Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Torpedos do Cárcere

A carga de torpedos disparada deixou empresários e políticos... 

Enquanto isso, vários expoentes do empresariado do “Clube do Milhão” tiveram seus pedidos de relaxamento de prisão negados.


Os torpedos em 2005, vieram via Correios pelo deputado Roberto Jeferson,  portanto do interior do próprio parlamento e só não fizeram mais estragos porque o mandatário máximo da república foi poupado. Ver a maioria dos atingidos por eles sem mandatos, cargos e atrás das grades, uma vitória da democracia, mesmo que parcial porque os fatos se repetem com os políticos do mesmo partido no poder central, atualmente por absurdo que pareça.
Fruto do ardil do legislador, a delação premiada foi inserida na legislação criminal de forma a  provocar que corruptos e corruptores se digladiem   pela diminuição da pena a lhes ser imposta, já foi assim no mensalão, desde que haja sucesso na apuração dos fatos com a máxima identificação dos autores dos delitos e  a recuperação possível do prejuízo ao erário público.
Em razão desta fórmula começou do interior de um presídio em Curitiba a saga do Diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa,  pivô  da corrupção  por enquanto. A carga de torpedos disparada deixou empresários e políticos em todos os níveis estonteados: governadores, senadores e deputados, inclusive líder de partido. Com isso ele foi libertado antes das festas de fim de ano, mesmo que  sob condições restritivas de locomoção.
Também o doleiro solidário e comparsa de quase tudo  Alberto Yussef,  responsável pela lavagem de milhões reais aderiu a delação premiada. Enquanto isso, vários expoentes do empresariado do “Clube do Milhão” tiveram seus pedidos de relaxamento de prisão negados.
No dia seguinte ao natal Ricardo Pessoa, indignado, relata e dispõe à imprensa, documento manuscrito de seis folhas, onde abre várias frentes - reclama do tratamento da justiça que não relaxou as prisões;  de companheiros que se transformaram em delatores e traidores; expõe que os fatos  denunciados até agora são somente a ponta de gigantesco iceberg e nomina outros casos recentes de escândalos; insinua também sobre o  uso da propina em caixa ilegal da campanha política,  e segue...denunciando.
A posse dos senadores e deputados federais está se aproximando; o fim do recesso do judiciário idem Os torpedos continuarão e se multiplicarão nas mãos de cada um dos  representantes do povo, espera-se.  Quem titubear, poderá  ir a nocaute, como aconteceu no mensalão.
Escândalo de tal porte, considerando o maior de todos os tempos, envolvendo uma estatal brasileira, não pode passar em branco com relação aos políticos envolvidos, atinja as denúncias a quaisquer instâncias do poder.  Os congressistas  tem os instrumentos legais nas mãos para as medidas mais extremas necessárias. Os brasileiros esperam atitudes sem compadrios, sem falsear, no limite do necessário para que um Brasil de alma limpa ressurja deste mar de lama.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Solidariedade

Cantinho seu.

Este é o nosso pensamento, esta é a nossa fé.

Inimaginável que o terceiro milênio viesse com esta carga de ações que se repete cada vez mais amiúde, de um lado a outro do planeta, a ponto de autoridades mundiais dizerem que ninguém está a salvo destes atos do terrorismo.
Esta é uma seara para profundas interpretações de estrategistas e estudiosos do comportamento humano sob o ponto de vista das suas tradições,  crenças e influências, assim como o xadrez do domínio entre  regiões e povos. Certo é que os fatos acontecem a chocar o mundo.
Seguindo nosso propósito dominical, dia do Senhor roguemos para que tais atos diminuam ano após ano para uma humanidade futura sem guerras e  ações sanguinárias  isoladas.
Este é o nosso pensamento, esta é a nossa fé. O amor como receita a uma viver na sabedoria plena do humano, inspirado numa divindade que nos quer puros, sábios, solidários e distantes de qualquer maldade. Viva a vida, viva o amor! Bom domingo a todos nós, na paz do Senhor.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Destempero do Coronel

Discordo veementemente, pois há mais de 30 anos estamos engolindo sapo.

Com veio ideológico revolucionário destilaram ali todo ranço que tinham dos militares. De turista em turista, os bandidos tomaram conta do estado. Não é só em São Paulo, pelo Brasil tem unidades federativas, muito piores.

Em  27/12/14-Opinião, o editorialista do Estadão refutou , a argumentação do Coronel  PM Meira ex-Comandante da milícia paulista, em entrevista nele publicada às (pg A24-Metropole ed. 24/12/14), insinuando que pelo nível da autoridade exercida não deveria, num momento de despedida, expor problemas intestinos, absorvendo para si, alguns percalços e descontentamentos próprios do  ofício.
Discordo veementemente, pois há mais de 30 anos estamos engolindo sapo, nos sujeitando a secretários de segurança incompetentes, muitos com viés ideológico antagônico ao bom exercício do cargo. O estado de coisa que vivemos quanto ao aspecto criminal é fruto de descompasso das administrações estadual e federal nos assuntos da contenção de atos criminosos, como um todo.
Especialmente em São Paulo e ao que disse o Comandante, e  o fez muito bem, pois  a sociedade tem o direito de saber os conflitos de concepções político-administrativa por que passamos, muitas vezes fonte da ineficiência dos organismos estatais como um todo.
Destacou ele e concordo que  entre os entraves identificados   o maior com certeza é  a dicotomia das polícias.  Ele foi enfático ao afirmar que este sistema é arcaico e ultrapassado; referiu-se a ineficiência na investigação de crimes,  2%; de esclarecimento dos homícidios acrescento; o tratamento especial dado  recentemente a Polícia Civil com a quebra da paridade de salários; a discrepância de orçamento entre as corporações. Também, referiu-se ao fato de somente 20 dos 164 presídios do estado terem instalado os bloqueadores  de celulares.
Entendi e aprovei a entrevista de despedida e digo que atento ao que sempre passou na Secretaria da Segurança Pública,  por vezes afirmei e reafirmo que    nestes 40 anos, desde minha declaração a Aspirante muitos secretários fizeram do cargo um mero “turismo”.
Espero que as bancadas federal e  estadual eleitas neste pleito pelos militares, sejam contundentes quanto ao interesse da população no exercício do cargo, promovendo as mudanças necessárias para que o governo brasileiro dê eficiência aos organismos da  polícia e  justiça e não faça da sagrada representação popular uma conduta parcial, a propor meras vantagens de classe.
A sociedade está órfã quanto ao amparo que lhe deve o administrador público na contenção da criminalidade. Basta ver os números: 106.000 mortes ano, pelo crime e pelo trânsito. Um verdadeiro desgoverno.
Três anos a frente da maior corporação policial do Brasil é um fardo carregado com muito ardor e tenho certeza que no caso do Coronel Meira com amor, também. Tivessem todos denunciado os sapos  engolidos  Brasil afora, bem possível que muita coisa  teria mudado para melhor. Parabéns Coronel Meira que não descanse em seu intento. Lutar sempre uma boa receita para mudar usos e costumes inadequados da sociedade!
Muda Brasil queira os governantes ou não. Todo poder emana do povo! O que aí está na segurança pública não serve às futuras gerações.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

REFLEXOS DA POSSE

No plano federal nada disso se vislumbrou:

A cena do  casal que resistiu aos bandidos armados, um verdadeiro suicídio que demonstra o estado de pavor vivido pela população.

Em vários estados governadores emitiram sinais de que farão cortes nas despesas. Em Goiás foi anunciada corte de secretarias, no Rio Grande do Sul a suspensão dos pagamentos de dívidas estaduais por 6 meses. Houve quem anunciasse o corte de servidores comissionados na ordem de 2 mil, demonstrando vários o ânimo em economizar, face ao arrocho que virá certamente pelas circunstâncias fáticas que se apresentam.
No plano federal nada disso se vislumbrou: o número de ministérios e secretarias tão contestados na campanha não foi alterado. A equipe econômica anunciou algumas restrições,   promovidas em relação a benefícios legais dos trabalhadores e menos favorecidos, no caso das pensões, onde prometera não mexer.
Em relação a cortar na carne quanto a redução de cargos públicos nada foi dito e tampouco em vantagens descabidas dos apaniguados do poder.
A foto da posse da equipe mais parece uma tropa formada de tantos figurantes. Ora se o executivo federal não tomar a iniciativa de cortar excessos nas mordomias, quem  fará isso? Os beneficiados é que não farão, enquanto é sabido que sobram vantagens espúrias e excessos em todo e qualquer canto.
Não sabemos o que seria feito se a oposição vencesse as eleições, mas quanto a situação não se pode esperar nada, a não ser arrocho em relação aos menos favorecidos que já começou. As reformas que vão às favas, está confortável assim. 
Há quem contribua com 38,5% na folha de pagamento. São 27,5% do imposto de renda e 11%, de contribuição previdenciária,  lei federal no. 1013/2007. Querem nosso dinheiro a qualquer custo. Enquanto isso, assistimos bandidos armados, assaltando pessoas como vimos na Rodovia dos Imigrantes; presos desfilando armados em presídio. Um abandono; uma incompetência generalizada das autoridades constituídas. As pessoas pagam pedágios absurdamente caros em São Paulo para serem assaltadas nas estradas; fato previsível, pois todo feriado é a mesma coisa.
Quais serão as novidades ou viveremos este estado de coisa, eternamente. Feriados prolongados; mais dias de descanso do que  de trabalhado ao servidor. Uma ausência de autoridade total. A cena do  casal que resistiu aos bandidos armados, um verdadeiro suicídio que demonstra o estado de pavor vivido pela população.
Quando começarão trabalhar os eleitos nos parlamentos e de outros seguimentos, também? O carnaval é em fevereiro e acontece que as pessoas chegam nos ambientes e recebem uma resposta bem direta: eles ainda estão em Salvador – pessoal!
Reflexos da posse, nenhum leitores e eleitores. Só há uma solução: a prática da democracia direta pela presença nas ruas de forma ordeira, como em 2013. Aí sim as, reformas acontecerão, caso contrártio esqueça.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

ÚLTIMA FORMA

 A utilização de termo militar como título é proposital

É evidente que a banalização do “última forma” é negativa à credibilidade de uma equipe,  a se contradizer a toda hora. Esta  é uma fórmula a ser evitada, no  início do trabalho então, horrível.

A nota oficial do Ministro do Planejamento Nelson Barbosa, recuando quanto ao  anunciado no dia anterior, soou mais como um desdito que partiu de uma irada ordem da mandatária maior da nação, sem necessidade da forma como feita.
Nas áreas do conhecimento é bem assim,  o indivíduo estuda o geral na formação básica, depois se especializa e quando se forma, existe a preconcepção de que domina não só os conceitos, mas também a terminologia da área.
A utilização de termo militar como título é proposital, pois ele é  utilizado para desfazer  ordens simples e de pronto: última forma. É assim que vi a trapalhada no planalto central com esta questão do desdito sobre a mudança da regra do salário mínimo, em 2016.
É evidente que a banalização do “última forma” é negativa à credibilidade de uma equipe,  a se contradizer a toda hora. Esta  é uma fórmula a ser evitada, no  início do trabalho então, horrível.
O contraponto que faço é de que não haveria necessidade da pronta contraordem, pois as consequências da anunciada alteração das regras do salário mínimo  seria discutida durante o ano, com adoção ao seu final. Qual a necessidade de pronto comunicado: foi insegurança ou autoritarismo mesmo.
Democratas todos se dizem ser, mas a essência do regime é para poucos. A atitude denota ânimo de demarcar terreno: aqui quem manda sou eu. Pobres ministros. Assim, segue a carruagem e por estas e outras que patinamos e  nossos índices de desenvolvimento humano são tão pífios.  Última forma,  é expressão própria e útil no quartel em situações corriqueiras. O anunciado pelo Ministro Barbosa não carecia de pronto comunicado negando a medida a ser efetivada somente no final de 2015! Foi extemporâneo o “última forma” , havia prazo de sobra para reparo posterior, foi desmoralizador. Medidas quanto a redução de ministérios e secretarias nenhuma, segue a carruagem com comitiva completa!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Expor Sentimentos

Cantinho seu!

Fiel aos propósitos deste blog, refelxões dominicais amenas, interagindo contigo em textos inéditos, hoje esta poesia despretensiosa, um deleite ameno. Bom domingo na paz do Senhor a todos nós.

Texto inédito escrito por mim em 02/03/2014


Quem me dera!
Escrever poesia diária,
Expor sentimentos,
Que minha alma invade,
Sem dissimulação, verdade.

O dia é longo,
Emoções se vão,
Turbulências a vista.
Volte e meia, um tufão.

Também há  vulcão e maremoto,
Em ebulição  acolá, ondas que vem,
Pátria amada benfazeja,
Que nenhum deles  tem.


Somos, do pós  escravidão,
Tempos serenos vivemos,
Até importarmos insanos,
Muita sofreguidão, veneno.


Que bom escrever,
Dar vida a alma.                                 
Permear nossas  vidas,
A sombreá-las,  a calma.

Seria tão bom,
Viver, viver assim,
A calma que vem,
A você também!

Vou estender um pouco,
Verso, prosa e  inspiração,
Bate  forte, quase  explode,
Com os excessos,  coração.

A vida a pensar,
Ou a namorar,
Também a divagar,
Mais comum, a trabalhar.

Vamos em frente,
De alma, corpo e mente,
Vamos ao horizonte, avante,
Na inspiração do  infante!


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Caminhando

A caminho da área verde, pensamentos.


A vida é longa, autos e baixos  sempre existirão, porém é o com nosso interior que mais interagimos e temos que gostar dele; a partir daí sim, expandi-lo a quantos possamos.



Bom dia leitores! Que sejamos iluminados na prática do bem de forma  que sempre possamos fazer  um mínimo além do que nos é de obrigação, no sentido de contribuir com o próximo, mesmo que seja somente um sorriso.
A caminho da área verde, pensamentos. Nela encontrei alguns conhecidos de longa data, as comunidades menores nos dão esta chance. Também,  vi na calçada pessoas conversando em família. Tranquilidade e paz parecia fluir  destes serenos colóquios em momento de reflexão de fim  ano,  a quem passava despretensiosamente, somente para uma descontração física. No local uns dez aparelhos destes simples, ali colocados há mais de cinco anos todos funcionando, a complementar o ânimo.
Como sempre os pássaros a cantar. Fim de tarde começo da noite, horário enigmático como o alvorecer, eles começam a dar sua graça novamente. Bom de ouvir o seu piar. Os primeiros raios nos aquecem, lá vem eles e o seu cantar. É o renovar eterno que inspira o caboclo na sua simplicidade que ainda existe para muitos e que  lhes basta.
Catanduva foi presenteada nos últimos anos, com inúmeras iniciativas que a transformaram, sendo as áreas de lazer  uma delas. Com mínimo investimento, cantos da cidade foram sendo preparados de forma a dispor de pistas, pequenas  e simples academias possibilitaram aos moradores  espaços apropriados ao lazer e mínimo preparo físico.
Já tive a oportunidade de contar mais de cem pessoas, em fim de tarde, onde ontem usei. Vida comunitária saudável é o bastante ao simples viver. Outros encantos e extravagâncias  do momento, demos uma espiadinha. Na família o reconforto das presenças íntimas. As visitas preliminares possíveis a quem amamos e todas as formas de interação que a modernidade nos dispõe. O que mais queremos?
Um final de ano como tantos, junto aos próximos no  lar. Fico, dentre tudo que registrei em 2014, com a esperança que sempre me embalou  de que vale a pena acreditar no bem. A felicidade existe e  não está nas futilidades de momento. A vida é longa, autos e baixos  sempre existirão, porém é o com nosso interior que mais interagimos e temos que gostar dele; a partir daí sim, expandi-lo a quantos possamos. O restante são perfunctórios para filósofos e sociólogos defenderem tese.
Catanduva avançou materialmente, nestes 28 anos em que nela  vivemos, felizmente para todos nós seus cidadãos natos ou por adoção. Que todas as comunas tenham a mesma sorte e que nos unamos para expurgar da vida pública quem não mereça a representação democrática com a mais fiel postura republicana.  Feliz 2015 a todos nós! Salve o porvir!