Na Trincheira do Poeta

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Cármen Lúcia - publicidade ao que é público!

Dispensar ostentação e mordomias.

Desde os pequenos atos até a expropriação que assistimos decorrente de ações criminosas de nossos representantes políticos.


A República do Brasil parece ter encontrado quem a remende. Aliás, remendar, um bom conselho a quem quer fazer economia, que é o caso nestes tempos de vacas magras, inclusive a toda elite dirigente de nosso país. Lembro-me que por cultura familiar a  italianinha, minha mãe, afirmava que as roupas de passeio deveriam durar sete anos, e as guardava no baú com muito carinho.
Li nestes dias a trajetória que dá o perfil da Ministra Presidente do STF, Carmen Lúcia, de dispensar ostentação e mordomias. Simples, tem costumes que chegam à trivialidade e passa sempre despercebida, quer seja no táxi, ao comer um petisco de seu agrado, dispensando apoios que tantos adoram na função pública.
Recentemente decidiu, em sede do CNJ, pleito de servidores do Estado do Tocantins, que pugnavam pela privacidade de seus atos, sob alegação de que estavam sendo expostos quanto à produtividade, indevidamente. Ela refutou a tese da relatora ao afirmar que o artigo 37 da Constituição, que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, obedecerá aos princípios da legalidade, da moralidade e da publicidade.
Assim, bateu o martelo e negou razão aos requerentes. Desde Denise Brossard, que algemou todos os bicheiros do Rio de Janeiro de uma só vez, mais recentemente Eliana Calmon e Joaquim Barbosa, que escancararam as mazelas internas, este último atendo-se inclusive aos “conluios de advogados e juízes em relações promíscuas”, dizeres públicos textuais dele, a exemplar condução do Mensalão e agora a força tarefa da  Lava Jato, dão sentido ao surgimento de uma nova era.
Não tenho dúvida e já escrevi, “Se melhorarmos individualmente, tudo melhorará”.  E melhorar significa renegar o ilícito a nossa volta, desde os pequenos atos até a expropriação que assistimos decorrente de ações criminosas de nossos representantes políticos, mancomunados com empresários, tal como eles corruptos, também.

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