Na Trincheira do Poeta

Na Trincheira do Poeta

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Vigilância sem Trégua

 Ele nos colocou em contato através de pesquisa com toda milícia.

Defender os primeiros dos segundos uma decorrência lógica da atividade, por isso mesmo, quando boa parte dos líderes da nação são os criminosos, evidente que isto nos faz muito mal.

Da efervescência das atividades diárias,   o período de seis meses que frequentei o Curso de Formação para Major e Tenente Coronel,  foi uma experiência sensacional. Nele, conceitos novos de ensino foram introduzidos de forma a quebrar paradigmas que me fizeram muito bem, fortalecendo o processo decisório futuro, profissional e particular.
Ao contrário da vida corrente, o curso foi inovador quanto a integração com os estudantes do curso a Coronel, sendo que a base dele  consistiu em  palestras integradas que se desenvolveram em ciclos seguidos de debate e sínteses com trabalhos em grupo.
Da mesma forma, o trabalho monográfico sobre um tema muito interessante: “ O Comando Regional”. Ele nos colocou em contato através de pesquisa com toda milícia. Os comandos regionais foram instalados dez anos depois, de forma parcial ao que foi concebido à época.
Fiquei a pedido por conveniência da coordenação e minha também, no alojamento dos oficiais de outros estados, num total de onze. Uma inteiração muito forte. Novamente radicais de boa parte do país estavam a disposição, num momento especial da vida e carreira profissional.
Com o  estágio em Los Angeles, o fecho de um ciclo de aprendizado reformador. Uma das características da vida atual é a inovação e interação global e instantânea. Glória às novas gerações. À época foi reconfortante a metodologia aplicada que aboliu a atenção  maior sobre a nota das provas.
Vejo que este aprendizado auxiliou na decisão de advogar quando me inativei, pois ele rompeu barreiras em mim.  Por mais de dez anos desenvolvi a advocacia intensamente e ainda tenho processos e me mantenho habilitado, pois o advogado tem  um amplo lastro de atividade a desenvolver que não se resume na militância diária.
As atividades neste blog complementam um sentimento desenvolvido ao longo de uma vida de trabalho e esforço contínuo. Aos seis anos de idade,  acompanhava meu pai por onde fosse para fazer o que pedisse, numa linda chácara que toma conta, como um bom  menino e filho. Esta predisposição se fez presente em toda minha vida.
Na Polícia Militar, desde o primeiro dia de policiamento, lá nas proximidades da rodoviária de Brasília  incorporei por dever profissional, o compromisso de amparar o cidadão, sempre será assim ao PM: distinguir os bons dos maus e protegê-los.
Defender os primeiros dos segundos uma decorrência lógica da atividade, por isso mesmo, quando boa parte dos líderes da nação são os criminosos, evidente que isto nos faz muito mal. Vigilância ininterrupta e sem trégua é necessária. Essa é a essência da vida do Policial Militar.  Um 2015 com menos corrupção. Vida digna e feliz a todos. Salve o porvir!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

VITÓRIA INGLÓRIA

A interação entre as pessoas traz luz e força! Acredito nisso, você também? Interaja ele é nosso.

Chega de leis de privilégio aos detentores do poder em todas as instâncias. É hora de um país novo. A interação mundial é grande, vamos com as normas, hábitos e costumes dos melhores. Estamos a findar o primeiro quarto do século 21, que  profundas mudanças aconteçam.


Este é um espaço democrático, conquistado  e desenvolvido entre a utopia e o razoável, donde vem o verdadeiro sentido de uma existência que se pretende de um amor verdadeiro e sem rodeios: à família e à comunidade. Por não dispor de tantos dons, esgrimo neste espaço, pois a interação entre as pessoas traz luz e força! Acredito nisso, você também? Interaja ele é nosso.
A banalização das atitudes dos administradores públicos no poder há 12 anos, jamais vista com tanta intensidade na república, derivada dos mais deslavados atos de corrupção comprovados, alguns já julgados tantos foram os praticados neste governo que dita regras há 12 anos. 
Apesar de explodir em período eleitoral, como o caso do Mensalão; agora de repercussão inimaginável, como o maior escândalo mundial de uma empresa, onde milhões e milhões foram pelo ralo, entretanto insuficientes para a derrota. Porém, esta é a via suicida dos vencedores, pois o imbróglio que se meteram é de difícil de transposição.
Os últimos  dados  sociais avaliados por organismos internacionais, indicam condições pífias, quer seja na educação, segurança ou saúde; vetores básicos de toda sociedade. Os debates da campanha expuseram isso, uma anarquia na política com 32 partidos e tantas outras contradições no exercício da autoridade pública, com leis de privilégios, permissivas  e ineficientes.
O sistema de segurança precário; a justiça lenta; a educação com conceitos distorcidos. A avaliação pelo Índice de Desenvolvimento Humano abaixo de nações latinas para não comparar aos das desenvolvidas.
Ainda ontem uma denúncia no estado de  Sergipe,  incriminou uma dúzia de parlamentares que sorrateiramente ficaram com milhares de reais de entidades fantasmas. Há pouco tempo, num dos estados do  Norte, havia a farra dos salários chegando até o 18º. A convalidação da vitória veio dos grotões, via benefícios nem sempre eivados de uma distribuição zelosa quanto ao aspecto ético, porque não dizer sem corrupção.
Se o partido vencedor não se sentir constrangido com as condições da vitória, somente as pessoas nas ruas farão com que prevaleçam os anseios prementes dos mais elevados objetivos da nação. 
A reforma  política e tributária em primeiro e tudo o mais em seguida, é preciso dar um giro de 180 graus no leme, pois o barco chamado Brasil está a deriva. Chega de leis de privilégio aos detentores do poder em todas as instâncias. É hora de um país novo. A interação mundial é grande, vamos com as normas, hábitos e costumes dos melhores. Estamos a findar o primeiro quarto do século 21, que  profundas mudanças aconteçam.
Aos vencedores as batatas! A nós todos  um mínimo de coerência com novos conceitos e estruturas, de uma sociedade justa e solidária, sem privilégios e  corrupção. Vitória  inglória sim.  A retrospectiva de 2014 é testemunha. 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Sob Viadutos

O registro e a crítica tem que ser veemente


Entre o corpo estendido no chão; aqueles moradores de rua; o número de acidentes constatados.

Dia 23 último  viajei para passar o Natal em Barueri. Sempre passei esta data entre familiares, em mim nada superou até os dias de hoje este sentimento. Trabalhei em alguns, ossos do ofício.
Na viagem com tempo chuvoso,  elevado número de acidentes. Vimos caminhões tombados fora da pista;  carros no canteiro central amassados e  no acostamento mesmo,  o último um corpo estendido na Marginal do Tiete  viaduto do Piqueri,  acesso a Lapa,  8 ao todo.
O registro e a crítica tem que ser veemente, pois não havia clima para reeleição em 1º. Turno  em SP,  tampouco dar mais 4 anos  ao governante federal, consideradas as circunstâncias de momento.
O pedágio após Araraquara custa R$ 13,60, um absurdo que o atual governador prometeu revisar em várias eleições e nada fez, um fábrica de fazer dinheiro. O plano de pagar pela quilometragem rodada, não vingou.
A fiscalização é ineficiente, somente os radares não são suficientes deveríamos ter meios via satélite para flagrar infrações gravíssimas, como: excesso de velocidade, ultrapassagem proibidas, manobras próprias dos ébrios como ziguezaguear, a serem confirmadas pelo agente. Não se trata de um estado policialesco, mas de cidadãos que cumpram a lei , sob pena de punição.
 O  título tem uma razão, porquanto no dia 24 por volta das 14h passamos pelo viaduto sob a via Anhanguera, na rua Pirituba,  na Vila Jaguara. Ali estavam 3 pessoas: uma numa cadeira de rodas; elas aparentavam mais de 50 anos e de marmita nas mãos almoçavam. Ao lado um colchão, seus trajes maltrapilhos, próprio dos moradores de rua.
A região é rica, muitas empresas, comércio próspero e aqueles moradores em petição de miséria. Incompatível com os gastos com  a propaganda governamental  e eleitoral. Incompatível também com as verbas utilizadas nas campanhas eleitorais. Uma ignomínia considerada a corrupção estatal em que inúmeros são alvo de acusações diversas.
Entre o corpo estendido no chão; aqueles moradores de rua; o número de acidentes constatados. Somado o número de mortes violentas  no trânsito   que passa  de 106.000 em 2013,  um contra-senso absurdo.
Temos de eficiente a propaganda eleitoral onde são gastas fortunas que proporcionam a perpetuação no poder. Sem contar os nichos de privilégios instalados em tudo que se possa considerar corte neste país.
Em 1992 quando visitamos a polícia de Los Angeles, na base  um Capitão uniformizado dava as ordens ao efetivo do policiamento ostensivo; outro em trajes civis para os investigadores. Na Academia eles faziam ordem unida e cantavam canções, como que as cantamos na Academia do Barro Branco.  Não vimos um só acidente em 15 dias, uma coincidência positiva  em deslocamentos em comitiva por  mais  3.000Km até São Francisco.
Acorda Alice, o Império ficou há dois séculos, é hora de passar a régua nas estruturas ineficientes; corruptas e corruptoras deste país. As futuras gerações merecem!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

AO ÍMPROBO

Chamá-los de ímprobos sim, levá-los a justiça também.

É necessário passar a régua nas estruturas, vícios e benesses que vem do Império. As futuras gerações merecem um Brasil novo!
Artigo de minha autoria publicado nesta data no "O Regional" de Catanduva

O ano de 1992 foi especial,    imaginamos à época que a administração pública brasileira se reabilitaria quanto ao aspecto da ética nas relações das autoridades e particulares, e em relação ao toma lá dá cá que sempre  permeou interesses escusos recíprocos do público e do privado.
Aos dias 2 do mês de junho de 1992, o projeto de lei da Deputada Federal Rita Camata  que impingia normas às ações dos  agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício do cargo  foi sancionada. Neste ano, teve também os caras pintadas nas ruas que provocaram o Impeachment do Presidente Collor, que não resistindo às pressões, renunciou em 29 de dezembro.
A lei de improbridade é um verdadeiro tratado da forma com se deve conduzir o individuo particular e o  público enquanto autoridade no exercício do mandato ou função  de carreira. Ela esmiúça as condutas, estabelece ritos e penas ao administrador que incida em delito, em resumo condena a licenciosidade na gestão, impondo a ele: legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.
Vemos na atual administração da Petrobras que de nada adiantou a ação dos “caras pintadas” em 1992. Surgem ali as mais deslavadas atitudes de servidores públicos e políticos indignos dos cargos que ocupam pela prática dos mais diversos atos de improbidade. 
Chamá-los de ímprobos sim, levá-los a justiça também. Indiciar e responsabilizar quem quer que seja que tenha na função pública executiva ou no conselho administrativo da empresa  anuído  aos desmandos já comprovados,  sem a cúria   compatível ao cargo exercido. Que sejam levados às barras dos tribunais é uma conduta  mínima  para recolocar o Brasil nos trilhos.
A Presidente da Petrobrás dizer não sabe o que significa  esquartejamento e licitação ineficiente é uma prova de sua incompetência. Com ar de onipotência falou como se estivesse acima do bem e do mal. Ela deve ser deposta já. A denunciante disse a ela que a empresa estava sendo dividida e cada uma estava levando a sua parte. Ela nada fez. Três meses de denúncia e ela no cargo. Arre!
Do  que li nos compêndios sobre o estrato social, incorporei que: ”toda riqueza provem do suor do trabalhador”, acrescentaria  - do suor e do sangue, pois em muitas profissões  a morte é o limite, como a policial.
Sugiro àqueles que vivem nos “nichos de privilégios” que   viagem aos domingos na BR 101 para verem como as estradas estão cheias de trabalhadores transportando a riqueza do Brasil. É necessário passar a régua nas estruturas, vícios e benesses que vem do Império. As futuras gerações merecem um Brasil novo!
Ainda hoje, num café, vi uma criança de um ano e meio se encantar com um bebê de colo. É neste humano que devemos nos inspirar: sem barreiras e nem truques, muito menos privilégios. Feliz Natal leitor, um ano novo, novo mesmo, ao seu final. Façamos por merecê-lo!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NOVA POLÍCIA!


Em 1987, escrevi o artigo “Duplicidade de Ação: Polícia x Polícia e Polícia x Justiça, até quando?"

De 1985 até hoje os governantes revolucionários que substituíram os militares não moveram uma palha para mudar nada na segurança quanto ao aspecto questionado.



Após trabalhar 12 anos como oficial na Polícia Militar, sendo 10 deles em unidades operacionais, em comando de fração de tropa, a maioria destacadas, quando me relacionei com autoridades judiciais e delegados de polícia de várias comarcas, senti de forma visceral a incompatibilidade da estrutura organizacional das polícias com a eficiência que delas necessita a sociedade e o indivíduo na sua vida diária.
Em 1987, escrevi o artigo “Duplicidade de Ação: Polícia x Polícia e Polícia x Justiça. Até quando?” Em 1992, em São Paulo frequentei o curso para major; o Comandante Geral à época, com uma visão muito a frente do seu tempo, desenvolveu duas pesquisas: uma sobre a eficiência da corporação comparando os serviços voltados para si mesma em relação aos direcionados à população e outra que reputo mais importante ainda, que envolveu toda escala hierárquica. O resultado: 80% do efetivo de soldado a capitão aprovou a unificação, enquanto de major a coronel apenas 40% esposou esta opinião.
Reproduzo na íntegra o tópico da entrevista do Coronel Benedito Roberto Meira, Comandante Geral da PM paulista que, em fevereiro, passa para a inatividade. A entrevista, um primor. Antes do texto, indago: Onde está a sensibilidade de todos estes governantes que se dizem de vanguarda, representantes das mudanças neste país que não aconteceram? Como se permitiram que a ineficiência organizacional expusesse a população paulista a este estado de coisa - refém de bandidos. Para que trabalhamos, pagamos impostos para ter 30 anos da mesmice, já detectada anacrônica desde os anos oitenta. Segue a entrevista, pulicada no Jornal O Estado de São Paulo em 21/12/2014, pág A24, caderno Metróple.
Repórter Marcelo Godoy: O senhor acha a Polícia Civil eficiente?
Comandante: “O modelo de segurança pública hoje no Brasil á arcaico e ultrapassado. Devemos seguir o exemplo de outros países. Não interessa se a polícia é civil ou militar. Ela deve ser um contingente que faça o ostensivo e outro que faça a investigação, uma polícia única. Essa divisão que temos no Brasil é prejudicial e danosa à sociedade. A integração que todo mundo almeja só acontece nos escalões superiores”.
De 1985 até hoje os governantes revolucionários que substituíram os militares não moveram uma palha para mudar nada na segurança quanto ao aspecto questionado. Tivemos, no ano passado, no país, 102 mil mortes violentas, e o continuísmo aí está: uns se elegem em primeiro turno... outros depois de 12 anos recebem mais 4.
Ai de nós! Sociedade de governantes míopes, quando não corruptos.

domingo, 21 de dezembro de 2014

VISITA ESPECIAL

O Cantinho seu:   era uma visita especial para mim.

Contempla hoje João Bernardo e Sebastina (Nica), tios queridos cujas atitudes solidárias mudaram  uma via!

Se você tem algo especial a retribuir a alguém. Escreva em verso ou texto resumido, sempre inédito  que será publicado aos domingos.        

Um feliz Natal na paz do Senhor a todos!

A vida dá voltas, uma incógnita permanente e foi assim que os conceitos e hábitos de família conduziram o meu crescimento.  Em fevereiro de 1959 fui ter no seminário da Congregação Nossa Senhora do Sião em São Sebastião do Paraiso, Minas Gerais.
Fora convidado pelo grupo da igreja que minha mãe frequentava,  às vezes estava por perto. Inexistiu insistência e foi abortado o propósito sem muita discussão familiar, minha mãe favorável, meu pai nem tanto e minha vó paterna sonhava com um familiar religioso. Fiquei  empolgado porque gostava muito de estudar, bem possível, o primeiro dilema entre tantos.
Neste mesmo período,  registro que  me vi puxando a calça de meu pai, ao insistir que me matriculasse, pois mudamos no meio do ano para a cidade, estava no 2º. do primário, atrasado em relação às crianças de minha idade.
Com a morte de minha mãe em 7 de janeiro de 1958, foi  confirmado o convite para o ano seguinte. Ao me apresentar, o Reitor Padre Chaves, disse que só aceitavam quem tivesse  o quarto ano completo. Depois de muita insistência, deu-me a chance de uma experiência por 3 meses, o primeiro desafio mais sério, se não  acompanhasse, haveria de voltar.
Aos 14 de idade, e dois meses depois de sair do seminário, deixei  o ginásio, não sem antes andar pensativo a sua volta no que seria de minha vida. Sai por absoluta falta de condição social. Razões adversas momentâneas,  3 anos depois, fizeram que encontrasse minha Tia Nica a alguns metros distante de casa, porque  ela veio ao meu encontro emocionada e mais uma vez o choro de uma lágrima só. Na despedida do seminário tanto eu como meu velho já havíamos, experimentado esta reação.
Foi com o apoio dos bondosos tios João Bernardo e Nica que minha vida tomou o rumo que esperava. Tratei dos meus dentes, seis extrações, dezessete obturações -  mais uns meses e  perderia todos. Ainda trabalhei numa fábrica de óleo de mamona, Macoil na fazenda Macaúbas de onde fui para o Batalhão da Guarda Presidencial em Brasília.
Desde então, todo ano entre os meses de dezembro e  janeiro, visitei meus tios em Ribeirão Preto. Era uma visita especial para mim. Nesta sexta-feira (19) visitei meus primos, os tios se foram a algum tempo. Resta um sentimento de gratidão do qual jamais me apartei. Visitei também um primo de meu pai com 95 e cinco anos, plenamente lúcido. A solidariedade da família foi fundamental para mim e irmãos, quando da  orfandade.
Ela resultou   numa profunda introspeção da qual não me aparto: nada substitui igualmente o afeto familiar, enquanto a gratidão dentre as virtudes resumidas pelo amor é a mais fácil de se praticar. Quanto a família, infelizmente há  tantos tipos de relacionamentos nos dias de hoje que ela se desfigurou. Conseguiram, os anarquistas parece estão vencendo, aonde vai dar? O  futuro dirá...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SUPERAÇÃO

De outro lado o bem é praticado  para ao final prevalecer, certamente.

Carece ao encerrar estas linhas exaltar o amor, a força motriz que faz a diferença  para o indivíduo e comunidade, pois ele acalenta corações, traz a luz da fé, da bondade e da perseverança.

Tema desenvolvido no jornal Diário da Região, publicado nesta data com o título: A prática do bem!

Leitores desta coluna, na próxima 5ª. é  Natal e na outra a visita  de 2015 bate às portas. Em razão deste clima festivo e harmonioso o tema de hoje é a superação. De onde  ela vem e para onde nos leva?
Complexo para responder, mas ela existe e está ao nosso redor. Inicialmente fixo os olhares em  Fernanda Miranda uma  brasileirinha adotada pela Fundação Americana Make a Wish que realiza o sonho de crianças doentes, oferecendo o tratamento e além disso um presente de sua preferência.
Fernanda pediu um piano, a mãe apreensiva indagou é um piano mesmo? Ela especificou: grande e branco. Atendido o pedido, ela ficou encantada e começou a praticar. A aptidão foi tal que passou a estudar, tocou em orquestras, deu recitais pela Europa. Já adolescente participou de um concurso internacional, cujo  prêmio foi tocar no Carnege Hall uma das principais salas de concertos em New York. A apresentação foi impecável segundo os críticos. Ela reside em Miami com seus pais e a cada dois anos faz o tratamento da nefrose de que é acometida, além de visitar mensalmente a professora russa em New York, que acredita no potencial dela.  
Como   na introdução, não farei  relato nada além de comemorar ter sido Fernanda bafejada pela sorte de ter em algum lugar no mundo, uma entidade que se destina a humanização das relações pessoais pela doação indistinta em atitude caritativa, louvável. Convivo em comunidade na qual esta atitude é a sua essência, resultado de uma cultura mundial, a mais de um século.
O  que mais me conforta escrever estas linhas é saber que há esta relatividade entre os humanos. Vemos atos e fatos horríveis acontecendo,   e de outro lado o bem é praticado  para ao final prevalecer, certamente.
Também, falar do indivíduo que em indecifrável  intuição vê surgir em si esta força, uma  preconcepção de que é um piano  o seu querer, e mesmo com as restrições da doença, logo desponta no âmbito internacional como concertista para enlevar o sentimento humano.
Carece ao encerrar estas linhas exaltar o amor, a força motriz que faz a diferença  para o indivíduo e comunidade, pois ele acalenta corações, traz a luz da fé, da bondade e da perseverança.   A doação do tratamento e  do presente preferido,  a dedicação dos pais que lutaram para consegui-lo, resultaram no êxito até agora alcançado de potencializar a capacidade musical de Fernanda.  Sem estas atitudes certamente nada teria acontecido.
Enalteço a vida comunitária virtuosa em que se contemple o amor na sua plenitude com um  Feliz Natal e próspero 2015, na paz do Senhor aos leitores e especialmente  a Fernanda com votos que supere  a doença e tenha total êxito pelo exercício dos  dons que lhe foram consagrados.