Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

sábado, 17 de outubro de 2015

Domingo na Paulista!

Linda e enigmática sempre.

Afirmo que o trânsito no Brasil é uma matéria tão abandonada que se estão gerando polêmica, está melhor do que nada.

O que falar? Sou de uma época das rodovias de terra, de deslocar-me com a família 30km de carroça para visitar parentes e ainda parar  a  catar marolo;  gabiroba, marmelo e bacopari. Uma vida que em pouquíssimas regiões ainda existe.
Residi em São Paulo de 1969 a 1978, depois disso sempre voltei em visitas a familiares, missões profissionais  e nos últimos 15 anos, fui muito a trabalho advocatício quando me desloquei em transporte público, indo de 8 a 10 repartições públicas por dia de ônibus, van e metro. Acompanho a vida do paulistano, meus dois filhos residem na  região metropolitana. Na Paulista tenho processos e volta e meia estou por lá. Linda e enigmática sempre.
Quanto às polêmicas sobre o trânsito na Paulicéia, concluo sempre, nas que me envolvo - seja com familiares,  amigos, taxistas, enfim todos: afirmo que o trânsito no Brasil é uma matéria tão abandonada que se estão gerando polêmica, está melhor do que nada.
No país  são mais de 50 mil mortes ano e outros tantos inválidos por graves sequelas . Sou a favor de  ciclofaixa; faixa exclusiva para ônibus; extensão de calçadas para pedestre e fechamento de logradouro público para lazer aos domingos e feriados.
Vibrei com o calçadão nos anos 70. Vejo que o administrador público tem que inovar mesmo e buscar influenciar o bom hábito do lazer nas imediações da residência. Lazer em família de forma econômica para o bolso que vai de encontro da visão de sustentabilidade.
Sempre passei no contrafluxo do trânsito nos finais de ano, ou ia a praia no começo de dezembro ou final de janeiro. Servidor público com férias a gozar podia escolher quando ir. Fico abismado quando ouço que as pessoas passam 6h dentro de um carro para deslocar-se por 80 quilômetros. Uns passam o ano novo nas estradas, uma verdadeira loucura.
Sempre é tempo de mudar. Adoraria passar um domingo de Bike na Paulista e jamais 6h num automóvel para ir a praia, depois de ficar 2h diariamente, nas mesmas condições.
Um tema da área do lazer para o nosso domingo de assuntos amenos. Falar em lazer é falar em saúde, fator primordial  para o indivíduo. Que o Senhor seja louvado para sempre louvado seja. Uma boa semana na Paz de Cristo para quem acessar e tiver a paciência de me acompanhar nestas breves e singelas reflexões.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Ciclo completo de polícia

Seminário debate proposta de Ciclo Completo da Polícia

O Ciclo Completo de Polícia consiste em que uma mesma corporação policial concentre atividades repressivas de polícia judiciária ou investigação criminal e de prevenção aos delitos e manutenção da ordem pública.

Reproduzo o texto do site da AOPM por ser de relevante interesse da sociedade brasileira. Durante o evento fez  uso da palavra representando  – Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo - o Cel PM Flammarion Ruiz. Em comentário a matéria, assim me expressei: 
Em 1987 escrevi artigo na Revista “O 30BPMI n. 1”, comemorativa ao 1º. Aniversário da unidade com o seguinte título - Duplicidade de Ação: Polícia x Polícia e Polícia x Justiça, até quando? 
Passados 28 anos, deparamos com iniciativas que finalmente devem corrigir a distorção que ocorre no Brasil. Comandante de tropa por mais de 15 anos e  ao advogar por mais de 10, sempre me coloquei contra o sistema e metodologia atual. Tenho processos criminais suficientes para defesa de tese da ineficiência e inespressiva  efetividade como resultado finall da duplicidade de ações policiais e judiciárias, também.
"Sempre haverá esperança quando se tem amor no que se faz" -  expressão de um sentimento do autor.

Segue o texto:

Câmara Federal promove Seminário
Revista AOPM News

Seminário debate proposta de Ciclo Completo da Polícia


Assembleia Legislativa de São Paulo foi sede do seminário por uma nova arquitetura institucional da Segurança Pública: pela adoção no Brasil do Ciclo Completo de Polícia, realizado nesta sexta-feira, 9/10.
A audiência pública aconteceu no plenário Franco Montoro. Ela faz parte de uma série de 12 seminários que acontecerão em diversas capitais do Brasil. Já houve encontros em Santa Catarina, Pará, Minas Gerais, Distrito Federal e Sergipe.
Neste sexto seminário, o presidente da mesa, deputado federal Raul Jungmann (PPS/PE), membro da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, declarou que o objetivo é contribuir para assegurar a segurança nacional, tão importante para a cidadania. "É impossível discutir qualquer mudança no âmbito de segurança nacional sem um amplo debate. E este é o debate do contraditório. Conviveremos com opiniões contrárias, porém, com democracia", declarou o parlamentar.
O deputado estadual Coronel Camilo (PSD) ressaltou que o foco das discussões deve ser direcionado em benefício do cidadão brasileiro e não para uma ou outra instituição. "O cidadão brasileiro está sofrendo muito para chegar à Polícia. O Ciclo Completo pode ser um poupatempo para a população brasileira", completou Camilo.
O deputado estadual Delegado Olim (PP) entende que a união se faz necessária para o Ciclo Completo e ressaltou que, se cada um fizesse a sua parte, tudo estaria melhor. "O povo quer contar com as polícias para levantar de manhã, sair para trabalhar e voltar para casa vivo, em segurança", disse Olim.
O Ciclo Completo de Polícia consiste em que uma mesma corporação policial concentre atividades repressivas de polícia judiciária ou investigação criminal e de prevenção aos delitos e manutenção da ordem pública, efetuada com presença ostensiva de policiais uniformizados nas ruas. A Constituição Federal, nos parágrafos 4º e 5° do inciso IV, do artigo 144, dispõe sobre duas corporações policiais estaduais de ciclo incompleto prevendo o exercício da polícia judiciária pelas polícias civis e a função de polícia ostensiva e preservação da ordem pública para as polícias militares.
Cada uma delas atua de forma isolada, havendo contato apenas no momento da apresentação, pelos policiais militares, de presos em flagrante nas delegacias da Polícia Civil para as providências de polícia judiciária.

Sete PECs em avaliação

O deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT/MG), autor da PEC (431/2014), afirmou que todas as sete propostas de emenda à Constituição (PECs) que estão sendo discutidas neste momento fazem a crítica à imposição do modelo de segurança existente hoje no país. "O que difere são as formas de implantação sugeridas por elas", complementa Gonzaga.
O deputado federal Major Olímpio (PDT/SP) considera que este é momento de construção e melhoria para a sociedade. Segundo ele, não se trata de um digladio entre as polícias Civil e Militar. Ao contrário, é necessário dar suporte às duas polícias para que possam atender à sociedade. "Em momento algum se falou em exclusividade. Nós vamos fazer todo esforço do mundo para mostrar à população o modelo escolhido ou os modelos que forem apresentados. Vamos legislar a partir do modelo aprovado pela população", declarou Olímpio.
Durante o seminário, foram ouvidos representantes de 20 entidades representativas da sociedade, entre elas a OAB, além do Tribunal de Justiça do Estado e do Ministério Público.
Participaram da mesa, além dos já citados, o deputado estadual Davi Zaia (PPS) e os deputados federais Celso Russomano (PRB/SP) e Capitão Augusto (PR/SP). Compareceram especialistas em segurança pública, oficiais das polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal, e representantes dos Ministérios Públicos dos Estados, do Poder Judiciário e de associações de bairros. As próximas audiências públicas serão em Goiás, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Rondônia e a última, em Brasília. 

domingo, 11 de outubro de 2015

Morada cabocla



13 de novembro de 2015

Morada Cabocla

O casarão foi dividido ao meio porque era muito grande

Nestes tempos  se via dinheiro apenas na venda do café. As famílias tiravam o sustento da diversidade do  que plantavam e criavam:

O casarão foi dividido ao meio porque era muito grande para as cincos pessoas da família, pais e três filhos crianças. Na frente, o que chamamos de porta da sala um terreiro de café, aos fundos uma cisterna, um galinheiro, algumas frutas, laranjeira, goiabeira onde as galinha se  apinhavam, ao anoitecer.
Um fato pitoresco foi o barulho que o gambá fez na cozinha, certo dia. Meu velho, depois de passar o susto e ver o animal abatido com o lançamento de um ferro meio às escuras, contava e ria que aquele casarão dava a impressão de acolher entidades chamadas, popularmente de "sombração".


Caminho da roça!

As tarefas  diárias seguiam,
Em ordem natural se sucediam.
A escola abortada ficou para traz,
Ao menino de sete anos que mal faz?
Escola longe, temor que persiste,
Mesmo naquela época, malvadez existe.

Desde de cuidar das galinhas, distribuir alimento,
A levar o almoço para  o pai, lá vai o rebento.
Catar ovos e legumes pelo quintal e redondeza,
Jamais nesta época passou pelo menino, tristeza.
Dos estudos  não iniciados restou comentários,
Aspectos sobre a necessidade deles, eram  vários.

Esforço quanto ao labor diário  inexistia,
Cultura paterna sábia em conceitos consistia.
Serviços leves inerentes  à rotina dos pais,
Apoio em pequenas tarefas, como  água ao animais.
Vida formidável, lembranças diversas me faz  bem,
A principal de que, em tão tenra idade, já me sentia alguém.

Lindo trajeto percorria, entre a cultura e a mata,
Anjicais cujo perfume se esvai ao longe, sensação intacta.
A flor de São João, ali na cerca limite,  seu nectar a sugar,
Viver aqueles anos,   a interagir com a natureza do lugar.
Difícil  rever, meninos caboclos auxiliem com suas memórias,
Que não se perca na estrada do tempo, tão lindas histórias.


Durante o ano, nestes tempos  se via dinheiro apenas na venda do café. As famílias tiravam o sustento da diversidade do  que plantavam e criavam: por entre o café quando permitido; nos carreadores como frutas e legumes e em pequenas hortas nos quintais. Uma boa colheita de café representava razoável economia no regime de meeiro. Fica aqui registros esmiuçados  das tradições de outrora, abordagem do ano de 1954.
Um bom domingo aos leitores, este que é o dia do Senhor. Pausa nos problemas do dia a dia  para cultuar a rotina, tradições e valores caboclos. Reverenciar  o  Senhor ao caboclo que sempre pede bom tempo e  chuva com fé e esperança, numa atitude constante. Bom domingo na paz de Cristo  desejo a todos. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A carta do Bispo aos vereadores!

Seus salários são o terceiro maior do Estado. 

Não sei o que deu na cabeça dos seis vereadores que votaram a favor deste malfadado aumento do número deles de 13 para 17 e pior ainda de salário também.

Artigo publicado na íntegra no Jornal O Regional de Catanduva em 11/10/2015.


No dia 29 de setembro, último, parte dos vereadores de Catanduva  se compuseram e desenvolveram a moda antiga esquema que repetiu as votações de 2000,  advogando em causa própria, atribuíram a si aumento de 100% de salário, ante uma inflação que somados os quatro anos da  legislatura,  não chagava a 40%.
Por isso, agora foi constatado que seus salários são o terceiro maior do Estado, perde apenas de São Paulo e Campinas, sendo que  na vizinha São José do Rio Preto seus colegas edis recebem R$ 5.000,00 mensais para uma população de 400.000 habitantes.
Em dois mil participei ativamente da ação, anti-aumento:  usei nariz de palhaço e fui mais longe - patrocinei  individualmente como advogado Ação Popular contra os abuivos aumentos salariais que recebeu parecer favorável do Ministério Público em 2ª. instância, em sede de apelação. Ela não prosperou por questão formal de não ter sido impretada contra todos  vereadores mas apenas foi intimado o Presidente da Câmara, erro formal. Fiz minha parte cidadã, sem alarde.
Não sei o que deu na cabeça dos seis vereadores que votaram a favor deste malfadado aumento do número deles de 13 para 17 e pior ainda de salário também. Depois dos protestos de 2013 o Brasil é outro. População descontente é povo nas ruas e outras iniciativas populares legais, também.
Vale-se o Movimento Vem Pra Rua que acompanho e aplaudo da articulação de aproximação popular para a conquista de objetivos nobre dos quais o Brasil necessita, urgentemente. 
Desta feita é local, então visitaram o Bispo da Diocese de Catanduva Dom Otacilio Luziano da Silva que além de apoiar a causa, veio a público e editou missiva a Câmara na qual expõe de forma inequívoca as deformações contidas na decisão dos infelizes representantes populares.
Em síntese afirmou que a malfadada decisão se presta a “passa a ser mais um motivo para que a população aumente sua descrença nas pessoas públicas de nossa sociedade”.
O movimento Vem Pra Rua por sua vez age através da coleta de assinaturas para iniciativa popular que reverta legalmente esta esdrúxula decisão. Espero que haja um rio de assinaturas. Estou com uma lista. Chega dos  mesmos com as mesmas ações do venha nós, o vosso reino nada. Muda Catanduva, assim colaboraremos para também mudar o Brasil. Respeitosamente, Dom Otacilio parabéns!


terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Impeachment se aproxima

Com se diz popularmente sua batata está assando.

Concomitantemente a Presidenta, vê o Tribunal Superior Eleitoral abrir processo que a envolve, enquanto esperneia contra o julgamentos das “Pedaladas Fiscais” no Tribunal de Contas da União.

Em "Triunvirato dos Acusados" título recente, afirmei que os três mandatários do poder politico nacional; Presidência, Senado e Câmara, estavam sob suspeita porque eram acusados na operação Lava-Jato, portanto deveriam sim deixar seus cargos. Hoje, passado mais de um mês, o prognóstico está na fase de consolidação uma vez que Cunha está na corda bamba com processo contra si e confirmado depoimento em que omitiu ter contas no exterior, deixando de ser verdadeiro ante seus pares, atitude que o desabona.
Concomitantemente a Presidenta, vê o Tribunal Superior Eleitoral abrir processo que a envolve, enquanto esperneia contra o julgamento das “Pedaladas Fiscais” no Tribunal de Contas da União. Caracterizada nesta instância a  ação contra a lei de responsabilidade fiscal, também por esta conduta estará sujeita ao impedimento legislativo. Com se diz popularmente sua batata está assando. 
Dos três líderes, dois estão acuados nas cordas do ringue, prontos para o nocaute. Esperneiam todos os envolvidos, em iniciativas tresloucadas de última hora,  na tentativa de pegar uma onda a favor para a travessia da turbulência , mas sem sucesso até o momento. Acontece um fato grave atrás do outro, cujas consequências  respingam nas autoridades citadas, desmerecendo-as com consequências diretas na imagem da Presidenta.
Com 7% de apoio não há como se sustentar e os fatos objetivos que a  incriminam são cada vez mais evidentes, aquecendo as baterias daqueles que a querem vê-la fora do Planalto, uma vez que não renunciará mesmo. Ela já disse. Que seja deposta o quanto antes para o bem do Brasil.

sábado, 3 de outubro de 2015

No caminho do Estreito

O mesmo  digo da morada na Santana do Estreito

A pureza que envolve o humano caboclo em tenra idade, o coloca bem próximo da conduta dos animais.

Se a chácara, teve sua memória preservada,  porque marcou a minha vida  com as primeiras imagens. O mesmo  digo da morada na Santana do Estreito. Por lá, há uma capela em homenagem a Santa Ana, adiante dela uns três quilômetros estava  habitação, nas terras dos Tostes, cultivadores de café, onde já residiam um tio de família numerosa e filha casada.
No caminho do Estreito tinha uma mata que ia desde a capela e venda até a nossa casa e em seu limite o cafezal. Por dentro dela chegávamos, onde havia um pequeno terreiro para secagem café.



Foi uma longa mudança,
Em cada trecho, um cadinho de esperança.
Vai longe, a chegada pelo caminho,
Sinto de perto, dos pais o carinho.
Quão distante por lá o destino,
Crescia, abria o horizonte do menino.

Os animais um reforço,
A égua beleza um colosso.
Para sua companhia quem,
Em curta negociação, a boneca vem.
Filha e mãe companheiras,
Na carroça e carpideiras.


Não tinha por perto linha de trem,
Por aquelas bandas quase ninguém.
Alguns proprietários, com seus meeiros,
Regime melhor que colono,  parceiros.
Eta!  Dezoito quilômetros, que distante,
Estrada de areia, carroça que  derrapava, delirante.


 A florada da lavoura nova de quatro anos,
Não deixava dúvida, nem desenganos.
Muitas vezes a cada quatro pés, uma saca,
Felizes ficavam e estesiados, quase de ressaca.
Vislumbrar boa colheita, felicidade ao caboclo,
Na entressafra, o dinheiro, era muito pouco.

Na próxima semana, o quarteto de versos consignados se somará a outros.  A pureza que envolve o humano caboclo em tenra idade, o coloca bem próximo da conduta dos animais. Integrado a natureza, corre, pula, joga bola com bexiga de boi, brinca de pega e pic, grita, chora, tem direito a quase tudo, pois o natural é desprendido e sem censura.
Gloriosa a vida integrada a mãe natureza na infância. Agradeço a Deus por estes ano junto aos meus pais, coladinho mesmo, cumprindo jornada ininterrupta entremeada por atividade direcionada, tarefas escolares,  trabalho e  lazer. Sem estresse.

Um bom domingo a todos, na paz de Cristo Nosso Senhor e salvador. Que o Senhor seja louvado, para sempre louvado seja.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Financiamento empresarial de campanha

O Congresso está na contramão das ruas, dos fatos e evidências

Por aquela janelinha que se vê – nuvens, montes e cascatas, aparece ao fundo os barracos pendurados nas encostas dos morros de várias cidades, este  não é um privilégio do Rio de Janeiro, como muitos pensam.

Depois dos milhões de reais já contabilizados de propina dos empresários a políticos e detentores de cargos da Petrobras e outras empresas, insistem as casas legislativas - Câmara e Senado na aprovação da doação de verba para campanha pela iniciativa privada, mesmo após sua vedação pelo STF.
O Congresso está na contramão das ruas, dos fatos e evidências. Os partidos devem ser auto sustentáveis,  os meios de comunicação hoje põe os candidatos na boca do povo, sem este disparate dessa gastança toda.
Olhe o entorno das cidades senhores legisladores. Lá de cima para baixo,  por aquela janelinha que se vê – nuvens, montes e cascatas, aparece ao fundo os barracos pendurados nas encostas dos morros de várias cidades, este  não é um privilégio do Rio de Janeiro, como muitos pensam.
Temos que atacar as fontes de corrupção, temos que atacar os privilégios de políticos e servidores públicos de algumas áreas é incontestável. Quem está preocupado com isso? Temos um carnaval de iniciativas contraditórias e a sanha para aprovar a doação empresarial é mais uma delas.
Todos torcem para que ela não aconteça, entretanto os representantes do povo no parlamento querem o contrário. Não bastasse as trapalhadas do Executivo, o Legislativo não quer ficar para trás e se deprecia num momento crucial em que propõe o impeachment da Presidenta.
Tem uma longa fila de iniciativas para corrigir o rumo do país e uma delas sempre foi cortar na carne, pois a gastança é demais.  O dinheiro dos empresários deve circular na produção de riquezas e não no patrocínio de campanhas. Saúde, educação e segurança aí sim deve haver patrocínio.
A iniciativa do Congresso não deve prosperar. Ela está na contramão de direção do anseio popular que representam. Avante Brasil!