Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

LIDERANÇA PELO EXEMPLO

Ministro dos países baixos indo trabalhar de bicicleta.
A racionalidade passa longe  da administração que persiste há 12, com projeção para 16 anos. Os exemplos  são os piores possíveis, o noticiário diz tudo.
Artigo de minha autoria publicado hoje no Diário da Região de Catanduva

Há vasta matéria sobre os tipos de liderança de forma a caracterizar o líder  que  não caberia neste espaço e não é este o nosso propósito. Entretanto,   duas das formas mais populares da condução de uma empreitada, estão maciçamente identificadas pela postura autocrática e democrática.
Na primeira as decisões são mais impositivas e centralizadas, enquanto na segunda  participativas, a partir de discussões dos objetivos a alcançar. Elas se prestam tanto à administração civil quanto a militar, havendo aqui ligeiro equívoco em relação à segunda que pela estética é confundida como centralizadora. 
Afirmo com convicção que não. Os trabalhos de estado maior na militar envolvem pesquisa sobre a realidade a ser encontrada na execução da missão, a partir da avaliação das circunstâncias que envolvam aspectos quanto ao pessoal, material e  às informações pertinentes sobre os antagonismos vindos dos oponentes.
A chamada para o tema da liderança supera os aspetos da formalidade ou informalidade, para cingir-se a força do exemplo. No início de minha carreira como soldado,  um dos ensinamentos chamou minha atenção ao saber que no Japão, o policial era capaz de cumprir sua árdua missão de combate a criminalidade e entregar flores. Essa lição procurava nos sensibilizar para a abrangência da atividade a ser desenvolvida.
Muito comentado à época o elogio da Rainha da Inglaterra ao guarda que a multou. Recentemente, houve renúncia no Japão de ministra por  comprovação de  ilegalidade na propaganda eleitoral; ministro dos países baixos indo trabalhar de bicicleta. O exemplo não é tudo, mas é fortíssimo em termos de liderança, se torna num paradigma. Em total descompasso a isso está  a sociedade brasileira, instalada num território continental cujas riquezas naturais existem em abundância. Na  América Latina e Caribe, patinamos no índice de desenvolvimento humano (IDH), por aqui  estamos na 17ª; e, no mundo entre 100, ocupamos a  75ª, posição.
Vivemos na segurança pública uma guerra com 102.000 mortes em 2013. Ao considerar ações violentas do crime e do trânsito verifica-se que  morre muitos jovens masculinos, negros, brancos, rico, pobre, em proporção  maior pobres e negros, mas não escapa ninguém.
A proporção de morte masculina em relação à feminina é assustadora. No Amapá a estatística acusa o percentual de 24,4 homens para 6,1 mulheres, média que prevalece para o nordeste. No país todo, ela é de 14,5 para 3,7. Veja o disparate que passa despercebido da propaganda oficial: morreram   14.790 homens e 3.774 mulheres, em 2013.  A racionalidade passa longe  da administração que persiste há 12, com projeção para 16 anos. Os exemplos  são os piores possíveis, o noticiário diz tudo. É o que sempre afirmo: democracia rima, mas é o oposto de dinastia. Reforma política já!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

SÃO PAULO E A EDUCAÇÃO

Tudo contribuiu para o declínio constatado no aprendizado escolar.


Recentemente, na rede estadual paulista, foram  criados os ciclos para minimizar a questão do aluno concluir o ensino médio sem saber ler, escrever e interpretar texto e outras tarefas elementares.


Tanto os municípios, quanto o estado entraram de cabeça no método da progressão continuada em São Paulo. Ela decorreu das Diretrizes de Bases, implantadas em 1996, entretanto demonstrou ao longo destes anos um equívoco para muitos. Diria que dada a falta de investimento na educação com os professores recebendo salários irrisórios que somente no último quadriênio teve leve melhora e o recrudescimento da violência pelo aumento do uso de drogas na população juvenil, criou-se um ambiente propício ao abandono do ensino por completo pelos discentes.
O que se viu nesta geração da virada do século, até os nossos dias em termos de aprendizado  escolarnas periferias é lamentável. O abandono dos pais, neste caso pelas necessidades materiais e mesmo por falta de condições dada a  precária formação escolar, deles também,  é um horror. Ao retirar abruptamente a condição da avaliação periódica, o professor se viu desarmado, recebeu um choque  para o qual não fora preparado. De inopino  ficou sem um instrumento importante na avaliação e controle  dos alunos. A  Prefeitura de São Paulo, noticiou o jornal de ontem está com dificuldade de aplicar as notas como avaliação do aprendizado, mesmo nos ciclos. São os conflitos de interpretação de métodos. O Rio de Janeiro aboliu de vez a progressão continuada.
Tudo contribuiu para o declínio constatado no aprendizado escolar. Ao entregar material sobre campanha educativa da qual participava, no inicío da década passada,  vi as portas se fecharem com os alunos em área restrita do pátio. Pedi para abrir a grade e fui conversar com pessoa que conhecia entre os alunos. Ao falar com a Diretora sobre o meu sobressalto, ela esclareceu – olha Senhor se eu deixar uma destas portas abertas, a escola vira um inferno no segundo período.
Fui a outras escolas, todas com grades. Sinal da degradação da sociedade que tantos dizem democrática. Só o rótulo de  democrática e alguma riqueza, no mais vamos de mal a pior.
Recentemente, na rede estadual paulista, foram  criados os ciclos para minimizar a questão do aluno concluir o ensino médio sem saber ler, escrever e interpretar texto e outras tarefas elementqares.
A  Prefeitura de São Paulo, noticiou o jornal de ontem está com dificuldade de aplicar as notas como avaliação do aprendizado, mesmo nos ciclos. São os conflitos de interpretação de métodos. O Rio de Janeiro aboliu de vez a progressão continuada.
Certo mesmo, é  que a escola em tempo integral desponta como uma solução, que  aliada a valorização dos professores e adequação de currículos prometem tempos melhores. Criança nas creches desde tenra idade e ensino sem viés ideológico que deturpe os conceitos de vida, prejudicando a formação integral com plena liberdade que todos merecem. Uma esperança para o futuro!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O ESPORTE E O SOCIAL

A mera atividade profissional jamais exauriu minhas energias.

Específico ao futebol, seu perde e ganha, ilustra a vida e todo esporte é assim. Eles a retratam, principalmente no ânimo e frustração da vitória e derrota, respectivamente.


Nesta abordagem a pretensão é dar ênfase a função educativa e lúdica do esporte, em contrário ao que assistimos na vida diária - o que passa no social e político. Sou agradecido a Deus por frequentar o curso de Educação Física. Ele proporcionou-me exaurir os  anseios da expansão de minha vida além do quadrilátero dos quartéis que servi. Foram grupos e mais grupos desde o Palestra em S.J. Rio Preto, até hoje conto: Oficiais-AOPM; ADPM/Rio Preto; CRH; C-50, CTC, Velha Guarda; Rotary e ADPM/Catanduva.
A mera atividade profissional jamais exauriu minhas energias e foi na atividade complementar esportiva e de lazer que pude sentir-me partícipe, como indivíduo do congraçamento comunitário ao exercitar o dons a mim consagrados em sua plenitude. Tudo que foi oficial decorre da dedicação ao  dever da profissão, o mais não, sempre foi doação mesmo.
Específico ao futebol, seu perde e ganha, ilustra a vida e todo esporte é assim. Eles a retratam, principalmente no  ânimo e frustração da vitória e da derrota, respectivamente.
No Campeonato Brasileiro que se findou a mostra de que quem planeja melhor; quem está com menos área de atrito e equipe equilibrada vence, se não é o primeiro, está entre eles. E mais, o final da disputa, em que pese todas as restrições ao futebol, como objeto de alheamento individual, deu mostra pela atitude de Curitiba, Santos e Atlético Paranaense que o acochambrar sem igual da política ainda não o atingiu. Nele, como na maioria dos esportes a vitória decorre  muito do:  treino,  organização,  dedicação e aptidão mesmo.
Diferentemente da política que se faz pelo dinheiro que roda solto comprando consciências. As arenas por aí, estão sem grades, nem muros e o torcedor não as invadiu. É hora do extrato social refletir para eliminar os nichos de  mordomias e diminuir a corrupção; importar um mínimo do racionalismo de países consagrados: como EUA; Japão; Alemanha; Reino Unido e outros. Chega dessa vergonha do toma lá da cá. De milhões apinhados pelos cantos dos palácios a mamar nas tetas, onde corre o sangue e o suor do trabalhador explorado.
Os casos Mensalão e Petrobrás e qualquer outro que envolva político que são tantos, todos abomináveis. Melhor seria que ao currículo político fosse exigida iniciação no esporte e na carreira suas regras. A vitória pela vitória, com meios não fraudulentos, com corrupção também não valeria. Vergonhoso este conluio dos empresários com políticos. Até quando vamos suportar isso?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

AVANÇO X RETROCESSO

Ligou para o setor responsável.

Ora, quando se faz necessário a presença de intercessor, a espontaneidade desaparece e  esvai a prioridade prevista no Código Nacional de Trânsito.

Pessoa de meu relacionamento deixou um bolsa com vestimentas num taxi. Ligou para o setor responsável , sendo informado que havia grande incidência de devolução. No dia seguinte me identifiquei ao atendente ao telefone, dizendo estar dando um apoio pelas atividades do interessado que não poderia ligar, sendo bem atendido. Disse que haviam identificado o taxista e estavam tomando as providências.  No dia seguinte o departamento ligou para o reclamante e passou o telefone do taxista. Este por sua vez  apenas indagou do local de entrega, uma empresa. Foi paga uma nova corrida e o assunto encerrado. Houve de nossa parte satisfação no atendimento, contando um ponto para o Rio de Janeiro, cidade de intenso turismo, local e internacional.
Enquanto isso observei neste final de semana  que o Agente de Trânsito do DEMUTRAN  de Alphaville fazia a travessia de pedestres na faixa, uma novidade, pois o local é conhecido pelo respeito a faixa de trânsito, ante  aproximação do pedestre. Ora, quando se faz necessário a presença de intercessor a espontaneidade desaparece e se esvai a prioridade prevista no Código Nacional de Trânsito.
Alpfaville ainda está na frente de muitos municípios, pelo menos lá o responsável pelo departamento municipal de trânsito sabe que uma das funções dos AFT é apoiar, intervir, auxiliar condutores e pedestres nos intermináveis conflitos do trânsito. Mesmo assim, inquestionável o retrocesso na conduta adotada quando comparada a pronta priorização sem o a presença do servidor público. O Brasil em termos de hábitos e costumes parece andar de ré. Aqui deu empate, menos mal. Segue a nau, as futuras gerações verão em que porto vai dar. A elas o estímulo de auxiliar no leme da política, esta  é a nau mais sem rumo de todas, e pior: a deriva  no mar  lama da corrupção.

domingo, 7 de dezembro de 2014

INSPIRAÇÃO DA SINFONIA


Cantinho seu

Nestes versos dominicais um culto ao dia da reflexão e buscas maiores no reconforto do  interior de nós mesmos na paz do Senhor!  Bom dia, bom domingo!



Falo a mim, a você,  a todos,
Escrevo também, deixe a paixão,
Quem é ela  e para que serve,
Dói, dói mente e coração.

Pássaros cantam bem perto, quase em mim,
Cantam para todos como é bom assim.
Os pedestres passam e  seu gorjear animador ,
O canto da busca, acalenta como o perfume da flor.

Vamos todos comemorar com a natureza,
A sinfonia em acordes  inspiradores.
Como está você e seus  entes queridos?
Como eles são especiais, suas ramas, suas flores.

O piar  curto ou  longo,  não demora,
O Canto nos galhos e copa das arvores,  arredores.
Gorjeia  pra cá, saltita pra  lá, baixo ou alto,
É a busca apaixonada de seus amores.

De manhã  e  ao entardecer, todos eles,
Com inebriante alegria, nos contemplam.
Aurora e por do sol enigmático momento,
Inspira os humanos a refletirem em quem amam.

Um recanto do qual não me aparto,
Tempo que vai, aqui estou na toada,
Variando o passo, outros argumentos,
Valores , amores,  viver sempre , a amada.

Um dia distante, sob o som dos acordes, 
Os silvos que ouço, fazem lembrar com emoção,
Sempre por perto,   o ambiente  a animar,
Naquele salão com o valsear, foi um coração.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

OPERAÇÃO INTEGRADA



Necessitamos de medidas estruturantes e não de arroubos isolados.

Há que se reduzir ao máximo o sistema cartorário para uma pronta condenação, como se dá em vários países do mundo, a começar pelos Estados Unidos.

Acabo de ouvir notícia do resultado preliminar de operação integrada nos estados onde tem os equipamentos utilizados na Copa. São muitas prisões, armas apreendidas que deixaram o Ministro da Justiça empolgado. Segunda feira sairá o relatório completo, noticiou a agência nacional responsável pela Hora do Brasil. Amanhã os jornais noticiarão com certeza.
É assim, com a corda no pescoço pelos estragos do maior escândalo de corrupção da história brasileira; o povo indo pra rua, não dá para dormir em berço esplêndido, “então vamos a luta”. A integração das forças de segurança no Brasil tem que ir mais longe; envolver outros seguimentos; mudar as estruturas urgentíssimo e o procedimento dos políticos que dão mau exemplo constantemente pela deslavada prática da corrupção.
A estrutura da federação envolve 26 unidades administrativas, um continente.  Necessitamos de medidas estruturantes e não de arroubos isolados. As anunciadas de ação integrada, devem se estender às   mudanças no modo operacional entre as polícias; guardas municipais, agentes de trânsito, sistema prisional e da ação  do judiciário. Há que se reduzir ao máximo o sistema cartorário para uma pronta condenação, como se dá em vários países do mundo a começar pelos Estados Unidos. Há que manter toda uma  estrutura de plantão permanente. Praticou crime de menor potencial ofensivo que seja  apenado com todas consequências do ato delituoso de imediato. Isto do Oiapoque ao Chuí, sair do plantão condenado para o cárcere, assim também deverá acontecer com as mais diversas penas e medidas já abordadas em "Penas Alternativas".
Antes  pouco do que nada,  no caso da operação de hoje. Entretanto mais eficiente será agilizar procedimentos em todos segmentos da administração, principalmente no judiciário e estendê-los por todo o país. Servir sem se envolver em corrupção e tampouco privilégios quer sejam remuneratórios ou mordomias descabidas dos agentes públicos. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

TRÂNSITO SEM MORTE

Soubemos da situação da criminalidade naquelas cidades.

Estudo comprovou que esta pequena diminuição é suficiente para reduzir os atropelamentos pela metade, acidente que afeta principalmente crianças e idosos. A meta, mais uma vez é  zerar as  mortes no trânsito em 10 anos.


A cidade de New Yok que há 25 anos deu início a um projeto ousado no combate a criminalidade com a denominação de “Tolerância Zero” que  combinou agravamento de penas  com aplicações  instantâneas delas  e  ação social, resultando a  iniciativa no saneamento do problema como acontecia, o que se dá em várias cidade do Brasil, havendo na época áreas com restrição a locomoção por estar  tomada por drogados.
Nesta época estive em Los Angeles e São Francisco para conhecer os métodos dos trabalhos da polícia naquelas cidades. A implantação do projeto de prevenção ás drogas em no Estado de São Paulo teve importante participação de Major  integrante do grupo da viagem pelos conhecimentos adquiridos.
Soubemos da situação da criminalidade naquelas cidades. Em São Francisco fomos surpreendidos com aviso  na parede do estacionamento dos cuidados que deveríamos tomar com os pertences, assim como recomendação para não sair sozinho a noite e em algumas  esquinas para não passar mesmo. O crime  está em todo mundo, porém New York se tornou exemplo quanto a redução dele por este programa.
Recentemente, a imprensa noticiou a redução da velocidade naquela urbe de 29 para 25 milhas ou seja de 48 Km para 40. Estudo comprovou que esta pequena diminuição é suficiente para reduzir os atropelamentos pela metade, acidente que afeta principalmente crianças e idosos. A meta, mais uma vez é  zerar as  mortes no trânsito em 10 anos.
O índice nos EUA em recente estatísticas  é de 11,4 contra 22 mortes por  100 mil habitantes no Brasil, enquanto na União Europeia é de 7,8. Para satisfazer a curiosidade do leitor,  o país que mais mata  é China, seguido de India e Nigéria, sendo o nosso  o 4º. Enquanto o  Japão é o que menos mortes registra com 4.373 em 2013  para uma frota de 70 milhões de veículos. Lá também declararam morte zero em 1970, sendo o número naquele ano de 17 mil.
 A   legislação vigente por aqui, vem sendo reformada para melhor, periodicamente. Ainda agora, as multas foram agravadas. Autoridades judiciais tem aplicado com maior  incidência a tese do dolo  presumido nos acidentes fatais; a fiança proporcional à posse do infrator; restrições ao direito de dirigir como suspensão e cassação da CNH; a fiscalização da lei seca; a posse dos dados dos infratores eletronicamente em tempo real pelas autoridades. São possibilidades até pouco tempo inexistentes que permitem medidas coercitivas significativas,  que certamente reduzirão os acidentes. A melhor prevenção é a eficiência na repressâo.
Mesmo com o número elevadíssimo de 46.000 mil mortes em 2013, houve uma redução de 10% em relação a 2012, sendo que especialistas  relacionam o resultado à fiscalização da lei seca e também, uma mínima conscientização sobre a gravidade da equação: álcool x direção!
Resta-nos de mais objetivo melhorar a educação do condutor  e pedestres pela conscientização de que no trânsito não há só as mortes; o triplo das vítimas ficam mutiladas,  boa parte por toda vida. Famílias inteiras doentes pela desolação da perda de entes queridos. Há solução, só depende de nós.  Reaja Brasil!