Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

sábado, 6 de outubro de 2018

As vísceras da república às escancaras!


        Reeditado de 13/12/2016, com 3286 a  
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Nos dá a  perfeita visão das mazelas e mais mazelas do poder

As vísceras da República expostas nos mostram o que nenhum indivíduo queria ver e ao comum do povo custa acreditar.


Na infância campesina, com irmãos e primos vimos matar e destrinchar animais para alimentação familiar, uma rotina nas fazendas. Nesta idade, a curiosidade é grande para tudo, além disso, como os porcos passavam pelo fogo da palha, já ali na matança havia um belisco daquela pele sapecada. Em verdadeira aula de anatomia,  inevitável o reconhecimento de todos os  órgãos do animal que seriam aproveitados  em  diversos pratos apetitosos que nossas mães sabiam preparar. 
Tal imagem, face ao desnudar dos bastidores da administração pública que ocorre hoje, nos dá a  perfeita visão das mazelas e mais mazelas do poder numa verdadeira incidência em fatos absurdos. Desde 2013,  houve um verdadeiro despertar do povo nas ruas, a rejeitar a classe política, sem exceção de indivíduos, todos àquela época e não só eles, as  associações de classe também,  a começar pelos sindicatos. Não houve flâmula, insígnia que fosse aceita além da Bandeira Nacional. Até as abóbodas do Congresso foram alcançadas, num autêntico confirmar:"todo poder emana do povo e em seu nome será exercido".
A  repetição das manifestações de rua, somadas a Lava Jato que é o verdadeiro  “pega  viciado em corrupção”, expõe a situação crítica do circuito da política. Renan escapou por um triz, mas há a expectativa latente de que a vez dele vai chegar. Tantos outros estão com a pulga atrás da orelha, pois as condutas eram  tão corriqueiras que resvalam em muita gente.
Eliana Calmon e Joaquim Barbosa fizeram duras críticas durante seus mandatos na presidência do Conselho Nacional de Justiça, sobre inúmeras situações. O último com trabalho brilhantíssimo no caso do Mensalão, quando prendeu inatingíveis até então. Agora continua no mesmo diapasão a Lava Jato pela força tarefa de Curitiba.
No caso dos animais era uma situação muito natural, porém  as vísceras da República expostas nos mostram o que nenhum indivíduo queria ver e ao comum do povo custa acreditar. As consequências, um desmoronar de reputações, uma decepção pela perda da referência  em valores maiores do homem das terras tupiniquins. Dificil saber o custo do politico brasileiro e de  que alguém tem a desfaçatez de ir aos cofres e sacar até cem mil reais de salário.
Dos ataques recíprocos entre autoridades ouvimos  estarrecedoras acusações de apaniguados do poder, além das que já sabíamos pelas redes sociais.
 Escancaradamente, vê-se vantagens abomináveis em aposentadorias precoces no tempo e idade dos políticos, no custo em si deles no dia a dia nos Três Poderes e em todas as instâncias dele, assim como em  quaisquer dos municípios, ressalvadas raríssimas exceções.
Sempre será bom o povo consciente politicamente nas ruas. Avaliar e  propor  constantemente de forma que os assuntos pautados correspondam aos da população,  após discussão e convencimento dela.
Sempre na esperança e perseverança de mudanças aprofundadas no sentido de um Brasil melhor, participemos ordeiramente com senso crítico para auxiliar e exigir   daqueles que nos representam,  sabedoria e honestidade na condução dos deveres e direitos de seus eleitores para o bem da Nação Brasileira. Assim queremos, esperamos e haverá de ser, doravante! 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Um monstro chamado inflação!

Reeditado de 10/03/2017 - com 1372 acessos, o segundo!

Sendo uma experiência fortíssima falar destes conceitos.

Abordo o tema  numa avaliação do que passamos, pois tresloucados assumiram os destinos do país, fizeram do exercício do cargo meio de partilhar.

Artigo publicado na íntegra no jornal " O Regional" de Catanduva em 12/03/2017.


O lema rotário anual de 1995/96 foi “Integridade , Amor e Paz”, ou seja, Atue com integridade – Sirva com amor – Trabalhe pela paz. Fomos incentivados a divulgar estes conceitos na comunidade e escolhemos o público universitário, revezávamos em pequenos grupos, sendo uma experiência fortíssima falar destes conceitos a um público relativamente esclarecido e ávido para interagir.
Lembro-me de abordar o tema da inflação na Fafica, como situação deprimente ao indivíduo. Aos 46 anos, com dois filhos em idade escolar, sentia enorme dificuldade para dar uma formação integral a eles, pois o valor dos vencimentos era corroído de tal sorte que não tínhamos como planejar nada, enquanto havia inflação. Uma tormenta constante.
Quem viveu os 20 anos da perversa incerteza pode avaliar o que afirmo. Após várias tentativas frustradas, até que  veio o Plano Real para, em 1º. de julho de 1994, redimir o povo brasileiro. Lembro-me que comemoramos o aniversário do   mês num almoço num restaurante, em 1º. de julho e pagamos com o rateio da despesa - R$ 6,00, sendo que a moeda forte recobrou a estima da brasileiro.
Abordo o tema  numa avaliação do que passamos, pois tresloucados assumiram os destinos do país, fizeram do exercício do cargo meio de partilha para manterem o poder “ad eterno” e até a inflação estavam nos devolvendo, não bastasse as asneiras dos conceitos retrógrados e conturbados face ao viés ideológico que disseminaram, cujos resultados estão aí escancarados e dos efeitos danosos todos  nós padecemos.
A notícia de que a inflação de fevereiro é a menor em 17 anos, não pode ser excessivamente comemorado, pois é resultado da recessão, principalmente. Entretanto, várias iniciativas de mudança estão sendo tomadas, como na educação que se faz essencial, frente aos pífios resultados em avaliações internacionais e, pior que isso, o estado de anomia vivido.
Há um desregramento avassalador que precisa ser estancado, pois democracia é regime que se baseia em cumprimento de leis, respeito aos conceitos republicanos. A coisa pública tem regramento próprio consagrado na Constituição e leis, por isso não está sujeita à vontade própria do administrador.
Os indiciamentos e prisões de inúmeros políticos e empresários, cúmplices em interesses pecuniários recíprocos escusos, denotam a desordem na administração da coisa pública. Notícias dão conta de outras reformas, como as da previdência e trabalhista.

Que sejam mesmo efetivadas quantas forem necessárias. A política principalmente. A população merece, todos merecem, até os envolvidos porque viver na ilicitude como provado está é atitude contraditória ao próprio juramento que fazem ao assumir os cargos em que são empossados. Um mau exemplo às novas gerações, uma vergonha a todos, denegrir as suas  próprias biografias. Esperança sempre!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Quem vai eleger quem?


Cada qual se elege pelas suas virtudes e circunstâncias de momento 

É hora de reconhecer que o “cabo eleitoral mor, presidiário que é,  poderá decidir em primeiro turno a eleição”, em benefício de quem representa a contra face de tudo que pregou  e praticou".

Na verdade cada qual se elege pelas suas virtudes e circunstâncias de momento, por isso mesmo  o colóquio – “cavalo arreado passa um vez só”. As disseminação das ações corruptivas fez lugar comum a todos os políticos em evidência, nas últimas duas décadas. As denúncias pipocam em efeito dominó de forma a degradar a imagem de quem exerce o poder.
Não bastasse isso, temos o contrassenso de um marqueteiro presidiário e um “fronteiriço com o desatino da tentativa de homicídio”. Os números das pesquisas diárias, faz chama apagada das tochas daqueles que estão distantes da dupla dianteira.
Não tenho procuração de ninguém e menos ainda o fanático aplauso a quaisquer candidatos em disputa, mas é hora de reconhecer que o “cabo eleitoral mor, presidiário que é,  poderá decidir em primeiro turno a eleição”, em benefício de quem representa a contra face de tudo que pregou  e praticou.
Intimamente, sinto o perpassar do tempo sob a análise de quem esteve na trincheira da defesa da ordem, além do nível da criminalidade comum, pois no pico das ações terroristas, servil na Guarda Palaciana do Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco e logo em seguida nas ruas de São Paulo a proteger a rede bancária, além de estar no embate travado nos campos de Registro.
Depois deste batismo no centro do furacão e de tudo mais que viveu, permeando o extrato social por dentro, pelo exercício do comando de tropa, atividades sócio esportivas, na intensidade máxima de suas forças, inevitável a enculturação de sentimento muito próprio, particular mesmo do que seja melhor para as futuras gerações: mas o efeito xadrez, parece dar sua cara e colocar de vez os pingos nos “iis”.
Tendo vivenciado, intensamente de tudo que ocorreu, inclusive como consignado nos escritos que ainda Tenente, desceu as escadas do metrô, no sentido contrário da massa que participaria do circense, “Palanque das Diretas Já”, pois a proposta parlamentar da eleição indireta:  de Dante de Oliveira já havia sido aprovada.
Hoje à noite, mais um debate global dos candidatos a ”Presidente da República”, mas paira entre as nuvens, um reunir das periféricas, a impedir que prevaleça o funil da influência que parte do “presidiário de Curitiba”.
Se  querem assim as energias de várias lideranças e o sentimento popular: "que se decida no próximo domingo e reinicie já, os caminhos de uma nova era"!
Nos  encantamos com as eleições diretas, por representar o anseio popular e da mesma forma vibraremos com ações que deem equilíbrio à convivência social, quanto a tudo que não seja razoavelmente ético! “Ao futuro a esperança de dias melhores sempre”!

Presídios, degradação social!

       Reeditado de 24/01/2017 - com 1086 acessos -  a terceira!
Conjunto de conceitos e leis espúrias provocam este estado de coisa.

O que se vê nos presídios, nestes últimos dias, dá pena - de nós mesmos, dos nossos filhos e dos próprios presos, somos vítimas, sabe de quem? Dos Salvadores da Pátria!

Em “A ignomínia do cárcere!”, artigo publicado no dia 8 de janeiro, abordo aspectos quanto aos presidiários, e em “Visão Obnubilada e paranóica”, o faço sobre a responsabilidade do líder quanto as suas obrigações, principalmente a do agente público.
Quanto ao tema de hoje, foi publicada no Estadão uma estatística, já denunciada neste mesmo jornal pelo ex-Comandante Geral da Polícia Militar de São Paulo, Coronel PM Meira, quanto à inexistência de detectores de celular em vários presídios do Estado. Está comprovada a denúncia, porque apenas 23% deles os tem!
Veja, leitores, se na unidade mais rica da Federação a situação está assim, que não se estranhe o que acontece no Norte e Nordeste. Enquanto isso, obras caríssimas construídas para a Copa e a Olimpíada estão abandonadas por não ter o que fazer com elas.
Muita festa e empolgação, mas a refrega está aí para todos verem. De que valeu dias de euforia, ante à divulgação continuada da corrupção, com envolvimento sistemático da cúpula dos políticos mancomunada com empresários num abjeto projeto de perpetuação no poder...
Evidente que a eles interessava  ter Copa e Olimpíada, a cada quatros anos continuadamente no Brasil, custasse o que custasse. Eles estavam partilhando para fins escusos do dinheiro de tudo que se construía no país. Triste esta constatação, está comprovada pela Lava Jato e muitos deles estão presos!
O que vemos em pedidos de reforços da Força Nacional, de estranhar que recentemente houve até no Rio Grande do Sul para, guarnecer Porto Alegre, não faz sentido. Veja que não foi para os rincões e sim acredite - a Capital! Estado este que se orgulhava de ter uma das Polícias mais bem preparadas do Brasil, a Brigada Militar. 
O que dizer então dos crimes na USP, escola pública que abriga na grande maioria filhos de famílias abastadas de todo o Brasil e que rejeitam constantemente a ação da força pública de São Paulo, através da Polícia Militar. Uma atitude abjeta, uma rejeição incompatível com o espírito democrático, onde devemos nos submeter ao império da lei.
O que se vê nos presídios, nestes últimos dias, dá pena - de nós mesmos, dos nossos filhos e dos próprios presos. Somos vítimas - sabe de quem? Dos Salvadores da Pátria, sejam eles filósofos, cantadores, poetas e principalmente dos políticos inconsequentes, cujo mote principal nestes últimos 30 anos foi fazer apologia de condutas rebeldes a tudo que fosse ordem, incitando a desobediência generalizada -  em consequência temos a anomia, face a um conjunto de conceitos e leis espúrias que nos leva a este estado de coisa.
Agrava a situação o reflexo da desídia geral quanto ao cumprimento do que prescreve os compêndios administrativos reletivos aos deveres do servidor público, assim resumidos: boa fé, boa atitude, inclusive fora do serviço, pontualidade, assiduidade, residência, urbanidade. Ora, o que vemos nas rebeliões é o total abandono da situação pela administração. Negação da liderança governamental em todas as instâncias!
Devíamos ter ações integradas e regionalizadas como nos grandes eventos para prevenir estas horríveis matanças. Também responsabilização criminal das autoridades constituídas por omissão, em todo escalão de governo.
O Brasil é um imenso, rico e bonito país! Se temos preparo para grandes eventos, haveremos de ter também com relação aos presos. Que renunciem os incompetentes governantes e se responsabilize os omissos que estão na linha de frente do sistema carcerário. Correição periódica pelas autoridades judiciárias criminais, atentar a  tudo que tem que ser feito e não lamentar a própria incúria por não conseguir conter presidiários.  
A Constituição de 1988, desde sua edição, recebeu críticas de descer ao nível da lei ordinária pelo excesso de detalhamento, sendo que nestes trinta anos prevaleceu o veio revolucionário, prescrevendo muitos direitos e poderes e poucos deveres. É hora de uma nova, pois com esta colcha de retalhos que temos - todos se mostram perdidos, em recíprocas acusações estado/município, sendo que a omissão prevalece.
Não à sanha do conformismo dos incompetentes desvirtuadores dos valores maiores e sublimes reservados ao humano, e sim ao profundo pensar que  se reinvente o Brasil - para um novo brasileiro. A sociedade deu mostra nas ruas que está preparada para uma retomada do pensar e agir político. Inclusive para uma nova Constituição!
Diminua-se o custo Brasil! Esqueçamos nossos umbigos para uma ordem que não aceite privilégios no serviço público, desde o salário às horas trabalhadas. Assim como o excesso de impostos para uma máquina administrativa inoperante e autofágica.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A política com dignidade empobrece!

Reeditada de 03/02/2017,  906 - a quarta em acessos!

Eunício - a política com dignidade empobrece!

A conclusão é do atual Presidente do Senado, Eunício  Oliveira.

Está fácil entender o que houve na prática corrente, evidenciada no Mensalão e na Lava Jato e seus desdobramentos.

em recente entrevista cujo resumo da fala consta da postagem de ontem sob o título “Eleição no Senado – de acusado para acusado”. Pergunto a você, leitor, e peço que comente, deixe sua opinião: foi “ato falho” ou “o uso do cachimbo deixa a boca torta”. Observo, mesmo sem carecer, que “ato falho” deriva de um equívoco momentâneo, face às tensões de toda ordem – cansaço, contrariedades, expectativas desmesuradas etc e assim vai, enquanto que “o uso do cachimbo deixa a boca torta”, nem precisaria de referência, pois consiste em jargão popular, entretanto o faço para constar ser - conduta usual, costumeira, que provoca na boca do fumante pequena deformação.
Ouso manifestar que, pela experiência do entrevistado, descarto ato falho para ficar com a segunda assertiva, pois o constante repetir expressões correntes em ambientes comuns, os mesmos dão origem a jargões que acreditam de forma a incrustar no subconsciente com afloramento espontâneo.
A realidade atual quanto à impressão sobre o exercício da política nos leva a concluir que jargão – “político pobre, sinônimo de burrice”, se encaixa como uma luva no pensamento do Presidente do Senado, constituindo-se, numa aberração.
Está fácil entender o que houve na prática corrente, evidenciada no Mensalão e na Lava Jato e seus desdobramentos. Também por todas as informações sérias, com dados expressos e não contestados por quaisquer governos de que o custo do político brasileiro é um dos mais altos do mundo e os impostos, idem; que pouco trabalhamos pelo excesso de feriados, fator que eleva o custo Brasil porque a cada 30 dias todos vão aos cofres. Não dá tempo de pensar, executar com esmero, nada.
A justiça é lenta, as três esferas da Federação disputam fatias do orçamento a unhas e dentes; omitem-se quantos a suas responsabilidades, atribuindo uma a outra não ter cumprido seu dever, como ocorreu no caso da matança nos presídios do norte e nordeste.
De bom somente o despertar dos brasileiros para uma nova forma de viver e agir; o exemplo da equipe da Lava Jato; as ações recentes em busca de reformas preteridas há 10, 15 e 20 anos. Que aconteça como a que eliminou a hedionda inflação. É mais difícil agora, pois os focos são dispersos – segurança, previdência, política, econômica. Passos gigantescos já foram dados; que venham outros, e o povo sempre nas ruas como acontece desde 2013!
Que os envolvidos sejam condenados e expurgados da política e um novo pensar se anteponha à cultura do vale tudo. Que tenha sido somente um equívoco momentâneo do Senhor Eunício. A liderança é uma dádiva a ser cultuada com nobres sentimentos para quem a riqueza é apenas um detalhe na vida e que não deve ser buscada a qualquer custo. Mais vale a de espírito e uma vida vivida com honestidade e amor no se que faz!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A ignomínia do cárcere!

Reeditado de 8/01/2017 - 905 acessos a 5.

Sobre este tema como referência os épicos Papillon e Alcatraz!

Porque os conceitos libertários da Carta Magna foram editados sob a orientação de políticos ex-presidiários. “Essa assertiva  ouvi em entrevista da boca de alguns deles”.


Sobre este tema como referência os épicos Papillon e Alcatraz e ainda a história trágica do presídio da Ilha Anchieta. Dentre eles Alcatraz e Anchieta visitei. O filme do presídio da Guiana Francesa, assisti por recomendação didática na Academia!
Vou mais além, porque  em 1979, por mais de um ano comandei a guarda externa da Cadeia Pública de São José do Rio Preto. Ela abrigava 140 presos, apinhados em mais de 15 por sela. Uma vida indigna a qualquer animal, nos zoológicos, certamente eles tem mais conforto.
Esta experiência, deu-me a oportunidade da atuação na rebelião liderada pelo preso Paraná que ao se deslocar de São Paulo a Rio Preto para depor, foi encarcerado separadamente com outros em ambiente restrito. Ele conseguiu sair do xadrez e liderar os 25 detentos da ala superior. Eles arrombaram  as dependências da Divisão de Investigações Gerais (DIG) e por 48 horas o episódio foi notícia, Brasil afora, pois  de armas em punho e ameaçaram um carcereiro, refém!
Paraná tinha um ficha criminal que contava com três homicídios, incluindo aí um Policial Militar. Depois de afrontar seguidamente a segurança, desencadeamos um plano por mim sugerido ao Comandante de fogo intenso em horário pré-determinado, partido de seis pontos. Deu certo, após uns 10 minutos os presos líderes foram presos. Os presos não sublevados expuseram em seguida - bandeira branca no portão. A solução deu-se sem um arranhão em ninguém. Deram e demos sorte, pois a polícia não existe para matar e sim apenas conter. Às vezes o fato morte decorre do embate. Neste caso zero morte, assim como lesões!
Nos últimos acontecimentos, difícil o conhecer dos fatos...vergonhosa a situação narrada que se alastra nordeste afora e  pior que ela, aconteceu em São Paulo em 2005, com o embate de rua, onde sessenta servidores públicos foram sacrificados por marginais.
O Ministro da Justiça apresentou plano emergencial de construção de presídios, mais importante que isso é a reformulação da legislação e a conduta dos agentes públicos, desde o judiciário aos da administração dos presídios  - porque os conceitos libertários da Carta Magna foram editados sob a orientação de políticos  ex-presidiários. “Essa assertiva  ouvi em entrevista da boca de alguns deles”.
Reformulemos conceitos e teremos uma chance, sem isso .... há o terreno movediço da distorção de rumos que nos levaram a esta situação  abjeta e ignominiosa!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

A ineficiência consentida dos segmentos públicos!

       Reeditada de 27/12/2016 com 799 visualizações!   entre  entre


Associações e sindicatos descompromissados com o futuro  

Pior do que isto são as distorções estruturais que emperram o avanço quanto ao nível de produtividade do servidor.

O olhar para o próprio umbigo evidenciado na última postagem, sobre a atuação dos lobistas e presidentes de associações e sindicatos descompromissados com o futuro e a abrangente análise das estruturas  públicas quanto aos seus deveres, finalidades  e objetivos  mediatos do Estado que são os propósitos de suas existências, põe a pique a evolução da sociedade, com um jogo perverso do vale tudo, desde que minha agremiação saia ganhando alguma coisa.
Fossem outros os procedimentos não teríamos o estado de coisa denunciado em reiteradas e diversas publicações nas redes sociais de aposentadorias precoces, do vergonhoso acúmulo delas, mordomias descabidas nos Três Poderes, como carro, moradia, vantagens dissimuladas para driblar o teto, enfim, os políticos mais caros do mundo e por aí vai...
Pior do que isto são as distorções estruturais que emperram o avanço quanto ao nível de produtividade do servidor, principalmente na educação e segurança, nesta incluindo a justiça criminal e sistema carcerário. Na Educação o viés ideológico contaminou as estruturas e disciplinas como Educação Moral e Cívica,  Filosofia e Religião foram banidas do “curriculum”.
A última, considerando que o Estado é laico, foi aceita sem maior resistência, entretanto a relatividade da vida quando vista num contexto espiritual dá sentido a sua abordagem como orientação ao indivíduo, sendo lhe permitido decidir por um viver ético puramente ou reverenciar algum credo que o  fortaleça, face as vicissitudes do dia a dia.
A relação Cidadão/Estado era vista com o devido aprendizado da Educação Moral e Cívica, pois o homem não é uma ilha. As relações sociais quanto aos deveres e direitos passam por uma iniciação do indivíduo sobre suas responsabilidades, ante o coletivo.
A Filosofia volta-se ao exercício do pensar quanto às máximas da Lógica, numa iniciação da ordenação das ideias  que despreze o "achismo" pelo aprendizado do método da comprovação, seja o empírico ou experimental/científico  pela demonstração das hipóteses decorrentes.
Certamente estas restrições, fundamentadas no veio ideológico de desprezo ao saber, não acrescentaram em nada, pelo contrário, provocaram um decréscimo na avaliação do aprendizado, cuja negatividade salta aos olhos do mundo pelas avaliações, como as de Pizza em que o Brasil vai cada dia pior.
Assim, razoável esperar o decrescer da produção das lideranças a partir do conluio do sim aos direitos,  forjado na esperteza das associações com espírito sindical e dos partidos político, enquanto existe escancarada indiferença aos deveres quanto a excelência na prestação dos serviços.
Não fosse o despertar do indivíduo pelas redes sociais, nosso atraso se perpetuaria indefinidamente, pois políticos e líderes não se constrangem com a Ineficiência dos Seguimentos Públicos a que pertencem – ela é ao contrário – consentida. Eles estão mais preocupados é com as vantagens pecuniárias que auferem.
Assim, segue a carruagem deste país gigante que agora vê um despertar, a partir de novos parâmetros que vem das exigências das ruas das quais jamais devemos nos apartar. Sem radicalismo que não faz parte da índole do povo brasileiro. Que a busca da eficiência dos segmentos em questão seja o apanágio de todos os líderes investidos em função pública, hoje e sempre!