Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

domingo, 4 de maio de 2014

PENSANDO BEM


Reflexão Dominical


Insisto que a mudança mais urgente deve acontecer individualmente.
 “Não se iluda: o que somos é a somatória de nós mesmos".

  
Contemplado com o exercício do Oficialato  da Policia Militar em que somente perderia a função, após o exercício da ampla defesa em tribunal, pude ser eu mesmo. Foi muito bom, a impessoalidade e espontaneidade que se pode ter nestas condições. Este tesouro que a iniciativa privada, salvo nas empresas de alto nível, não oferece.
Pude sanear e depurar ambientes em prol da comunidade interna e externa, para gaudio dos bons. Agir no limite das competências quanto à sociedade, em comunidades menores onde os reflexos de nossas atitudes influenciavam na vida das pessoas diretamente e sentíamos isso.
Atender em até 3 minutos a maioria das ocorrências e muitas vezes, antecipar-se aos fatos pela presença de até nove viaturas nas ruas de Catanduva: tudo que esperávamos. Salve o Radiopatrulhamento Padrão. Estamos falando de 1990.
Vemos que nas hostes policiais, até se fala abertamente no ciclo completo de polícia ou polícia única, quiçá isto aconteça, somado a tantas outras mudanças imperiosas que a estrutura jurídico-político-administrativa brasileira necessita.

Bom domingo!

sábado, 3 de maio de 2014

A COPA VEM AÍ!


Simples mas verdadeiro!

A copa vem aí.

Futebol, diversão.
Religião, devoção.
Política?
O futuro em suas mãos.
Carece de Reflexão.
Diria, o poeta então!


Simples mas verdadeiro,
A bola rola pelo Brasil inteiro,
Lusos, ingleses e espanhóis,
Alemães, uruguaios e argentinos,
Franceses, mexicanos e Australianos,
Quem faz frente aos brasilianos.

Vencer e vencer,
Uma missão desafiante,
O conflito esportivo há,
Como numa vida esfuziante,
Toda nação quer sair,
Da competição triunfante.

Joga bola jogador,
Sempre ao companheiro,
De  peleja a frente,
Pois na realidade mesmo,
Importa o que acontecerá,
Conosco pouco mais adiante.




sexta-feira, 2 de maio de 2014

PRIMEIRA ETAPA, MELHORAREMOS

ESPAÇO DEMOCRÁTICO!

 ESTAMOS NAS 1500 VIZUALIZAÇÕES. ESTE ESPAÇO É NOSSO! 

A vida mostrou-me caminhos diversos que trilhei conforme as circunstâncias de momento. Agradeço a Deus os passos que dei, dou e darei se ele assim me permitir. O blog faz parte desta etapa, após consumir-me anos a fio com a dor que ia no meu peito, ante ao ignominioso desfecho de uma luta vencida pela ferocidade de mentes insanas  que pude relatar em "TRIBUTO A UM HERÓI". Ele vem para comedidamente, expormos impressões sobre o extrato social, com embasamento fático, legal e contestual, à luz dos acontecimentos atuais,  em face da vivência e do experimento de uma existência colaborativa com os ambientes em que participei. Faça dele seu reduto e juntos vamos contribuir para um mundo melhor na prática do amor e na busca de uma sociedade justa e solidária.

O ALVORECER


Primeiros raios!                Expectativas de mudanças que veio das ruas!

Fazendo jus ao nome do blog e a ultrapassagem dos mil acessos; assim como para não ficarmos somente em lamúrias que a vida é bela! Afirmo aos anarquistas e pesssimistas! 

Publicado por mim em 27/12/2013, 
 em "O Regional." - Catanduva.



“O motivo maior porque cantam deixo ao pesquisador e ao poeta, porém não há dúvida -  na floresta  o momento  é lindo. “


O ALVORECER


O alvorecer é um momento especial do dia, do ano e da vida se o imaginarmos como um início de ciclo que vem com a luz que nos aquece e desperta.
O cantar do galo, o primeiro sinal ao caboclo atento de que o dia está chegando. Há trabalho, atividades diversas, vamos a luta. Nestes dias de vida urbana os horários e turnos são diversos, dia e noite ao homem moderno pouca diferença faz.
No sertão, depois que o galo cantou é a vez dos pássaros ensaiarem o seu gorjear, uns querem sua companheira, outros marcar seu território, o motivo maior porque cantam deixo ao pesquisador e ao poeta, porém não há dúvida -  na floresta  o momento  é lindo.
Nos verdes campos de minha terra, em viagens bem cedinho, o cheiro do marolo, do marmelo,  da gabiroba e do bacupari que colhíamos para o primo querido que, órfão em tenra idade, morava com a avó. Dezoito quilômetros de estrada de terra batida, na  carroça, era necessário  se por a caminho nos primeiros raios do sol para a visita amorosa, semanal.
Hoje, tudo mudou, os cerrados e matas são esparsos. Nossa região é privilegiada pelos grandes lagos. Às suas margens, o citadino busca refúgio para amainar o calor, praticar a pesca e reencontrar a flora e a fauna dos tempos de outrora.
Podemos dizer que a chegada dos primeiros dias de um novo ano, traz a mesma sensação do alvorecer do ciclo do dia. A vida que tem na noite o renovar das energias  propiciada pelo descanso, segue tempos afora, apesar de alterados os costumes.
Num ano muitos dias, muita esperança. Acontecimentos diversos, ainda bem que tem os pássaros sempre com seu gorjear - não a monotonia de galho em galho a cantar.
A nós homens, um pouco mais é exigido, as transformações são profundas, necessário refletir,  instruir-se para a caravana acompanhar -  neste perene evoluir do fazer e pensar.
Certo é que neste alvorecer de um novo ano,  espera-se dias melhores. O de 2013 foi pródigo quanto ao exercício da cidadania pelas pessoas de branco nas ruas a se expressar em união.
Um alento que parece veio do vento, infelizmente seguido pela maldição do ódio e da violência, atitudes que esperamos, fiquem para trás, assim como todas as mazelas praticadas, onde quer que seja.
Ao leitor que tira um tempinho para folhear este diário, um 2014 com muita saúde, prosperidade, e crescimento cívico e espiritual. A mim mesmo, este é um pedido fundamental. Feliz...Feliz...Feliz 2014!





quinta-feira, 1 de maio de 2014

DISTANCIAMENTO DE RESPONSABILIDADES

CASO EMBLEMÁTICO

AO LER AS MAIS DIVERSAS NOTÍCIAS SOBRE O CASO BERNADO EXPRESSEI NO FACE:


O caso Bernardo deve ser melhor explorado. Ele é pior do que o da boate que matou inúmeras pessoas, no Sul também. Lá, houve uma fagulha que detonou o incêndio, aqui não: o menino foi às autoridades, não existe mais dúvida disso. Há, um distanciamento fático do servidor público brasileiro, entre as suas respeonabilidades e o que acontece a sua volta. Este é um caso exemplar: ele foi às autoridades que nada fizeram. Grave omissão de quem tomou conhecimento. Que todos sejam responsabilizados.

ADOLESCENTES DA PAULISTA

Mudar urgentemente é preciso!

Esta é uma faceta triste da nossa sociedade. A ânsia do faturamento monetário coloca os projetos que envolvem dinheiro (construções) como prioridade, enquanto os projetos de  aprofundamento da discussão do estrato social fica anos emperrados nas casas legislativas, em detrimento de um comunidade mais justa e solidária.


Artigo publicado hoje no Diário da Região  Catanduva - 01/05/2014 -

 “Precisamos muito mais do que simples obras e carnaval.”


                                      Adolescentes da  Paulista

Ao assumir interinamente o comando da 2ª. Companhia PM com sede na cidade de José Bonifácio (1980) e perceber que ali  ficaria por longo tempo, decidi que sozinho não iria cumprir esta missão. Assinei o Estadão e além dele  li e reli entre boas obras: Vida de Jesus, por Plínio Salgado. Passados dois anos, iniciei o curso de direito. Neste período nasce o segundo filho, tudo caminhou muito bem.
Vida campesina até os dez, depois de 14 anos, entre Brasília e São Paulo retorno ao recôndito do povo simples às margens do Tiete. De volta as viagens da infância, por onde podia sentir o cheiro da terra e ele é  intenso nos dias de chuva. Além dele, o do mamão, da amora, do capim verde brotando nas pastagens às margens das estradas Todo mês percorria  mais de 150km, quando em inspeções, eram 17 pequenos municípios. No jipe, lá íamos nós levar um abraço aos policiais militares muito distantes da companhia.
Nesta época, acompanhei  longas reportagens sobre crimes cometidos por adolescentes nas imediações das AvenidA Paulista e Consolação, enfim nos Jardins. Eles eram de classe média e praticavam vários tipos de agressões que deixavam apreensivas as autoridades, pois consistiam em atos desmotivados, não havia um perfil definido dos agredidos.
A conduta foi objeto de uma longa pesquisa patrocinada pelo jornal e a conclusão foi desamor dos pais. Em razão da intensa agenda, pais e mães deixavam os filhos com as babas, crescendo assim, se sentiam mal amados e agiam com violência contra terceiros para chamar atenção deles.
Os crimes em série que temos vistos contra crianças, nestes últimos tempos: do Nardoni, São Paulo, do menino Joaquim em Ribeirão Preto e mais recente o caso Bernardo guardam semelhança entre si: os três estão num segundo relacionamento em que  parece ser a criança um estorvo a nova vida.
Existe neste gigante  país muitos caso de fins trágicos com crianças, porém a maioria deles envolvem mães em estado desesperador quanto a subsistência de si mesmas e da prole, incidindo em abandono e extrema pobreza.
Nestes três citados não, dá a impressão que são pais que foram filhos como os da Avenida Paulista, mal amados. Matar um ser indefeso que reside sob o mesmo teto, seja filho ou enteado, é muita estupidez que nos provoca sentimento de profunda tristeza e a conclusão de que: precisamos muito mais do que simples obras e carnaval.










quarta-feira, 30 de abril de 2014

COMENDO BANANA

RACISMO

A EVOLUÇÃO NATURAL  RELATIVA ÀS DIFERENÇAS RACIAS DARIA MELHOR RESULTADO


 IRONIA ANTIRRACISMO 



          Daniel Alves, baiano, atleta da seleção brasileira de futebol, teve uma atitude que representou muito bem, a ironia  baiana de ser. Atirada a banana, não titubeou se abaixou, descascou a fruta e mandou para o papo.
         Mal sabia que seu gesto seria imitado por políticos italianos e reprisado no mundo todo, insistentemente.
          Acompanhamos de perto o evoluir dos direitos no Brasil, por militarmos na advocacia, invocando por diversas vezes com sucesso estes direitos na defesa de nossos clientes, mormente o dano moral pelo abusivo ato contra terceiro, mormente do poder público e grandes empresas em relação ao indivíduo.
         Entretanto alguma deformação  existe pela exagerada exposição midiática hodierna que provoca comportamentos repetitivos em busca do minuto de exposição que faz a pessoa sair do anonimato.
         Minha geração convivia  mais naturalmente com as diversidades de características de raça, quer seja da cor   ou outras, até mesmo de linguagem. Sendo recentes as imigrações ou contemporâneas mesmo, a compreensão do estrangeiro, contagiava os nativos e tudo acontecia em paz.
         Tenho uma foto, aos dezessete anos em que o time é meio a meio, branco e preto. Na cidade tinha clube dos brancos e dos pretos, sendo que havia respeito as normas e tudo era visto com naturalidade. Esta postura não era determinante para o relacionamento entre negros e branco, no dia a dia.
         Comento que no trabalho em turma nas fazendas, todo tipo de brincadeira acontecia, desde os traços marcantes da cor até as  características físicas e ao: oi negro beiçola era respondido de pronto e aí branco descascado e tudo prosseguia. Ao fim do dia um queria saber se tinha produzido mais que o outro e isto sim representava mais dinheiro no fim de semana.

         A ênfase  dada pelas lideranças políticas à segmentação da sociedade, fazendo-se padrinhos da evolução pela lei do que aconteceria espontaneamente, colocou zanga onde não tinha e a exposição na mídia um modismo, com a prática de  atitudes que não se via há 30 anos atrás.