Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Voo no escuro!

Acusados que certamente pensavam passar ileso ante as falcatruas...

Dentre eles gravou conversas com caciques da política e provoca um alvoroço em Brasília, ao incluir o atual Presidente da República Michel Temer nas acusações...


Artigo publicado na íntegra no jornal O Regional de Catanduva em 19/6/16

A situação no Planalto Central é tenebrosa. Não queria estar na pele de todos estes acusados que certamente pensavam passar ilesos ante às falcatruas praticadas, resultado de uma desmedida anomia da sociedade brasileira, onde tudo pode e nada se deve. Eles foram metendo as mãos na cumbuca, e pior tirando o mais que pudesse, esta foi a tônica das ilegalidades praticadas de forma exorbitante nestes últimos tempos. Não que o esquema seja de agora, ele vem de longe, entretanto mais dissimulado. As consequências: a cada dia as delações se tornam mais avassaladoras, pois somente serão aceitas se trouxerem fatos novos relevantes ou constituírem-se em robustas provas àquelas,  já existentes.
Assim acontecem e multiplicam-se os políticos envolvidos. O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado denunciou mais de 20 deles. Gravou conversas com caciques da política e provoca um alvoroço em Brasília ao incluir o atual Presidente da República Michel Temer nas acusações, sobre as quais este se defende, negando qualquer participação em ato ilícito de captação de recurso.
Não voei muito, mas o suficiente para passar por turbulências, então o voo no escuro se diz daquele que está à deriva e com graves riscos, em que a tripulação tem dificuldade de controle da nave, como estão os governantes do Brasil. Notícia recente prevê que Vacari, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, será mais um delator na Lava Jato!
Quantos não querem o fim desta tormenta; quantos não se condenam pela aprovação da Lei da Delação Premiada. É a roda d’água da sociedade que não regride. Se falta água para  onde está, ressurgiu; gira para frente.
Que se confirme o Impeachment de Dilma no Senado. Que sejam destituídos quantos forem os envolvidos em corrupção para que o voo encontre o “céu de brigadeiro” num espaço aéreo, onde predomine as cores da Bandeira Nacional do: verde, amarelo, azul e branco. Abaixo o vermelho, adotado por partidos retrógrados que comungam os ditames comunistas. Este é o pior dos regimes políticos - está comprovado por onde teve hegemonia, mesmo que temporária.
Está difícil saber a rota e onde o voo vai aterrissar, mas apesar das turbulências de momento, pior do que as trapalhadas da tripulação Dilma, certamente não será. Tenhamos esperança em dias melhores. Em frente Brasil!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Triunvirato dos acusados - reedição


Todos devem ser afastados, os líderes dos Três Poderes

Mancomunados com os governantes não vale, isto é banditismo mesmo e todos devem ser presos nos termos e rigor da lei - os últimos com mais rigidez ainda por traírem o juramento do cumprimento da Constituição.

No Império Romano tivemos dois triunviratos.  Lá, entre o imperador e dois poderosos membros da corte, nos dois casos,  os dois  pouco antes de Cristo. Em terra pátria, temos as três das principais autoridades. São tantas as falcatruas  que boa parte dos senadores e deputados não escaparam das citações, inclusive ministros. Vejam só, até o tesoureiro de partido vencedor das últimas eleições está preso.
Chama atenção que os empresários estão presos, os delatores também, parte deles foram sentenciados ontem, enquanto os políticos... nada! O Presidente da Câmara dos Deputados rompeu com o governo, desafia a todos para uma acareação. As autoridades citadas viajam, representam o país, propõe e coordena projetos de mudança na Câmara e no Senado como se nada estivesse acontecendo. Já questionei esta anormalidade - Em que mudanças são estas? Uma vez que a credibilidade delas inexiste formalmente, sugerindo que melhor seria a instalação de um novo - Poder Constituinte.
A Senhora Marina Silva, com muito atraso, se manifestou pelo afastamento do Presidente da Câmara. Atrasada porque deveria estar articulando o Impedimento político da líder maior. Só agora quando afetou a outro ela se arvora em que deva ser afastado alguém. Todos devem ser afastados, os líderes dos Três Poderes.
Temos que zerar o ânimo anarquista/comunista, travestido de democracia à brasileira que influenciou a cultura e as leis nestes últimos 30 anos. São tantos que repudiam a ordem, a retidão de comportamento, o aprofundamento de mudanças para uma guinada substancial do que aí está: mordomias e privilégios a beneficiar servidores públicos, políticos e encastelados. Verdadeiras dinastias que - há  20, 30 e até 40 anos estão no poder.
Não bastasse isso, a esdrúxula  composição das bancadas do Legislativo com 32 partidos, todos mamando nas tetas dos recursos que provém do suor do trabalhador, muitos deles na direção de sindicatos, como verdadeiros parasitas.
Descomunal o que acontece hoje, se a delação vira moda com os delatores devolvendo o dinheiro e fazendo acordo de leniência para que continuem habilitados em suas ações empresariais junto aos governos, assim como os delatados, não há nenhuma lógica – perderam-se os referenciais da distinção entre os bons e os maus.
Como ficam os valores do amor, da honestidade, da contemplação e fortalecimento dos dons naturais que leva ao sucesso com retidão de conduta que se constitui na maior virtude - a identificar o caráter dos proprietários e líderes empresariais desta ou daquela marca.
Mancomunados com os governantes não vale, isto é banditismo mesmo e todos devem ser presos nos termos e rigor da lei, os últimos com maior rigor ainda por trairem o juramento do cumprimento da Constituição. Algema em todos eles!
Senhora Marina, acorda e vai pras ruas e mostre sua militância e dons. A Sociedade Brasileira precisa deles, Senão, serás  sepultada como mais uma integrante desta geração que se perdeu no exercício do poder e  tanto mal fez à nação Brasileira.  Muda Brasil!

domingo, 12 de junho de 2016

Travessia sonâmbula!

A exaustiva jornada de 24 horas sem dormir, fez meu sonambulismo atacar novamente – atravessei a Avenida da Estação...


Imagine leitor, os Caminhos das Índias, como as travessias de minha vida. Esta foi uma etapa de desafios diários quanto a prover a subsistência da família; ao ver meu genitor nesta peleja árdua me engajei e com meus irmãos menores não tínhamos parada, o que surgia de atividade para ganhar uns trocados, topávamos e ficávamos a mercê dos serviços propostos, diariamente. Estaria eu a algumas milhas a navegar, num trecho de ondas bravias dificil de achar o rumo a seguir.
Assim, participamos da empreitada de formar horta nas terras do Senhor Lalia, onde plantamos um pouco de tudo. Colhidas as batatas fui em Ribeirão Preto vendê-las com o pai. Elas estavam um pouco manchadas, pois a terra de brejo não era nada  apropriada, preço baixo e se foram.
Nestes tempos caçamos preá, nunca havíamos comido o bichinho, mas como tinha bastante, fizemos deles parte da nossa alimentação.
Nas imediações daquelas terras comprei um pomar de jabuticaba, 16 pés renderam 64 caixas. Colhíamos 4 caixas de manhã e a tarde as vendíamos e lá se foram todas. Um bom negócio - boas lembranças da irmandade unida.
Em seguida veio a padaria. Era das 22h às 6h da manhã. A Equipe de padeiros: Lair, genro do proprietário e Luís, auxiliares Leão e eu.  Rogério, filho do proprietário, era o padeiro de rua. Uma curiosidade: seu cavalo fazia o percurso todo, sem que ele pusesse as mãos nas rédeas, apenas comando de voz!
No turno, havia o risco de prender a mão no cilindro, mesmo assim nas frias madrugadas, o  cochilo era inevitável.
Num sábado fui acompanhar a turma que arrancava café na fazenda Macaúbas. Tive que contar os pés de toda semana, sendo o terreno acidentado. Ao chegar em casa havia vários fregueses para cortar o cabelo, então fiz o pagamento da turma, tomei banho, jantei e fui para a padaria. Como estava adiantado no horário sentei na soleira da porta... então senti alguém tocar meu ombro e perguntar...”onde vai Zé, parece que está dormindo”? Disfarcei ao dizer que não estava me sentindo bem e que ia para casa. Era o Laércio nosso amigo, dei a volta no quarteirão e quando cheguei no trabalho já passava uns 20 minutos das 22h. A exaustiva jornada de 24 hora sem dormir, fez meu sonambulismo atacar novamente – atravessei a Avenida da Estação, com largo canteiro central e retornei extensos dois quarteirões, mais de 400 metros dormindo e não sei onde iria acordar, tal era o sono. Brincava depois com o amigo...se você não me acorda, onde iria parar? Não sei, livrou-me de perigo iminente!

Domingo, dia de reflexão! Uma introspecção aos crentes na busca da  elevação espiritual. Que o Senhor seja louvado para sempre louvado seja! Sejamos merecedores das promessas de Cristo, através de uma vida justa, solidária e abençoada!

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Anacronismo da estrutura policial

Não existe no mundo, sendo danoso à sociedade!

Certo é que no trabalho policial o conjunto é importantíssimo, porém as ações são dispersas,  ao contrário temos sim secção, face à arcaica estrutura.

Publicado na íntegra no jornal O Regional de Catanduva em 12/06/2016

A dicotomia policial nos estados brasileiros constitui-se em  prejuízo à eficácia, eficiência e efetividade das Polícias Civil e Militar em todo território nacional. Utilizo o termo anacronismo porque incide sobre as duas milícias um execrável descompasso, exatamente por serem duas. Está provado que as dificuldades opostas uma a outra fluem de um sistema ultrapassado, inexistente no mundo, sendo danoso à sociedade e, por; consequência, as instituições policiais são as  mais prejudicadas.
Ninguém em sã consciência quer ser omisso ou saber que pode fazer mais e melhor - e não o faz pelos entraves que as próprias estruturas das organizações a que pertencem lhes opõem. Explicitei isso, ainda na condição de ativo, em artigo já consignado no meu blog.
Alguns fatos e acontecimentos dos últimos trinta  anos denunciam este estado de coisas. São 55.000 homicídios ano, uma verdadeira carnificina que Luis Mir elencou como uma  "Guerra Civil, estado e trauma", título de seu livro, da Editora Geração, Ed. 2004. Sendo certo que de lá para cá, pouco  mudou quanto aos índices criminais.
Em entrevista recente ao jornal Folha de São Paulo, o atual Secretário de Segurança, logo após a posse, falou por duas vezes que as taxas dos crimes  de morte dependem do efetivo policiamento ostensivo fardado. Um equívoco incompatível com o nível da responsabilidade assumida, pois deveria saber dos baixíssimos índices de esclarecimentos destes crimes pelo setor de investigação. Este  é o nó górdio desta questão, pois do desempenho final de todos os setores resulta a eficiência das ações de polícia. Evidente que há outros componentes de ordem social responsáveis por  este lastimável estado de coisas, na área criminal. Certo é que no trabalho policial o conjunto é importantíssimo, porém as ações são dispersas,  ao contrário temos sim secção, face à arcaica estrutura.
Em relação à mudança estrutural das polícias e suas competências, duas correntes concentram forças no Congresso Nacional através de Propostas de Emendas Constitucionais. Uma pugna pelo Ciclo Completo de Polícia e a outra pela Unificação delas.
Pela primeira, os delinquentes seriam abordados tanto pela Militar quanto pela Civil, sendo as providências carreadas à Promotoria Pública, dona da ação penal. A outra pede a Unificação da Militar com a Civil. Da adoção desta emenda, pelos argumentos de  seus autores, decorrerá a extinção da Militar, nos moldes de hoje.
Acontece que para os políticos, não interessa nem uma  e nem  outra, pois seus efeitos são de longo prazo e eles são imediatistas, querem continuar no poder e a eleição é daqui a quatro anos. 
Concluo pela defesa do Ciclo Completo de Polícia, pois a militarização não opõe qualquer óbice à ação policial.
Há consenso de que qualquer uma das duas mudanças é melhor para a eficiência do trabalho policial, do que o sistema atual, preservado o aspecto da administração militar de parte do efetivo. 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Gotas dos seus direitos!

Dano Moral


O exercício da cidadania começa na postulação do seu direito. Procure um Advogado!

O dano moral matéria relativamente nova no direito pátrio é um dos maiores freios ocultos de condutas tresloucadas e abuso de direito. Digo oculto pois dele pouco se fala, mas os poderosos o conhecem e não querem ver seu patrimônio dilapidado no pagamento de indenizações. 

Então comento contigo leitor, não fique bravo, não se exaspere, procure um advogado e acione a justiça, toda vez que se julgar injustiçado.
Seguem decisões judiciais recentes que ilustram bem as consequências por atos indevidos diversos. Na próxima semana um novo tema de forma enxuta...em Gotas dos seus direitos ilustradas por julgados. 


A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) majorou de R$ 150 mil para 450 salários mínimos (R$ 396 mil) a indenização devida a motociclista que ficou tetraplégica após sofrer acidente em rodovia mal sinalizada que estava em obras, em Santa Catarina. 


A decisão é oriunda do Juizado Especial Cível (JEC) da Comarca de Canoas, onde o autor ingressou com a ação de danos morais pelo constrangimento a que foi submetido. Falha a tentativa de conciliação entre as partes, a instituição bancária foi condenada ao pagamento de R$ 3 mil de indenização. 



Obrigado a realizar faxinas em um supermercado, um auxiliar geral da região de Campinas receberá indenização de R$ 5.000 por danos morais por ter sido forçado a realizar tarefas distintas das especificadas no contrato de trabalho. Os desembargadores da 9ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região julgaram, por maioria, que o remanejamento do trabalhador para as faxinas tinha como objetivo forçá-lo a pedir demissão...


sábado, 4 de junho de 2016

As travessias da vida III

Contratado assim fiz: eram cinco caixas de legumes no assoalho da carroça e sobre elas, alface, couve, melancia, abacaxi, abóbora, ela saia abarrotada.

Leitor na  postagem do dia 22 último há introdução a este escrito, onde afirmo que do ginásio, após dias de apreensão  fui  direto para o serviço de servente de pedreiro.  Meu genitor que evitava nos dar tarefas de grande esforço, agora cedeu às necessidades e como o padrasto de minha madrasta era “mestre de obras” fui  parar  no colégio de padres de Brodowski, em construção.
Imagino que por uns três meses   fiz massa de reboco, carreguei latas , além das sacas de cal e cimento de cinquenta quilos.
Ante as dificuldades, propus ao meu pai que poderia trabalhar com o “Mercadinho” um senhor muito animado que viveu, até pouco tempo. Ele fazia uma algazarra em volta do carrinho,  imitava o Silvio Santos, à época com seu Baú da Felicidade em pleno vapor. Disse ao Velho que seria capaz de esvaziar o carrinho todo o dia, no vácuo da freguesia já conquistada pelo dono do negócio.
Dispondo de animal e carroça, fui autorizado, pois aos seis anos o acompanhava numa feirinha e ficava de conversa com as freguesas. Abordei o  “Mercadinho” com a argumentação de que se ele criasse um itinerário longo, em vilas boas esvaziaria o carrinho. Contratado assim fiz: eram cinco caixas de legumes no assoalho da carroça e sobre elas - alface, couve, melancia, abacaxi, abóbora, ela saia abarrotada.
E lá íamos nós pela Vila Maria, Riachuelo, Bairro da Cadeia, do Castelo, da Estação Ferroviária e Instituto de Menores, uns sete quilômetros e carroça vazia todos os dias. O  dinheiro contadinho sem qualquer resmungo. Minha parte ia para o genitor, queria mais era ajudar a família.
Narro neste momento três episódios que jamais esqueci: certo dia ao passar próximo da cadeia ouvi atrás, a uns vinte metros – abaixô!, abaixô! Abaixô!. Voltei observando, só vi um papagaio.  Fiquei com isso muitos anos entre a dúvida e a certeza, até que um dia alguém íntimo me explicou que esta ave é assim mesmo. Ouve, repete e repetirá sempre, especialmente vocábulos fácies e de sonorização na forma cantada. O refrão repetido exaustivamente era: "traga abacia dona Maria - abaixô! Abaixô! Abaixô! Temos...todas as mercadorias eram anunciadas, repetidamente.
As outras duas seguem: ao chegar ao Instituto de Menores que tinha diversos funcionários públicos, cortava a melancia maior.  A meninada assediava as mães e sempre a comercializava. Neste mesmo Instituto, fui observado de que meus dentes caninos estavam ruins e que tomate era muito bom...pensei e na féria do dia - como explico ao prestar conta e em casa quanto vai faltar?
Que o Senhor seja louvado para sempre louvado seja. Domingo uma pausa e nela refletir quais são e onde estão os valores que nos fazem felizes. Um viver justo e solidário na Paz de Cristo a mim peço e lhe desejo! Sejamos felizes. Viva a vida! 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O efeito dominó na queda dos políticos!

 A prisão do humano é aviltante em qualquer situação.

Envolveu 300 políticos e expos o montante de R$ 55.000.000,00 (cincoeta e cinco milhões de reais), a verba da propina, portanto muitos ainda vão cair nesta arapuca a capturar políticos corruptos.

Artigo publicado na íntegra pelo jornal "O Regional" no dia 5 de junho de 2016

Com certeza todos os empresários presos jamais imaginaram estar um dia às pencas, atrás das grades. A prisão do humano é aviltante em qualquer situação, imagine para  eles que dispõe de riqueza, são líderes em suas empresas, pessoas bem sucedidas, mesmo assim foram presos.
Esta situação é fruto de um esquema proposto pelo poder público nos últimos anos, que não só aparelhou o estado de apaniguados incompetentes, através dos comissionados, como investiu num esquema corrupto junto aos empresários para captação de recursos com a finalidade de custear campanhas políticas. Nelas o argumento mais forte foi a propina de forma que, o vil metal corresse solto na compra indireta de votos pela corrupção das lideranças para  apoiar  quem mais dinheiro desse.
Eles, os empresários foram os primeiros a ir para a prisão, em razão do foro privilegiado, agora chegou a vez dos políticos. Recém-empossados Romero Jucá do Ministério do Planejamento foi o primeiro e Fabiano Silveira do Ministério da Transparência o segundo. Renan Calheiros Presidente do Senado está atolado até o pescoço.
Recentemente o Procurador Geral de República pediu o indiciamento de 31 pessoas, dentre elas vários parlamentares das duas casas legislativas, as mais proeminentes delas Lula e os ministros  Ricardo Berzoini, Edinho Silva e Jaques Wagner. A hora dos políticos chegou.
O Empresário Marcelo Odebrecht em recente delação premiada convalidada pela justiça, envolveu mais de 300 políticos e expos o montante de R$ 55.000.000,00 (cincoeta e cinco milhões de reais), a verba da propina, portanto muitos ainda vão cair nesta arapuca a capturar políticos corruptos.
Face a proliferação desta conduta odiosa que provocou um estado de coisas irremediáveis, surge uma corrente defendendo que deve haver uma Constituinte Específica para assuntos mais graves como a reforma política e a previdenciária, porque entendem que os políticos que aí estão não aprovariam qualquer mudança temerária aos seu direitos.
Certo é que a população nas ruas expressou que precisamos de reformas para termos menos: políticos, partidos, comissionados, mordomias e corrupção. Os políticos que aí estão são interessados de forma particular nos temas, daí estarem sob suspeição quanto a eles.
Certamente o efeito dominó derrubará pedrinha por pedrinha que não se enquadrar no perfil desejado, principalmente aqueles que se envolveram em corrupção. Assim  espera o povo num regime democrático – "ele que é seu soberano maior”.