Na Trincheira do Poeta

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A hora dos políticos

 Atos ilícitos das três maiores autoridades da República.

O desalento popular vai além de tudo de negativo que já se viu na história do país.


Como previmos em Triunvirato dos Acusados, Eduardo Cunha está denunciado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados com graves acusações de contas no exterior que insiste negar. Dilma Rousseff denunciada em processo de Impeachment, cujo prosseguimento acontecerá após o recesso parlamentar, em fevereiro.
No final de novembro passado, o Procurador Geral da República iniciou ação de investigação contra Renan Calheiro pela prática de corrupção passiva com fundamento em indícios carreados aos autos da Operação Lava Jato, configurando-se assim a hipótese do envolvimento em atos ilícitos das três maiores autoridades da República.
Num bis ao Mensalão de dimensão estratosférica, vemos a república de joelho ante a malversadores da riqueza nacional em ações abjetas. Dá asco de ouvir seguidamente o nome de lideranças expressivas - sejam civis da iniciativa privada; e, com mais negatividade ainda, dos políticos que prestam juramento  de conduta ilibada; da prática da honradez e da defesa dos valores maiores da nação no exercício da representação popular que lhes é outorgada pelo mandato, seja legislativo ou executivo.
O desalento popular vai além de tudo de negativo que já se viu na história do país. O Ex-Presidente Lula não sai dos tribunais. Várias pessoas de seu relacionamento privilegiado no exercício do cargo estão presas, como o Presidente Marcelo Odebrecht e o agricultor  José Carlos Bumlai. A riqueza de sua prole é desproposital,  absurda mesmo. Seus descendentes passam por constrangimentos onde vão, pois são achincalhados por populares indignados com a riqueza amealhada, fruto do  privilégio de ser filho do ex-operário defensor da ética e dos pobres. Um dia esperança da nação que se tornou numa repugnante decepção.
 As cartas estão na mesa, comungo a hipótese de que somente um novo Poder Constituinte conseguirá êxito na elaboração das profundas reformas que o país necessita e não são estes parlamentares que aí estão que  vão decidir contra todos os vícios que impregnam a administração do país, dos quais eles se beneficiam.
Há que se passar o Brasil a limpo, revolver valores que embasam vis métodos e privilégios desde muito tempo. As autoridades públicas brasileiras, com raras exceções ainda vivem da empáfia das cortes imperiais, agravada pelo descortino de uma corrupção endêmica, onde familiares de um Ex-Presidente pobres e hoje riquíssimos, pousam de espertos cidadãos, em afronta a tudo que o levou um dia ser a esperança do povo.
O ano começou, que termine diferente destes últimos em que preponderou a incompetência, parceira da desfaçatez delinquente de empresários e políticos em detrimento do sofrido povo brasileiro. 

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