Bobby Fischer, que manteve a hegemonia por três anos, sendo batido em 1975 por Anatoli Karpov, que foi campeão mundial por 10 anos consecutivos. Na condição de Oficial Regimental de Educação Física em S.J. Rio Preto, tive oportunidade de promover torneios internos por reconhecer o valor sócio-educativo do xadrez. 
Neste esporte, há sempre um tempo para o próximo lance, e teoricamente ele é sempre o mais importante. Nosso caso temático é descobrir quem salva a Rainha.
A propósito, ele vem ao encontro do prenúncio de que o clima para o governo iria piorar, dadas as conflitantes medidas desenvolvidas pela administração pública central e as promessas de campanha da Presidenta, simbolizando aqui a Rainha.
A partida de xadrez é desenvolvida em três etapas clássicas: abertura, desenvolvimento e  final. No caso da situação do país de momento, conforme os recentes temas que desenvolvi, reafirmo que apesar do pouco tempo da segunda posse, estamos  mesmo é no final de um ciclo, posto que o jogo vem se desenvolvendo com os mesmos atores, princípios e estratagemas há 12 anos, evidenciando que eles não deram certo.
A Rainha, comprovam as pesquisas, é gravemente rejeitada por seus súditos. E 2 entre 3 deles a querem vê-la sob a apreciação de seu impedimento legislativo, ou melhor, sob processo de Impeachment.
Se analisarmos a partida sob os aspectos do momento, vemos que lances capitais são dados em sequência. Diria que a munição pesada contra o castelo real vem mesmo é de Curitiba - ali está reunida parte daqueles que fizeram o que quiseram da Petrobras, uma constatação descomunal e asquerosa que assombra o país. Constata-se que a outra, a dos  políticos, está sendo preservada sob o manto de prerrogativas, porém ela aparecerá também, como no Mensalão. É assustador, disse ontem o Ministro do STJ, Gilmar Mendes, o que se constatará ao final do Petrolão. Ante os rastilhos de pólvora desta vulcânica munição, semeados por cada delator frente a frente com o Juiz Sérgio Moro, a capitulação da Rainha é iminente, no caso do xadrez, acumulando também a função do Rei. Ela será decretada  por aquele que de fato e de direito detém o poder como expresso no parágrafo único do Artigo 1º. da Constituição Federal - todo poder emana do povo. Está  comprovado que as pessoas querem dos políticos um revolver de valores. Elas não aceitam mais o que aí está e nem quem  está exercendo o poder. A rejeição  a todos os políticos em 2013 foi reveladora. Há que se rever por renovados agentes tudo que aí está. Este é o recado das ruas: precisamos de um novo reinado e não de um "Triunvirato de Acusados".

domingo, 9 de agosto de 2015

Nada substitui a familia!

É um momento de desalento.

A ineficiência é a marca que se destaca na administração pública. O Brasil do momento precisa de uma reinvenção. Ela existe: revolvam-se os valores.

Não adianta os arautos anarquistas espernearem porque a família é a base de tudo.  Antropólogos, sociólogos e tantos outros estudiosos reconhecem a organização familiar como a base sustentadora da sociedade. Por isso mesmo, sou um inconformado com a ação dos anarquistas e renego veementemente a atitude impertinente deles contra a organização do estrato social sob égide das tradições religiosas que renegam.
Leio,  penso e medito sobre o agnóstico que envolve aspectos diversos sobre a concepção da divindade e gostei  de encontrar em a Revolução do Amor de Luch Ferry, filósofo Frances atualíssimo sobre como - o não crente com o domínio dos princípios éticos-filosóficos consegue o equilíbrio para uma vida sem amarras a conceitos diversos fundamentalistas. Diferentemente dos anarquistas que não  me convencem. 
Padecemos em solo pátrio que já foi predominantemente cristão, deste desgaste cultural que somado a devassa política nos colocou diante de um quadro que atingiu em cheio  sociedade pela depreciação das tradições culturais, favorecendo uma reação de descrédito generalizado das instâncias formais e informais da sociedade, quer seja dos governos; das igrejas, clubes  e tantos quantos queiram agir com um mínimo de pragmatismo.
É um momento de desalento, mesmo os mais otimistas tem sentido o golpe. O meio político  desarticulou-se, sendo que as acusações recíprocas de atos desabonadores se multiplicam, até  aqueles experientíssimos estão em dificuldade ante  tanta devassidão. Os menos favorecidos são manipulados por todos em nome da manutenção no poder, este é o estratagema dos líderes, hoje.
Referências importantíssimas no campo educacional esvairam-se com a depauperação dos costumes. Anarquistas e materialistas-comunistas não louvam a nada quer seja: pátria, família, estado, nação para eles é tudo babaquice. Há quem já tenha sido preso pela terceira vez, da turma dos dominantes no pós 1985:  como terrorista, no Mensalão e agora no Petrolão. 
Na postagem de ontem com o título -  Pelos Caminhos Da Vida, enalteci: avós, tios e pais pelo ensinamento de solidariedade em família, pois órfãos, os cinco irmãos ainda criança receberam apoio das Irmãs de Caridade, deles familiares, sendo esta conduta reconfortante de pronto e sustentadora do acreditar de que o bem existe que está a sua frente, ao seu lado.
Hoje, a exploração política tomou conta de tudo, sendo os menos favorecidos e minorias sociais  exploradas pelos  senhores do poder, como moeda de troca na hora do voto que é obrigatório.
Os poderosos não estão suportando a balburdia que aprontaram com o  poder no magnífico Brasil. O bate cabeça dos lideres dos três poderes constituídos da Federação é intenso. Quem sofre é aquele de cujo  suor origina a riqueza da Nação. Enquanto a burocracia estatal se locupleta, seja pela corrupção nos bastidores do poder, seja por aquela institucionalizada através do excesso de organismos como: ministérios; instâncias judiciais; de polícias; ou das mordomias  como  aposentadorias precoces; excesso de férias, nomeações de apaniguados incompetentes. A ineficiência é a marca que se destaca na administração pública. O Brasil do momento precisa de uma reinvenção. Ela existe: revolvam-se os valores. O Mundo é pródigo em exemplos, basta coragem e boa vontade. "Algumas famílias brasileiras tradicionais, empreendedoras e bem sucedidas seriam uma boa referência para os burocratas e políticos de como fazer o certo".

sábado, 8 de agosto de 2015

Pelos caminhos da vida!

Feliz dia dos pais na paz de Cristo

Um lapso de tempo difícil, um hiato, uma lembrança. Adolescência ao léu, dificuldades mil. A fé e a esperança, resignação, uma vida a frente, coragem, aguenta aí coração!


Digo com certeza que entre a família e o esporte naveguei como timoneiro que vê além mar. Lá bem distante, onde a vista não alcança, mas que um dia quer chegar!
Menino caboclo, tentei dedilhar o violão de meu Velho, ainda moço! Ele não tinha restrições e até me ensinou duas ou três posições, mas de nada adiantou. Desta arte vi que dom não tinha. Desisti.
 E assim a vida vai passando e vamos aprendendo que há dons para todos. Da orfandade precoce,  pela ausência da mãezinha, um vazio, uma desesperança...Um lapso de tempo difícil, um hiato, uma lembrança. Adolescência ao léu, dificuldades mil. A fé e a força, resignação, uma vida a frente, coragem, aguenta aí coração!
Distante paragem, o mais difícil já ficou, é hora de se organizar, em Brasília chegou. Dos entremeios destes dez anos um pouco já falei, hoje é dia de síntese, ao 29 anos, me casei. Ao voltar da lua de mel na Escola de Educação Física: curso almejado, felizmente ingressei.
Não havia hora melhor, então Professor me formei. A família constituída, a formação complementada. Filhos, sonhos, energia, trabalho, comandos, ao esporte de forma complementar me dediquei.
Ao findar a faculdade de direito, com ela a formação acadêmica ampliei. Deveras então, à vida profissional, comunitária e familiar, integralmente me dediquei.
Não são poucas as entidades e associações frequentadas, sempre com a participação e   apoio da  minha amada. Não as declinarei, pelo restrito formato do texto, porém foi deveras importante, a vida em comunidade que em família compartilhamos.
Dedico este texto - aos meus avós e tios que me ensinaram o amor e a verdadeira solidariedade  em família. Ao meu pai: pelo seu alegre, destemido e irreverente perfil, além de incentivador de minha carreira militar. Reverencio por merecimento, a minha amada e querida, esposa Ivanir. Mulher e uma segunda mãe, em vida. 
 Aos leitores pais; às leitoras mães, a todos que acreditam na bondade e na solidariedade em família e a praticam em vida.
O amor sempre vencerá, dele provem a felicidade que é a vida, bem vivida. Que o Senhor seja louvado, para sempre louvado seja. Feliz dia dos pais na paz de Cristo

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Dificuldades dos Interlocutores do Brasil!

 Ele instituiu no Brasil o paraíso dos sindicatos. 

No caso da corrupção suas raízes atravessaram oceanos. Os contatos sub-reptícios mundo afora de ações mafiosas envolvendo administradores,  na busca de riqueza pessoal e para apoios políticos são notícias malévolas para o nosso país.

Fico imaginando como está difícil para a geração de líderes do pós 1985 falar do Brasil neste momento, alhures. Ícone do socialismo em todo mundo  o Metalúrgico  chegou ao poder, na carona de Lech  Valesa  com seu trabalhismo na Polônia. Ele instituiu no Brasil o paraíso dos sindicatos. Atrelado a esta bem recebida iniciativa no mundo, proporcionou o maior plano de enriquecimento particular aos “companheiros de luta”, inclusive dele próprio, como é noticiado. Ainda há que ser aberta e investigada por uma outra “Comissão da Verdade” como aconteceu: indenização por indenização dos militantes da esquerda no Brasil.
Do que se publicou foi uma farra. Enquanto relés mortais esperam até 10 anos para receber, meros vinténs de atrasado do INSS, alguns deles foram pagos de pronto, refiro-me a situação  aqui entre nós para falar de problemas comezinhos. 
O grave mesmo foi que  a ansia por riqueza proliferou como tiririca na relva, nada a ver com o Deputado. O bom camponês sabe como prolifera esta erva daninha. No caso da corrupção suas raízes atravessaram oceanos. Os contatos sub-reptícios mundo a fora de ações mafiosas envolvendo administradores,  na busca de riqueza pessoal e para apoios políticos são notícias malévolas  do nosso país, principalmente pelo envolvimento de membros da cúpula do partido dominante. FHC sentiu necessidade de afirmar que a Presidenta do Brasil é honesta, em recente fala na Alemanha, onde chagamos?
Em quem não dá com asco  ver tanta bandidagem que se passou por autoridade, desde Presidente da Câmara dos Deputados à Chefes da Casa Civil. Folhas negras em jornais pátrios e no mundo todo, expondo o Brasil, um pais gigantesco, onde a benevolência da natureza se vê a todo canto. Mesmo assim, está atrás em dados essenciais como educação dos nossos vizinhos como Argentina, Chile, Colombia que é isso, onde estamos!? Poetas, cantadores, escritores, administradores clamam que passaram tempos exilados. Fazem sucesso pessoal; e  hoje;  estão a todo momento como referências às novas gerações, são entrevistados, cujas falas se repetem há anos, com as mesmas catilinárias que já se tornaram cansativas, enfadonhas de um discurso que não deu certo.
Precisamos reinventar o Brasil e parece que a tecnologia está ajudando. O otimista deixa sempre uma janela aberta a bonança. Os trinta anos do descabido  conceito de que “os fins justificam os meios, mesmo que ilícitos” como a roubalheira institucionalizada que assistimos  nas hostes do poder, está a beira do fim.
Para isso é preciso aperfeiçoar também a reflexão de que  aos indiferente a lei, aos inimigos o rigor da lei e aos amigos as benesses da lei. Senhores, a vida partidária, a militância política é difícil, espinhosa, mas  nem por isso se justifica que seja bandida!
Que vergonha, tantos brasileiros presos – eminentes empresários, políticos, de tudo um pouco. Está muito triste ver o noticiário nacional, está fazendo mal físico e mental a maioria da população que vai a luta diariamente com honestidade e amor no coração, ganhar o pão de cada dia.
Basta, revejam-se as estruturas e valores. Restabeleça-se  um novo código de conduta. Sejamos um novo povo em conceitos a partir de cada uma de nós. Foi batendo panela e protestando contra tudo, 20 anos a fio  que os políticos dominantes montaram esta vergonhosa estrutura.  Se não protestarmos ficaram para sempre. Nada mudará!
Uma Nova Repúlica do Brasil   é o que espero em breve, depende de cada um de nós. Revolvam-se os valores e hábitos ultrapassados. 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Equívocos de FHC

Acorda Alice, cuide melhor de sua história.

E que o FHC tem com isso? Tem muito, porque vive a louvar falsos líderes, se não vejamos.

Quem folhear o livro Tributo a um Herói de minha autoria com atenção verá às folhas 136 e /137 a transcrição do artigo Réstia de Esperança, escrito quando da primeira prisão de José Dirceu, pois ao ser deposto o segundo homem  no poder da República era  de se esperar que a corrupção denunciada do Mensalão serveria de exemplo.
Mas ontem ao dar bis em sua prisão  e  tudo o que já se viu nos recentes escândalos de nada adiantou aquela  primeira. É uma situação endêmica a corrupção no país, se assemelha às pestes que devastam povos  e ainda se repetem.
E que o FHC tem com isso? Tem muito, porque vive a louvar falsos líderes, se não vejamos. O que de mais  negativo houve no período dos militares não foi o combate ao terrorismo porque esta era a missão precípua deles no resguardo do regime democrático e do outro lado estavam agitadores, terroristas que provocaram mais de uma centenas de mortes.
Entretanto, perdurou por todo tempo na área econômica uma atroz e galopante inflação que nos fazia invejar paises que não a tinha. Ela despersonalizava o cidadão que não sabia o preço de nada e pior se poderia  honrar seus compromissos financeiro ao final do mês.
Eis que surge FHC e em dois anos põe a inflação para correr e cai nas graças do povo por livrá-lo daquela tormenta. Em consequência se elege facilmente e faz um bom governo.
Entretanto, lá pelas tantas, não resistiu aos encantos do poder e quis mais quatro anos, aí está, vejo a retração de tudo que ia muito bem. Um Impeachment; inflação debelada e o Brasil entrando nos eixos. Equilíbrio nas decisões sem radicalismo e nem a busca do poder a qualquer preço.
Leitores, quem esmiuçar a biografia de FHC verá a confissão de que um dos dias mais difíceis de sua vida foi quando comunicou a Mário Covas que proporia a reeleição, pois  ele era contra e natural candidato a Presidente, a sucedê-lo.
Os meandros da política passam longe do homem comum, porém quando situações são confessas fica mais fácil a dedução. O que se falou no período de cassa aos votos para a reeleição não foram boas coisas, provado nada restou, entretanto seu sucessor natural e imbatível depois de debelada a inflação não resistiu a uma doença maligna, deixando um vácuo na liderança do  partido dominante por onde o Metalúrgico penetrou e lá se foram três derrotas seguidas.
O Senhor FHC é réu confesso do que escrevi em  03/4/2014 em Síndrome do Impeachment II, neste blog, quando diz que foi contra ao impedimento legislativo de Lula, em 2005. Agora presta o desserviço e estar  alhures a elogiar, a liderança petista envolta no maior escândalo de corrupção do mundo a qual é reprovada por 90% da população. Teve o desplante de dizer que o ex-Presidente é um ícone brasileiro que deve ser preservado. Vejam a que ponto chegou quem tanto respeito angariou um dia!
 É só o que faltava ouvir estes descalabros enquanto o mundo está abismado com a dimensão que tomou a corrupção no Brasil.
Acorda Alice, cuide melhor de sua história!